Fernando Ferreira - Photography

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01/06/2026

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"Entre a Luz e a Escuridão"
27 de Dezembro de 2025
Secerigo - Boticas - Portugal

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05/05/2026

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Ferreirinha-comum (Prunella modularis)
27 de Dezembro de 2025
Secerigo - Boticas - Portugal

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Nome científico:
Prunella modularis (Linnaeus, 1758)

Nome comum:
Ferreirinha-comum, Ferreirinha, Castanheira, Ferrugenta ou Negrinha.

Família:
Prunellidae

Descrição:
Pequena ave passeriforme discreta, de tons acastanhados e cinzentos. Apresenta dorso castanho-escuro com riscas, peito e cabeça acinzentados, e bico fino e pontiagudo. Assemelha-se a um pardal, mas é mais esguia e com plumagem mais uniforme. Tem comportamento reservado e passa grande parte do tempo junto ao solo, entre vegetação densa.

Tamanho:
Comprimento - cerca de 14 cm;
Envergadura - aproximadamente 20 cm;
Peso - 18-25 gr.

Habitat:
Prefere zonas de mato denso, sebes, jardins arborizados, margens de florestas e áreas de montanha. Em Portugal ocorre sobretudo em regiões do Norte e Centro, em áreas húmidas e de vegetação arbustiva.

Reprodução:
Nidifica entre abril e julho, construindo o ninho bem escondido em arbustos ou vegetação densa, próximo do solo. A postura habitual é de 3 a 5 ovos azul-claros.
A incubação dura cerca de 12 a 14 dias e as crias abandonam o ninho cerca de 12 dias após o nascimento.

Longevidade:
Em liberdade, entre 2 e 5 anos, podendo ocasionalmente atingir os 8 anos.

Alimentação:
Alimenta-se principalmente de pequenos invertebrados, como insetos, aranhas e larvas. No inverno complementa a dieta com sementes e bagas.

Perigo para o ser humano:
Nenhum, espécie totalmente inofensiva.

Período favorável à observação:
Durante todo o ano no Norte e Centro de Portugal; mais facilmente observável na primavera e no outono, quando é mais vocal.

Espécies semelhantes:
Pode ser confundida com o Pardal-comum (Passer domesticus), mas distingue-se por ter o bico mais fino e a plumagem mais cinzenta e discreta.

Predadores naturais:
Gaviões, corujas e pequenos mamíferos carnívoros podem predar adultos, ovos ou crias.

Mecanismos de defesa:
Comportamento discreto e camuflagem; esconde-se rapidamente entre a vegetação densa e mantém-se imóvel perante ameaças.

Curiosidades:
Apesar da aparência discreta, apresenta comportamentos sociais e de acasalamento complexos, incluindo poliandria e poliginia. É uma das aves europeias com maior diversidade de comportamentos reprodutivos.

Ameaças:
> Perda e fragmentação de habitat, uso de pesticidas que reduzem a disponibilidade de insetos, e alterações climáticas que afetam os habitats húmidos e de montanha.

Conservação:
> A conservação passa pela manutenção de matos e sebes, gestão adequada do soto-bosque, redução do uso de químicos agrícolas e monitorização populacional.

Importância ecológica:
Contribui para o controlo de populações de insetos e outros invertebrados.
É também uma espécie indicadora da qualidade do habitat arbustivo.

Observações:
Em Portugal é residente no Norte e Centro, e invernante ou de passagem no Sul. Registada em habitats de montanha e zonas húmidas; observações confirmadas também nos Açores e Madeira.

Origem e significado do nome científico:
O género 'Prunella' deriva do latim 'prunus' (ameixeira), referindo-se ao habitat arbustivo. O epíteto 'modularis' está relacionado com o canto melódico e modular da espécie.

Glossário:
- Ave passeriforme: Ave pertencente à ordem Passeriformes, que inclui a maioria das aves canoras de pequeno porte.
- Canto territorial: Vocalização usada por uma ave para marcar território ou atrair parceiro.
- Insectívoro: Animal que se alimenta principalmente de insetos.
- Poliandria: Sistema de acasalamento em que uma fêmea se associa a vários machos.
- Poliginia: Sistema de acasalamento em que um macho se associa a várias fêmeas.
- Soto-bosque: Camada inferior da vegetação de uma floresta ou matagal, composta por arbustos, ervas e pequenas plantas, que serve de abrigo e local de alimentação para muitas aves.
- Vocalização: Emissão de sons ou cantos utilizados na comunicação entre aves.

Distribuição:
Amplamente distribuída pela Europa e Ásia. Em Portugal é comum nas regiões do Norte e Centro, sendo rara ou ausente no Sul. Também registada nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

Estatuto de Conservação:
Pouco Preocupante (LC)

Proteção Jurídica:
Espécie protegida ao abrigo da Diretiva Aves (2009/147/CE) e do Decreto-Lei n.º 140/99 de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 49/2005.

Referências bibliográficas:
- Aves de Portugal (2024). Prunella modularis. Disponível em: http://www.avesdeportugal.info/prumod.html
- Naturdata (2024). Prunella modularis. Disponível em: https://naturdata.com/especie/Prunella-modularis/7610/0/
- Almargem Biodiversidade (2024). Ficha da espécie Prunella modularis. Disponível em: http://almargem.org/biodiv/especie/1270/
- Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental (2022). SPEA / ICNF.

👉 https://mau.sr/BNT 👈Pica-pau-galego (Dryobates minor) - Macho27 de Dezembro de 2025Secerigo - Boticas - PortugalCanon ...
27/04/2026

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Pica-pau-galego (Dryobates minor) - Macho
27 de Dezembro de 2025
Secerigo - Boticas - Portugal

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Nome científico:
Dryobates minor (Linnaeus, 1758)

Nome comum:
Pica-pau-galego ou Pica-pau-malhado-pequeno.

Família:
Picidae

Descrição:
Pequeno pica-pau com plumagem contrastante a preto e branco. O dorso apresenta padrão barrado com listas brancas horizontais sobre fundo negro. As asas são escuras com manchas brancas e a cauda é relativamente curta, utilizada como apoio nos troncos. As partes inferiores são esbranquiçadas, frequentemente com estrias escuras nos flancos. O dimorfismo sexual é discreto: o macho possui uma mancha vermelha na coroa, ausente na fêmea, que apresenta o topo da cabeça totalmente negro. O bico é curto e relativamente delicado comparado com outros pica-paus.

Tamanho:
Comprimento: 14-16 cm;
Envergadura: 24-29 cm;
Peso: 20-30 g.

Habitat:
Ocorre preferencialmente em florestas caducifólias maduras, bosques mistos, galerias ripícolas, soutos, montados e pomares tradicionais. Demonstra forte associação a áreas com elevada disponibilidade de madeira morta ou árvores senescentes, essenciais para alimentação e escavação de ninhos.
Evita geralmente plantações intensivas e áreas muito homogéneas.

Reprodução:
Espécie monogâmica durante a época reprodutora. A nidificação ocorre em cavidades escavadas pelo casal em troncos mortos ou ramos grossos, frequentemente a baixa ou média altura. A postura é constituída por 4 a 6 ovos brancos. A incubação dura cerca de 10 a 12 dias, sendo partilhada por ambos os progenitores. As crias permanecem no ninho aproximadamente 18 a 21 dias. Apresenta geralmente uma única ninhada por ano.

Longevidade:
Em estado selvagem pode atingir 5 a 7 anos, embora muitos indivíduos tenham esperança de vida inferior devido à predação e fatores ambientais.

Alimentação:
Predominantemente insetívoro. Alimenta-se de larvas xilófagas, coleópteros, formigas, afídeos e outros pequenos invertebrados que extrai da casca e da madeira em decomposição. Utiliza o bico para picar e a língua longa e extensível para capturar presas. No outono e inverno pode complementar a dieta com sementes e pequenos frutos.

Perigo para o ser humano:
Espécie totalmente inofensiva, sem qualquer risco para o ser humano ou atividades económicas.

Período favorável à observação:
Primavera (março a junho), coincidindo com a época reprodutora, quando aumenta a atividade vocal e territorial. Pode também ser observado no inverno, embora seja mais discreto.

Espécies semelhantes:
Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major), maior, com padrão mais robusto e mancha vermelha na nuca (macho). Já o Pica-pau-malhado-pequeno é distinguível pelo menor tamanho, ausência de vermelho na nuca e comportamento mais ágil nos ramos finos.

Predadores naturais:
Aves de rapina (ex.: gaviões), corvídeos (predação de ovos e crias) e pequenos mamíferos arborícolas.

Mecanismos de defesa:
Coloração críptica que facilita a camuflagem nos troncos. Comportamento discreto e ágil, deslocando-se frequentemente na parte superior das copas. Utilização de cavidades para abrigo e nidificação, reduzindo o risco de predação.

Curiosidades:
É o mais pequeno pica-pau europeu presente em Portugal. Ao contrário de espécies maiores, tamborila menos intensamente, comunicando sobretudo através de vocalizações agudas. Frequentemente forrageia em ramos finos, comportamento mais semelhante ao de pequenos passeriformes do que a outros pica-paus.

Ameaças:
> Perda e fragmentação do habitat florestal;
> Remoção de árvores mortas e práticas de “limpeza” florestal excessiva;
> Intensificação agrícola e florestal;
> Incêndios rurais.

Conservação:
> A conservação da espécie depende da manutenção de florestas autóctones e da presença de árvores mortas ou em decomposição;
> Medidas como gestão florestal sustentável, retenção de madeira morta e proteção de galerias ripícolas são fundamentais.

Importância ecológica:
Desempenha um papel relevante no controlo de insetos, incluindo espécies potencialmente prejudiciais às árvores. As cavidades que escava são posteriormente utilizadas por outras aves e pequenos vertebrados, contribuindo para a biodiversidade.

Observações:
Espécie residente em Portugal, com distribuição irregular e densidades geralmente baixas. A sua deteção baseia-se frequentemente no chamamento característico e não na observação direta.

Origem e significado do nome científico:
O género Dryobates deriva do grego “dryos” (árvore) e “bates” (andarilho), significando “aquele que anda nas árvores”. O epíteto específico minor refere-se ao seu reduzido tamanho em comparação com outros pica-paus.

Glossário:
- Caducifólio: Relativo a plantas que perdem as folhas sazonalmente.
- Cavidade: Espaço oco em árvores usado para abrigo ou nidificação.
- Dimorfismo sexual: Diferenças físicas entre macho e fêmea.
- Fragmentação do habitat: Divisão de habitats naturais em áreas isoladas.
- Galeria ripícola: Formação vegetal ao longo de linhas de água.
- Xilófago: Organismo que se alimenta de madeira.

Distribuição:
Distribui-se de forma descontínua em Portugal continental, sendo mais frequente no Norte e Centro, especialmente em áreas com mosaicos florestais bem conservados. Mais raro no Sul.

Estatuto de Conservação:
Pouco Preocupante (LC)

Proteção Jurídica:
Espécie protegida ao abrigo da Diretiva Aves (Diretiva 2009/147/CE) e legislação nacional. Ocorre em várias áreas classificadas da Rede Natura 2000.

Referências bibliográficas:
- Equipa Atlas (2022). Atlas das Aves Nidificantes em Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).
- ICNF (2022). Lista Vermelha das Aves de Portugal Continental. Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
- Aves de Portugal. Dryobates minor – Pica-pau-galego. Disponível em: https://www.avesdeportugal.info/drymin/
- LabPaisagem (2023). Guia – 100 Aves. Laboratório da Paisagem.
- SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves). Fichas de espécies e materiais de apoio.

👉 https://mau.sr/BNT 👈Chapim-carvoeiro (Periparus ater)16 de Abril de 2026Canidelo - Vila do Conde - PortugalCanon 90DCa...
23/04/2026

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Chapim-carvoeiro (Periparus ater)
16 de Abril de 2026
Canidelo - Vila do Conde - Portugal

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Freguesia de Canidelo - Vila do Conde

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Nome científico:
Periparus ater (Linnaeus, 1758)

Nome comum:
Chapim-carvoeiro ou Chapim-preto.

Família:
Paridae

Descrição:
Pequena ave insetívora, muito comum em Portugal, facilmente reconhecida pela cabeça preta contrastando com as faces brancas e por uma pequena mancha branca na nuca. O dorso é acinzentado a esverdeado e o ventre claro. O seu canto repetitivo e metálico é um som característico dos pinhais portugueses. Distingue-se do Chapim-real pelo menor tamanho e pela ausência da risca preta vertical no peito e no ventre.

Tamanho:
Cerca de 10-11 cm de comprimento;
Envergadura aproximada de 18-20 cm;
Peso de 8 a 10 g.

Habitat:
Ocorre numa grande variedade de habitats, com clara preferência por zonas florestais. Em Portugal está fortemente associado a pinhais, especialmente de pinheiro-bravo, sendo comum no litoral norte e centro. Pode também ser observado em parques urbanos, jardins e áreas agrícolas com árvores dispersas.

Reprodução:
A época de reprodução decorre geralmente entre finais de Fevereiro e Maio. Nidifica em cavidades naturais de árvores, buracos em muros, raízes expostas ou mesmo no solo, aproveitando frequentemente galerias abandonadas de pequenos mamíferos. Pode igualmente ocupar caixas-ninho. A postura varia entre 6 e 10 ovos.

Longevidade:
A longevidade média situa-se em torno dos 2 anos, embora existam registos de indivíduos que atingiram aproximadamente 9 anos de idade.

Alimentação:
Durante a Primavera e o Verão alimenta-se sobretudo de insetos e aranhas. No Outono e Inverno a dieta inclui maioritariamente sementes, especialmente de coníferas.

Perigo para o ser humano:
Espécie inofensiva, não representando qualquer perigo para o ser humano.

Período favorável à observação:
Pode ser observado ao longo de todo o ano, uma vez que é uma espécie residente. Torna-se mais conspícuo na Primavera, quando o canto é mais frequente e audível.

Espécies semelhantes:
O Chapim-real (Parus major) e Chapim-azul (Cyanistes caeruleus), distinguindo-se destes pelo menor tamanho, coloração geral mais discreta e pela mancha branca na nuca.

Predadores naturais:
Aves de rapina de pequeno e médio porte, como gaviões, bem como pequenos mamíferos carnívoros e algumas espécies de répteis que predam ninhos.

Mecanismos de defesa:
Comportamento ágil e discreto, utilização da vegetação densa como abrigo e vocalizações de alarme para alertar outros indivíduos.

Curiosidades:
Adapta-se facilmente a alimentadores de jardim, especialmente durante o Inverno. O seu nome científico reflete a coloração escura da cabeça.

Ameaças:
> A perda e fragmentação de habitats florestais, a substituição de pinhais por monoculturas intensivas e o uso de pesticidas que reduzem a disponibilidade de insetos.

Conservação:
> A conservação do Chapim-carvoeiro assenta na gestão sustentável dos pinhais e florestas mistas, assegurando a diversidade do habitat. A preservação de árvores maduras e mortas em pé é essencial, por fornecer cavidades naturais para nidificação. A instalação de caixas-ninho em áreas florestais e urbanas constitui uma medida complementar eficaz, sendo igualmente importante a promoção de práticas agrícolas e florestais favoráveis à biodiversidade.

Importância ecológica:
O Chapim-carvoeiro contribui para o controlo natural de populações de insetos nos ecossistemas florestais, ajudando a manter o equilíbrio ecológico, sobretudo em pinhais e florestas mistas. A sua presença está associada a habitats florestais bem estruturados, funcionando como indicador da qualidade ambiental e integrando a dinâmica ecológica das cavidades naturais utilizadas por várias espécies.

Observações:
Espécie frequentemente observada em bandos mistos com outros chapins, especialmente fora da época de reprodução.

Origem e significado do nome científico:
Parus significa em latim “chapim” ou “ave pequena”, dando origem ao nome da família Paridae. O epíteto específico ater significa “preto” ou “escuro”, fazendo referência à coloração da cabeça.

Glossário:
- Insetívora: Espécie que se alimenta principalmente de insetos.
- Nidificar: Construir ninho e reproduzir-se.
- Cavidades naturais: Buracos em árvores, rochas ou solo usados como abrigo ou local de reprodução.
- Espécie residente: Espécie que permanece todo o ano na mesma região.
- Dimorfismo sexual: Diferenças físicas entre machos e fêmeas da mesma espécie.
- Bioindicador: Espécie cuja presença indica a qualidade ambiental de um habitat.

Distribuição:
Distribui-se pela Europa do Norte e Central, região mediterrânica e grande parte da Ásia. Em Portugal encontra-se amplamente distribuído, sendo particularmente comum nas regiões Norte e Centro.

Estatuto de Conservação:
Pouco Preocupante (LC)

Proteção Jurídica:
Espécie protegida ao abrigo da legislação nacional e da Diretiva Aves da União Europeia.

Referências bibliográficas:
- Aves de Portugal (s.d.). Aves de Portugal. Disponível em: www.avesdeportugal.info
- Fundação de Serralves (s.d.). Biodiversidade - Avifauna. Disponível em: biodiversidade.serralves.pt
- Fundação Calouste Gulbenkian (s.d.). Jardim Gulbenkian - Avifauna. Disponível em: gulbenkian.pt/jardim

👉 https://mau.sr/BNT 👈Lagartixa-de-Bocage (Podarcis bocagei) - Macho01 de Outubro de 2022Labruge - Vila do Conde - Portu...
13/04/2026

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Lagartixa-de-Bocage (Podarcis bocagei) - Macho
01 de Outubro de 2022
Labruge - Vila do Conde - Portugal

Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e Reserva Ornitológica de Mindelo

Canon 90D

Canon Portugal

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Nome científico:
Podarcis bocagei (Seoane, 1885)

Nome comum:
Lagartixa-de-Bocage, Sardanisca ou Lagartixa-dos-muros.

Família:
Lacertidae

Descrição:
Pequena lagartixa de corpo robusto e cilindriforme, cabeça pequena e focinho abaulado. Os machos apresentam tons esverdeados, por vezes verde-alface, com manchas mais escuras; as fêmeas são acastanhadas, com listras amarelas ou esverdeadas. Durante a época de acasalamento, os machos exibem coloração ventral avermelhada ou amarelada.

Tamanho:
Entre 16 e 20 cm de comprimento total.
Os machos são maiores do que as fêmeas.

Habitat:
Espécie que ocupa diversos habitats, desde zonas costeiras arenosas e rochosas, matagais, bosques e áreas humanizadas (como terrenos agrícolas e muros em zonas rurais e urbanas). Utiliza frequentemente refúgios entre pedras e muros expostos ao sol.

Reprodução:
Espécie ovípara, o acasalamento ocorre entre março e julho.
Durante este período, os machos exibem colorações ventrais mais vivas (amareladas ou avermelhadas) e comportamentos territoriais e de corte.
As fêmeas realizam uma ou duas posturas por época, com 2 a 9 ovos, depositados em fendas, sob pedras ou raízes, em locais húmidos e protegidos. A incubação dura 60–90 dias, dependendo da temperatura, e as crias nascem no final do verão.
A maturidade sexual ocorre entre o primeiro e o segundo ano de vida.

Longevidade:
Espécie de vida curta, com longevidade média de 2 a 4 anos, podendo atingir até 5 anos em condições favoráveis. A mortalidade juvenil é elevada, sendo poucos os indivíduos que atingem a idade adulta. Fatores como a disponibilidade de alimento, a pressão de predadores, as condições climáticas e a perturbação humana influenciam significativamente a sobrevivência.

Alimentação:
Espécie insectívora, alimenta-se sobretudo de aranhas e escaravelhos.
A dieta varia consoante a época do ano, a disponibilidade de presas e o tamanho do indivíduo. Caça ativamente durante o dia, utilizando a visão para detetar e capturar pequenas presas em muros, rochas e vegetação baixa.

Perigo para o ser humano:
Inofensiva.

Período favorável à observação:
Ativa entre fevereiro/março e novembro.
Pode manter-se ativa durante todo o ano em zonas de clima ameno.

Espécies semelhantes:
Pode ser confundida com outras lagartixas do género Podarcis, sobretudo nas zonas do norte e centro de Portugal:
- Lagartixa-do-noroeste (Podarcis guadarramae): espécie mais semelhante; machos com coloração dorsal acastanhada ou acinzentada, raramente verde.
- Lagartixa-dos-muros (Podarcis muralis): padrão dorsal mais contrastado e ventre com manchas negras bem visíveis.
- Lagartixa-de-Carbonell (Podarcis carbonelli): menor e de tons mais pálidos, típica das zonas costeiras do centro e sul.

Predadores naturais:
É predada por cobras (ex.: Cobra-rateira (Malpolon monspessulanus), Cobra-de-escada (Zamenis scalaris), pelo Sardão (Timon lepidus), por aves de rapina como o Peneireiro-de-dorso-malhado (Falco tinnunculus) e o Mocho-galego (Athene noctua), e por pequenos mamíferos carnívoros, como por exemplo a Doninha (Mustela nivalis) e o Toirão (Mustela putorius).
Em zonas humanizadas, gatos domésticos também representam ameaça.

Mecanismos de defesa:
O principal mecanismo de defesa é a autotomia da cauda, permitindo libertar parte da cauda para distrair o predador e fugir; a regeneração ocorre posteriormente, mas de forma parcial. Apresenta também camuflagem eficaz graças à coloração esverdeada e acastanhada, e fuga rápida para fendas ou sob pedras quando ameaçada. A vigilância constante e a posição em locais elevados ajudam-na a detetar perigos e reagir rapidamente.

Curiosidades:
Espécie endémica do noroeste da Península Ibérica, ocorrendo em Portugal sobretudo no Minho e Douro Litoral, com populações isoladas em Chaves e Montesinho.

Ameaças:
> Destruição e fragmentação do habitat (agricultura intensiva, florestação com monoculturas) a predação por gatos domésticos representam uma grande ameaça.

Conservação:
> Preservação do habitat natural, gestão florestal sustentável e monitorização das populações nos limites da sua distribuição.

Importância ecológica:
Desempenha um papel importante no controlo natural de populações de insetos e outros artrópodes, contribuindo para o equilíbrio ecológico dos habitats onde ocorre. Serve de presa para diversas aves, cobras e pequenos mamíferos, desempenhando um papel importante nas cadeias tróficas.

Observações:
Ativa sobretudo em dias soalheiros, frequentemente observada sobre muros ou rochas aquecidas pelo sol.

Origem e significado do nome científico:
O nome 'Podarcis' deriva do grego 'pous' (pé) e 'arkein' (suficiente ou adequado), referindo-se à sua agilidade; 'bocagei' homenageia o naturalista português José Vicente Barbosa du Bocage.

Glossário:
- Artrópodes: invertebrados com exoesqueleto e patas articuladas, como insetos, aranhas e crustáceos.
- Autotomia: perda voluntária da cauda para escapar a predador; regenera parcialmente.
- Cadeias tróficas: sequência de organismos ligados por relações alimentares (ex.: insetos → lagartixas → aves).
- Endémica: espécie restrita a uma área geográfica específica.
- Incubação: período entre a postura dos ovos e eclosão.
- Insectívoro: que se alimenta principalmente de insetos.
- Termorregulação: comportamentos para controlar a temperatura corporal (ex.: banhos de sol, refúgios).

Distribuição:
Endémica do noroeste da Península Ibérica. Em Portugal, ocorre no Minho e Douro Litoral, e pontualmente em Trás-os-Montes (Chaves e Montesinho), desde o nível do mar até 1500 m de altitude (Peneda e Gerês).

Estatuto de Conservação:
Pouco Preocupante (LC)

Proteção Jurídica:
A Podarcis bocagei está incluída no Anexo IV da Diretiva Habitats (92/43/CEE), que prevê proteção rigorosa das espécies e dos seus locais de reprodução.
Em Portugal, esta diretiva é aplicada pelo Decreto-Lei n.º 140/99, alterado pelo Decreto-Lei n.º 49/2005, que regula a conservação da natureza e da biodiversidade. Embora classificada como “Pouco Preocupante (LC)”, está legalmente protegida contra a captura, morte ou destruição dos habitats onde ocorre.

Referências bibliográficas:
- Loureiro, A., Ferrand de Almeida, N., Carretero, M. A., & Paulo, O. S. (Eds.). (2008). Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. ICNB/Esfera do Caos.
- Sá-Sousa, P., & Pérez-Mellado, V. (2009). Podarcis bocagei. The IUCN Red List of Threatened Species.
- Museu Virtual da Biodiversidade (Universidade de Évora). (2024). Podarcis bocagei - Lagartixa-de-Bocage. Disponível em: https://www.museubiodiversidade.uevora.pt/
- Naturdata. (2024). Podarcis (Podarcis) bocagei - Ficha de espécie. Disponível em: https://naturdata.com/
- ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. (2008/2010). Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Disponível em: https://www.icnf.pt/

Quero deixar um enorme agradecimento à empresa Medisol pela generosa oferta de equipamento de segurança que nos foi disp...
25/03/2026

Quero deixar um enorme agradecimento à empresa Medisol pela generosa oferta de equipamento de segurança que nos foi disponibilizado gratuitamente.

Um agradecimento muito especial à Margarida Besouro, pela sua enorme amabilidade, disponibilidade e apoio ao nosso projeto “Biodiversidade na Nossa Terra”.

Este equipamento será uma ajuda preciosa para o desenvolvimento das nossas atividades, permitindo-nos garantir maior segurança em várias iniciativas, especialmente nas nossas sessões de Educação Ambiental em campo, onde o contacto direto com a natureza é essencial para aprender, sensibilizar e proteger a biodiversidade.

A Medisol é uma empresa europeia em rápido crescimento, especializada na disponibilização de desfibrilhadores (DAE/DESA) e equipamentos de suporte básico de vida, com uma missão clara: salvar vidas. Com mais de 50.000 desfibrilhadores vendidos, a empresa tem contribuído para aumentar a disponibilidade destes equipamentos essenciais em todo o mundo.

Fundada por Pieter Joziasse, profissional médico com mais de 15 anos de experiência, a Medisol baseia a sua atuação em valores como fiabilidade, paixão, espírito de equipa e inovação, oferecendo aconselhamento especializado e uma vasta gama de equipamentos ligados à reanimação e emergência médica.

É com parceiros assim que conseguimos continuar a crescer e a levar mais longe a educação ambiental e a proteção da natureza. 💚

Muito obrigado, Medisol!

Site: https://www.desfibrilhadorshop.pt/

Gostaria de deixar um agradecimento muito especial à Ana Regina Ramos, do Jornal Referência, pelo destaque concedido à e...
18/03/2026

Gostaria de deixar um agradecimento muito especial à Ana Regina Ramos, do Jornal Referência, pelo destaque concedido à exposição da minha filha, Luísa Ferreira, bem como pela entrevista realizada.

É com enorme orgulho e gratidão que vemos o trabalho, o empenho e a sensibilidade artística da Luísa reconhecidos e divulgados junto do público. Este tipo de apoio é fundamental para dar visibilidade ao percurso desta jovem autora no universo da fotografia e do cinema.

Com apenas 15 anos, a Luísa tem vindo a desenvolver o seu olhar criativo na fotografia e no vídeo, áreas pelas quais se apaixonou desde cedo.
Recentemente, foi distinguida no Concurso Juvenil do Festival Internacional de Imagem de Natureza (FIIN), em Vila Real, destinado a jovens fotógrafos entre os 8 e os 18 anos, onde conquistou dois prémios:

🏆 - Grande Prémio “Diogo Cão”, atribuído pelo público.
🥇 - 1.º Prémio do Concurso Juvenil de Imagem de Natureza 2025.

A exposição de fotografia e vídeo foi inaugurada no passado dia 7 de Março de 2026, no Vila Jovem – Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde.
Na inauguração estiveram presentes o Vereador Paulo Vasques, a Eng.ª Catarina Monteiro, da Câmara Municipal de Vila do Conde, bem como o Presidente da Junta de Freguesia de Canidelo, Nelson Lopes, acompanhado pelo vogal Tiago Maia.

A exposição estará patente ao público até ao final do mês de março, sendo uma excelente oportunidade para conhecer o trabalho desta jovem autora e o seu olhar criativo sobre o mundo audiovisual.

A Luísa nasceu na Póvoa de Varzim, em 2010, e desde cedo teve contacto com o universo da fotografia através do pai, Fernando Ferreira (), fotógrafo de natureza, que acabou por inspirar o seu interesse e percurso nesta área.

F**a o convite para visitarem a exposição e conhecerem o trabalho da Luísa.

Redes sociais da Luísa Ferreira:
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100095317954745
Instagram: https://www.instagram.com/luisinhaphoto

Vila Jovem
Câmara Municipal de Vila do Conde
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📍 Local:
Vila Jovem – Centro Municipal de Juventude de Vila do Conde
Av. Júlio Graça 580
4480-672 Vila do Conde

🕒 Horário:
Segunda a sexta-feira: 08h30 – 20h30
Sábado: 09h00 – 13h30

📞 Mais informações:
Telemóvel: 939 576 228
Email: [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/vilajovemviladoconde

Contamos com a vossa visita!

Endereço

Vila Do Conde

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