FOTOS by Daniel Jorge

FOTOS by Daniel Jorge Página dedicada à publicação de fotografias de Daniel Jorge Espero que gostem e agradeço os vossos comentários. Obrigado

A fotografia é um hobby de a longa data, tendo já publicado na Net em vários sites (Olhares, Reflexos entre outros) alguns dos trabalhos. Nos últimos anos este hobby esteve um pouco esquecido fruto das circunstancias da vida, mas esta a ressurgir. Caso alguém pretenda para utilização profissional/comercial de alguma imagem, por favor entrem em contacto através do email [email protected].

Detalhes… no reino mágico do Alentejo… ruínas da cidade Romana…"Não procures esconder nada; o tempo vê, escuta e revela...
07/09/2026

Detalhes… no reino mágico do Alentejo… ruínas da cidade Romana…
"Não procures esconder nada; o tempo vê, escuta e revela tudo.” - Sófocles

Ruínas da torre circular inserida nas muralhas junto à porta Sul da Cidade Romana de Ammaia.
A Cidade de Ammaia é indubitavelmente o mais importante vestígio da ocupação Romana existente na região do norte alentejano. Localizada em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, em São Salvador de Aramenha, no concelho de Marvão, a sua área central é constituída pela Quinta do Deão e pela Tapada da Aramenha, possuindo uma área de aproximadamente 25 ha.
Ammaia foi fundada provavelmente nos finais do século I a.C., ao tempo de Augusto, e foi elevada a Civitas por volta do ano 44/45 d.C. durante o reinado de Cláudio, tendo obtido o estatuto de Mvnicipivm ainda durante o séc. I d.C., no entanto apenas temos dados sobre o mesmo no reinado de Lúcio Vero, no ano de 166 d.C.
Ammaia viria a desenvolver-se como um importante núcleo urbano devido à sua localização e à exploração dos recursos minerais e naturais da região, como o quartzo e o ouro. Um outro fator determinante terá sido a sua localização num ponto de cruzamento de vias romanas que uniam importantes núcleos urbanos na altura, ligando uma dessas vias a de "Ammaia" à capital da província, "Emerita Augusta" (atual Mérida).
Durante o século IV, houve uma reconstrução e restauração dos espaços de Ammaia sistemática. No entanto, entre os séculos V e IX, Ammaia caiu em declínio e ficou despovoada. Quando esta parte da península ibérica já estava sob o domínio árabe, a cidade parece ter sido completamente abandonada em favor do assentamento próximo fortif**ada de Marvão. Ibne Maruane, um Muladi influente e poderoso começou a usar o título de estilo próprio de capitão de Ammaia e suas ruínas no século IX.
Por volta do início do século XVI, há referências ao uso de materiais a partir das ruínas de Ammaia construíram projetos religiosos em Portalegre e comunidades vizinhas. Em 1710, um dos portões foram extraídos para o Castelo de Vide, e, posteriormente, destruídas. Investigador espanhol D. José de Viu (em 1852) citou a venda de 20 estatutos de Ammaia para a Inglaterra.
A identif**ação arqueológico e histórico do sítio como a cidade romana de Ammaia data de meados dos anos trinta (1935).
(39°22'46.07"N 07°22'52.59"W) São Salvador da Aramenha - Marvão, - Portalegre - Alentejo - Portugal

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Detalhes… no reino mágico do Alentejo… Muralhas do Castelo Medieval de Elvas…“O tempo que tudo transforma, transforma ta...
06/09/2026

Detalhes… no reino mágico do Alentejo… Muralhas do Castelo Medieval de Elvas…
“O tempo que tudo transforma, transforma também o nosso temperamento. Cada idade tem os seus prazeres, o seu espírito e os seus hábitos.” - Nicolas Boileau

Torre hexagonal irregular que integra as muralhas do castelo de Elvas, rasgada por aberturas de troneiras e coberta por cúpula semi-esférica. O alto desta torre é percorrido por um adarve protegido por parapeito com largos merlões. Na praça de armas os diversos fragmentos arquitetônicos, denunciam as diferentes épocas construtivas e estilísticas.
O castelo Medieval está erguido na zona “lindeira”, no alto de um monte em posição dominante sobre a povoação e o rio Guadiana, integra um impressionante conjunto defensivo erguido ao longo dos séculos.
O Castelo de Elvas data do reinado de D. Sancho II, embora sofresse ampliações importantes no reinado seguinte. Assenta sobre uma fortif**ação muçulmana, da qual ainda se conservam duas cinturas de muralhas. Tomada a cidade aos mouros, sucessivamente em 1166 e 1220, e só definitivamente em 1226, o castelo foi imediatamente reedif**ado e concluído em 1228.
No reinado de D. Dinis introduziram-se algumas inovações ao nível das coberturas e outros elementos de apoio, como os torreões e os matacães. Nos séculos seguintes, D. João II e D. Manuel I adaptaram o castelo rumo a um novo sistema abaluartado, de gosto renascentista, ao mesmo tempo que todo o conjunto foi assumindo um carácter mais residencial, a cargo dos alcaides da cidade. Sobrepujando as portas de entrada deparamos com a pedra de armas de D. João II, datando essa campanha construtiva.
Foi esta dupla função castelo/residência que melhor caracterizou o conjunto até à grande reforma militar de meados do século XVII, época em que o Castelo de Elvas passará a ser um dos mais notáveis conjuntos abaluartados da Europa, devido à premência da defesa em pleno ciclo de guerras de fronteira (1641-1668). A obra de fortif**ação coube ao engenheiro Padre Cosmander e a outros mestres, para o efeito chamados à corte portuguesa por D. João IV e D. Afonso VI. Destaca-se, desta campanha, o complexo sistema de muralhas, revelins, fossos, bem como duas fortalezas secundárias, as de Santa Luzia e da Graça.
Apesar das grandes transformações sofridas ao longo da História, o Castelo de Elvas mantém a sua estrutura militar medieval e é reconhecidamente um dos mais importantes casos de sobreposição de funções e de evolução das concepções estratégico-militares ao longo da História portuguesa.
Na Idade Média, o papel do castelo era complementar à invocação expressa no brasão de armas da cidade: Custodi nos domine, ut pupilam oculi (Guardai-nos, Senhor, como à pupila do olho).
Atualmente é considerado como um dos melhores exemplos da evolução histórica da arquitectura militar no país. Estrategicamente, a Praça-forte de Elvas virava-se para Espanha e era considerada uma das primeiras defesas do Reino de Portugal.
(38°52'59.42"N 07° 9'46.90"W) Rua da Parada do Castelo - Elvas – Portalegre - Alentejo – Portugal

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Detalhes… O encanto das aldeias de Xisto... na Rua do Castelo de Janeiro de Baixo...“A primeira lei da amizade consiste ...
05/09/2026

Detalhes… O encanto das aldeias de Xisto... na Rua do Castelo de Janeiro de Baixo...
“A primeira lei da amizade consiste em pedir aos amigos coisas honestas, em fazer por eles coisas honestas. O amigo certo conhece-se nos momentos incertos.” - Marco Túlio Cícero

Detalhe das casas no início ou fim depende do ponto de vista da Rua do Castelo, junto ao Largo da Igreja.
A aldeia situa-se no concelho de Pampilhosa da Serra, uma zona repleta de contrastes, constituída ora por vales profundos e tranquilos, ora por picos agrestes e rochosos. A povoação f**a como que empoleirada numa minúscula colina a que chamam serra do Muradal. É quase uma península existente entre as velozes águas do rio Zêzere, que encontrou aqui, no seu curso, um duro obstáculo rochoso que teve de contornar. A aldeia estabeleceu-se sobre essa extensa saliência da margem direita do rio.
O material de construção predominante é o xisto, com a particularidade de muros e fachadas incluírem seixos rolados de tons claros recolhidos no leito do rio. Muitas fachadas dos edifícios estão rebocadas e pintadas, a maioria recorrendo a cores tradicionais.
Os testemunhos arqueológicos existentes nas proximidades - nomeadamente, um túmulo antropomórfico - remetem o povoamento do local para a Alta Idade Média, relacionando-o com a atividade relativa à mineração do ouro. Em 1320 aparece referenciada no arrolamento paroquial (como que um diretório das igrejas e mosteiros então existentes).
Eclesiasticamente foi Comenda* da Ordem de Cristo, pelo menos até 1679. Na segunda metade do séc. XVIII chegou a ter juízes de vara e milícia com Capitão de Ordenanças. Pertenceu ao concelho de Fajão, que foi extinto em 1855.
(40° 2'47.98"N 07°48'18.98"W) Rua do Castelo - Janeiro de Baixo - Pampilhosa da Serra – Coimbra - Região Centro – Portugal

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Detalhes… no reino mágico de Óbidos… Janela Manuelina.“O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é e...
04/09/2026

Detalhes… no reino mágico de Óbidos… Janela Manuelina.
“O tempo é teu capital; tens de o saber utilizar. Perder tempo é estragar a vida. - Franz Kafka

Óbidos entre muros é uma vila que ainda conserva bem os detalhes e arquitetura de outras a épocas, como esta fantástica janela “Mainelada” com características de arquitetura Manuelina.
Chama-se mainel à coluna de pedra que divide em duas partes um vão ou uma concavidade, às separações intermédias de um caixilho de uma janela com várias vidraças ou ao parapeito das escadas ou pontes.
O emprego do mainel é comum em construções em estilo gótico e estilo manuelino observando-se também em certas janelas de estilo mudéjar.
Passear pelas ruas de Óbidos, ou mesmo pelas muralhas que contornam toda a vila, a nossa imaginação facilmente recua para outras épocas da história.
Como curiosidade, o nome Óbidos deriva do termo latino ópido, signif**ando «cidadela», «cidade fortif**ada», terá sido tomada aos Mouros em 1148, e recebido a primeira carta de foral em 1195, sob o reinado de D. Sancho I.
Óbidos fez parte do dote de inúmeras rainhas de Portugal, designadamente Urraca de Castela (esposa de D. Afonso II), Rainha Santa Isabel (esposa de D. Dinis), Filipa de Lencastre (esposa de D. João I), Leonor de Aragão (esposa de D. Duarte), Leonor de Portugal (esposa de D. João II), entre outras, o que lhe valeu de ser chamada por muitos como “Vila das Rainhas”.
(39°21'40.13"N 09° 9'27.44"W) Rua de Dom Antão Moniz - Óbidos – Leiria - sub-região do Oeste – Portugal

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Detalhes… No “Reino” mágico do Minho… A Capela de São João das Carvalheiras (Séc. XIX)…“Todas as verdades são fáceis de ...
03/09/2026

Detalhes… No “Reino” mágico do Minho… A Capela de São João das Carvalheiras (Séc. XIX)…
“Todas as verdades são fáceis de perceber depois de terem sido descobertas; o problema é descobri-las.” - Galileo Galilei

Junto à Torre de S. João, aproximadamente no local onde hoje se situa o Largo e Fonte de S. João, situava-se uma pequena capela onde era venerado S. João. O infortúnio bateu à porta e, certo dia, a pequena capela foi muito danif**ada por um incêndio, tendo-se salvo apenas algumas imagens. Com a demolição da Torre de S. João, a capela viu também o seu destino traçado e foi também desmantelada.
A construção da Capela de S. João foi iniciada no dia 9 de Abril de 1863, na margem esquerda do Rio Lima, bem no fundo da Alameda de S. João, foi concluída no ano de 1867. Tem apenas um altar mas a riqueza da sua talha merece ser realçada e apreciada.
É uma edif**ação com uma curiosa planta hexagonal nos extremos norte e sul. A fachada principal conta com dois rasgos, a porta principal em arco quebrado encimada por uma janela. A capela é rematada por um gradeamento de granito a contornar todo o telhado do edifício, tendo a cruz latina na frente e pináculos em vaso em todos os cantos. De salientar ainda as sineiras no topo da primeira face para o lado leste. Na parte traseira, os rasgos são de uma porta em moldura reta encimada por uma janela oval.
De acordo com Miguel Roque dos Reys Lemos, nos seus Anais Municipais de Ponte de Lima, era, e é ainda, uma “elegante e formosa” capela. Segundo este mesmo autor, “os materiais empregados em toda a obra de pedreiro foram extraídos da torre e capela primitiva do mesmo santo e da contígua pequena parte da muralha que então subsistia à boca da Rua de S. João”.
O grande impulsionador da sua construção foi um conhecido benemérito, a quem Ponte de Lima muito deve, Agostinho José Taveira, que, dedicadamente, promoveu o empreendimento e acompanhou a construção da capela. Os fundos para a sua construção foram obtidos através de peditórios efectuados “no país e fora dele”. Agostinho José Taveira, limiano por adopção e de coração, nasceu em Ponte da Barca, em 22 de Junho de 1808, vindo a falecer em Ponte de Lima, em 11 de Setembro de 1888. No seu vasto legado testamentário está incluída a Casa e a fundação e criação da Casa de Caridade de N. Sra. da Conceição, onde viveu e faleceu, situada na rua com o nome do seu benemérito.
Info obtida no Web-site Ponte de Lima Cultural
(41°46'17.86"N 08°35'3.19"W) Alameda de São João - Ponte de Lima - Viana do Castelo - Minho – Região Norte - Portugal

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Detalhes… No “Reino” encantado do Minho… Capela dos Coimbras e a Igreja de São João Souto em Braga…“Quanto mais precisas...
02/09/2026

Detalhes… No “Reino” encantado do Minho… Capela dos Coimbras e a Igreja de São João Souto em Braga…
“Quanto mais precisas para viver, mais tens de trabalhar e menos tempo tens para ti. O maior dos luxos é o tempo. O tempo é o meu maior património.” - Miguel Esteves Cardoso

No Largo São João de Souto encontramos este curioso detalhe da Igreja de São João souto e da Capela dos Coimbras construção Quinhentista que fazia parte integrante do palácio que aqui existia
A Capela dos Coimbras também conhecida Capela da Nossa Senhora da Conceição foi edif**ada cerca de 1525, e integra o conjunto da Casa dos Coimbras, tendo sido construída como capela deste palacete.
A designada Casa dos Coimbras servia, em meados do século XV, de residência a eclesiásticos, tendo sido adquirida em 1505 por D. João de Coimbra, provisor da Mitra de Braga.
E foi D. João de Coimbra que no final do primeiro quartel do século XVI contratou mestres biscainhos, que à época trabalhavam em Braga, para edif**arem o templo privativo da sua casa. A capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, apresenta um modelo de "igreja-torre", com planta quadrada, numa tipologia derivada dos modelos castilhianos.
A fachada, edif**ada como um torreão, divide-se em dois registos distintos, o primeiro correspondente ao portal, antecedido por galilé, o segundo com janelas maineladas e esculturas em relevo na silharia da torre. O programa decorativo da fachada, que abrange tanto os relevos do portal como as figuras que ornamentam a torre, é atribuído a Filipe Odarte
O espaço interior é coberto por abóbada de nervuras decorada por florões e pedra de armas. O altar-mor apresenta esculturas inseridas em nichos, enquadradas por figuras mais pequenas em mísulas com baldaquinos. Este conjunto é atribuído a João de Ruão, sendo identif**ada como uma obra da sua primeira fase de trabalho.
Junto ao altar, inserido num arcosólio com as armas de D. João de Coimbra, foi edif**ado um conjunto escultórico com a Deposição no túmulo, também atribuído ao escultor João de Ruão, pela semelhança que apresenta com algumas das suas obras, embora seja de uma fase posterior. As paredes laterais da capela são revestidas por painéis de azulejos com temas da Criação do Mundo. ( . Informação retirada do Web-Site da Direção-Geral do Património Cultural)
Encostada da lateral esquerda f**a a A Igreja de São João do Souto que foi edif**ada no século XVIII.
Segundo reza a sabedoria popular foi aqui uma das origens das famosas festas do São João na cidade de Braga.
(41°32'59.63"N 8°25'29.41"W) Largo São João de Souto - Braga - Minho – Região Norte - Portugal

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Detalhes… No “Reino” mágico do Minho… O Solar dos Castros no centro Histórico de V.N. de Cerveira…“Não sobrecarregues os...
31/08/2026

Detalhes… No “Reino” mágico do Minho… O Solar dos Castros no centro Histórico de V.N. de Cerveira…
“Não sobrecarregues os teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.” - Chico Xavier

O Solar dos Castros está edif**ado no centro histórico de bela Vila Nova de Cerveira, e é um dos mais imponentes edifícios da localidade. O edifício original data do século XVII, pertencendo ao vínculo instituído por António da Fonseca de Azevedo e Maria Mendes de Carvalho, em 1625. Contudo, um violente incêndio levou à sua reedif**ação, já no século XVIII.
As suas características permitem inscrever este solar no conjunto de edif**ações setecentistas do Norte do país, que se pautam por um desenvolvimento em comprimento, estável, e sem inovações em termos planimétricos, concentrando-se a animação ao nível da fachada, aberta por vãos simétricos. No caso do solar dos Castros, o edifício é delimitado por pilastras, nos cunhais, a que se acrescenta uma outra, ao centro da fachada principal, e no eixo da qual se encontra o brasão da família. Em cartela oval, este apresenta escudo idêntico, ao centro, encimado por coroa e com dois leões armados em tenentes. O alçado divide-se em dois pisos, alterando portas e janelas no primeiro, que se unem, através da moldura, às janelas de sacada no segundo, estas rematadas por cimalha saliente. É precisamente o ritmo destes vãos que confere dinamismo ao alçado, convergindo ao centro, no brasão que, em lugar de destaque, interrompe a linha do telhado, evidenciando assim os símbolos nobiliárquicos dos proprietários do solar, como imagem de prestígio e poder.
O prolongamento da fachada lateral, encontra-se o portão de acesso ao jardim, que é encimado por uma pedra de amas enquadrada por merlões. O alçado posterior, também de pois pisos, é marcado por dois corpos laterais, mais baixos, formando uma espécie de torreões que enquadram o corpo central, definido por uma arcaria de volta perfeita no piso térreo e uma varanda de colunata no segundo, à qual se acede através da escadaria de linhas rectas. Em frente, e delimitada pelo muro, o jardim de dimensão reduzida, mas de linhas geométricas, destaca-se pela fonte central, de traçado curvilíneo.
Apesar das dimensões, o jardim não deixa de representar a importância do espaço exterior e a sua articulação com o edifício habitacional, numa tentativa não monumental de "subordinar a natureza a um plano de conjunto a partir da casa"
Actualmente, acolhe a Biblioteca Municipal, depois de ter sido palco de uma série de projectos e da 4ª Bienal de Arte, em 1984, data a partir da qual passou a receber este evento e outras actividades expositivas.
(Informação retirada do Web-Site da Direção-Geral do Património Cultural)
(41°56'24.00"N 08°44'39.05"W) Vila Nova de Cerveira - Viana do Castelo - Minho – Região Norte - Portugal

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Detalhes… No “Reino” encantado do Minho… A Casa dos Pittas no largo do terreiro em Caminha…“A gentileza é a essência do ...
30/08/2026

Detalhes… No “Reino” encantado do Minho… A Casa dos Pittas no largo do terreiro em Caminha…
“A gentileza é a essência do ser humano. Quem não é suficientemente gentil não é suficientemente humano.” - Joseph Joubert

O terreiro de Caminha que também responde pelo nome de Praça Conselheiro Silva Torres, é um dos locais mais importantes da vila de Caminha.
A importância desta praça remonta já ao séc. XV quando a vila era percorrida por meia dúzia de arruamentos, atravessado por uma artéria principal que cruzava um terreiro onde se realizavam os mercados sazonais e as reuniões dos habitantes. Com o tempo o terreiro foi ganhando o estatuto até se tornar no verdadeiro centro da vila. Este estatuto depressa cresceu com a edif**ação da Igreja da Misericórdia, os Paços do Concelho, o Chafariz do Terreiro que deu de beber à população, além da existência da Torre de Menagem, substituindo por Torre do Relógio, e finalmente as casas das mais importantes famílias da vila, como a Casa dos Pittas.
Este magnifico Palacete apresenta-nos um curioso modelo Neo-Manuelino nada comum na época, que viria a ser utilizado alguns anos mais tarde pelo engenheiro Manuel Pinto Vila Lobos na Casa da Carreira em Viana do Castelo. A capela da casa foi edif**ada no século XVIII, e durante o século XIX a Casa dos Pitas foi-se degradando, até que em 1885 o interior da casa foi restaurado numa obra patrocinada por João Moreira Pita e Castro, que encomendou os estuques que decoram actualmente as salas da casa.
A Casa dos Pitas é um palácio urbano, obedecendo a uma tipologia comum no século XVII, cuja planta rectangular se desenvolve horizontalmente, marcada pela abertura de portas e janelas a espaços regulares. Dividida em dois registos, a fachada foi decorada de forma muito peculiar para a época, uma vez que as portas e janelas, de modelo seiscentista, foram decoradas nas suas molduras por arcos conopiais e cordames, num revivalismo da arquitectura manuelina. O conjunto da fachada é rematado por merlões chanfrados assentes sobre cornija decorada com gárgulas de meia-cana.
A fachada posterior é muito diferenciada desta. Dividida em três registos, os dois primeiros possuem loggias avançadas. O primeiro possui portas de serviço e escadaria de acesso ao segundo piso; neste foram rasgadas portadas de moldura recta e ao centro portal de moldura em arco perfeito, de maiores dimensões. O piso superior, correspondente ao andar nobre, é marcado por janelas de moldura rectangular, simples e duplas, dispostas alternadamente. À direita, do lado oeste do edifício, foi edif**ado um mirante de planta quadrada dividido em quatro pisos, de tipologia semelhante às torres de menagem medievais. Também nessa zona da casa foi edif**ada a capela, com retábulo de talha e imagem de Nossa Senhora das Dores.
Junto à zona posterior foi feito pátio lajeado com dois fontanários, um constituído por tanque polilobado com fonte em formato de pináculo, outro constituído por tanque rectangular com duas bicas. Este pátio foi edif**ado em 1652, depois de o proprietário ter recebido autorização para conduzir água desde o chafariz do Desterro, edif**ado na praça central da vila, até ao interior da casa.
A Casa dos Pitas destaca-se pela singularidade do seu modelo, que retomou e adaptou, numa estrutura seiscentista solarenga, os elementos decorativos da arquitectura manuelina, cerca de cento e cinquenta anos antes do grande surto construtivo revivalista do século XIX. Informação retirada do Web-Site da Direção-Geral do Património Cultural
(41°52'31.25"N 08°50'17.63"W) Praça Conselheiro Silva Torres - Caminha - Viana do Castelo – Minho – Região Norte - Portugal

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Detalhes… no Reino encantado de Palmela… O castelo visto do Sul“Não se deve prejudicar ninguém, nem mesmo o mundo, para ...
29/08/2026

Detalhes… no Reino encantado de Palmela… O castelo visto do Sul
“Não se deve prejudicar ninguém, nem mesmo o mundo, para alcançares uma vitória.” - Franz Kafka

O Castelo medieval de Palmela visto do seu lado sul da zona da cidade de Setúbal.
O Castelo de Palmela foi erguido no alto de uma colina, no contraforte Leste da serra da Arrábida, está situado entre os estuários do rio Tejo e do rio Sado. Do alto da sua torre de menagem, em dias claros a vista é fantástica, pois podemos ver desde Lisboa, Sesimbra e até à península de T***a.
Este castelo, tem origem árabe, com a sua primeira fortif**ação, provavelmente, edif**ada por volta do século IX, depois da conquista desta região aos Visigodos.
Esta zona apresenta vários testemunhos arqueológicos, apontam para uma ocupação humana desde o período neolítico.
D. Afonso Henriques conquistou Palmela em 1147, mas voltaria a cair na mão dos muçulmanos e só por volta de 1190, passaria definitivamente para a posse portuguesa. D. Sancho I, mandou fazer reparações na fortaleza e doou-a à Ordem de Santiago, que fizeram de Palmela a sede da Ordem. É já no reinado de D. João I que se inicia a construção do convento onde esta ordem se instala, a partir de 1443. D. Pedro II, por volta de 1670, modernizou as suas defesas, adaptando-as ao uso de artilharia, mas as suas estruturas viriam a ser seriamente danif**adas com o terramoto de 1755. Este acontecimento e a extinção das ordens religiosas, lançou esta fortaleza no abandono, até à sua classif**ação como Monumento Nacional e à execução de obras de restauro iniciadas em 1945.
(38°33'56.09"N 8°54'3.86"W) Castelo de Palmela - Palmela – Setúbal - Portugal

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Detalhes… Pelo reino encantado do P.N. da Peneda-Gerês... Ponte Nova ou da Cava da Velha…"As virtudes perdem-se no inter...
28/08/2026

Detalhes… Pelo reino encantado do P.N. da Peneda-Gerês... Ponte Nova ou da Cava da Velha…
"As virtudes perdem-se no interesse como as águas do rio se perdem no mar. - François, Duque de La Rochefoucauld

A ponte da Cava Velha também chamada de Ponte Nova na zona de Castro Laboreiro, é de caris medieval, mas com uma clara e evidente origem romana, foi edif**ada para cruzar o Rio de Castro Laboreiro nas proximidades da invernadeira de Assureira, a 3 km a sul do centro de Castro Laboreiro. Ela ligava inicialmente a via romana que, da Portela do Homem, se dirigia a Laboreiro, e a sua existência justificou-se, ainda, pela proximidade em relação a uma fortaleza castreja, situada nas imediações, como forma de garantir o processo de romanização e de ataque das tropas romanas, em caso disso.
Na actualidade, a ponte compõe-se de dois arcos de volta perfeita, de largura desigual entre si, sendo o maior de 10,60m e o menor de apenas 1,70m. Uma tal discrepância atribui-se a uma segunda fase de obras por que o imóvel passou, pelos séculos XII ou XIII, campanha que conferiu o aspecto tipicamente medieval que a ponte hoje ostenta.
Com efeito, e à semelhança de uma grande maioria de pontes romanas, também esta foi alvo de uma reformulação na Baixa Idade Média, cujos elementos são bem visíveis. Enquanto, que as partes baixas da estrutura e a curvatura do arco são executadas em silhares bem aparelhados e com aduelas almofadadas, características da cronologia romana da obra, o tabuleiro, com lajeado irregular e com guardas de cantaria menos cuidada, revela essa reforma medieval.
Exemplo importante de sobreposição (reutilização) de duas técnicas distintas de construção de pontes (a romana e a medieval), a Ponte da Cava da Velha ocupa um lugar de destaque no panorama destas estruturas no nosso país, integrando-se num núcleo regional bastante homogéneo e com personalidade própria, fruto do uso exclusivamente rural e agrícola com as populações locais a utilizaram.
(42° 0'11.34"N 08° 9'50.55"W) Invernadeira de Assureira - Castro Laboreiro – Melgaço – P.N. da Peneda-Gerês - Minho – Região Norte Portugal

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Endereço

Cabanas
Quinta Do Anjo

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