Alchemy Studio Porto

Alchemy Studio Porto Unique portrait on a metal plate, captured with 19th century process. One-of-a-kind photo experience

A menos de uma semana do encerramento de IDENTIDADE | Retrato Social 2016–2026, no Museu Nacional Soares dos Reis, há um...
08/09/2026

A menos de uma semana do encerramento de IDENTIDADE | Retrato Social 2016–2026, no Museu Nacional Soares dos Reis, há uma parte deste trabalho que continua a acontecer todos os dias.

No Alchemy Studio Porto, continuo a receber pessoas que se sentam diante da minha câmara e entram, por alguns instantes, no mesmo processo que está na origem de grande parte deste projecto.

O colódio húmido obriga a abrandar. A chapa é preparada, sensibilizada e exposta. Depois, já no laboratório, a imagem começa lentamente a surgir. Quem é retratado acompanha todo o processo e vê nascer, diante dos seus olhos, uma imagem que existe apenas naquele momento e naquela chapa.

É essa dimensão que continua a interessar-me: o tempo que partilhamos durante o retrato, a expectativa, o silêncio e a surpresa de ver uma imagem aparecer onde, segundos antes, existia apenas uma superfície escura.

IDENTIDADE nasceu de milhares destes encontros ao longo de dez anos. E, enquanto a exposição se aproxima do fim, o processo continua.

IDENTIDADE — Retrato Social 2016–2026
Até 12 de setembro
Museu Nacional Soares dos Reis

Alchemy Studio Porto
Retratos em colódio húmido.

06/09/2026
Há qualquer coisa de especial neste processo.Durante estes anos, fotografar em colódio tornou-se para mim um momento de ...
02/09/2026

Há qualquer coisa de especial neste processo.

Durante estes anos, fotografar em colódio tornou-se para mim um momento de pausa, de presença e de encontro. Cada retrato acontece uma única vez e f**a gravado numa placa, como uma pequena memória daquele instante.

É também isso que IDENTIDADE representa: pessoas, encontros e momentos que o tempo não volta a repetir.

02/09/2026

𝐈𝐃𝐄𝐍𝐓𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄, 𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝟐𝟎𝟏𝟔 – 𝟐𝟎𝟐𝟔 𝐝𝐞 𝐍𝐮𝐧𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐜𝐞𝐥𝐢𝐧𝐨

"Pessoas de diferentes origens e contextos sociais surgem aqui lado a lado, formando uma espécie de cartografia humana".

Nesta exposição, Nuno Marcelino explora o retrato enquanto espaço de presença, memória e construção da identidade.

Comissariada por Rui Pinheiro, a exposição está patente até 12 setembro, contando com o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo CDJF Amigos do MNSR .

📍Museu Nacional Soares dos Reis
🗓 Até 12 de Setembro
🕙 De 3ª feira a domingo, das 10:00 às 18:00

🔗 https://museusoaresdosreis.gov.pt/agenda/identidade-retrato-social-2016-2026/

01/09/2026
Há uma dimensão deste trabalho que é difícil explicar apenas através da fotografia.Ao longo destes anos, fotografar esta...
31/08/2026

Há uma dimensão deste trabalho que é difícil explicar apenas através da fotografia.

Ao longo destes anos, fotografar estas pessoas tornou-se para mim uma experiência profundamente humana, mas também, de certa forma, espiritual. O processo obriga a parar. A estar presente. A olhar verdadeiramente para alguém durante alguns instantes, sem pressa e sem a possibilidade de repetir aquele momento.

Há qualquer coisa de ritual nesse encontro: a pessoa senta-se diante da câmara, o tempo abranda, e durante alguns segundos existe apenas aquele silêncio entre quem olha e quem é olhado.

A imagem que f**a é mais do que uma representação. É um vestígio daquele encontro, de uma presença que existiu naquele instante e que, através da fotografia, continua a existir.

Ao longo de dez anos, milhares de rostos passaram por este processo. E, sem que essa fosse inicialmente a intenção, fui percebendo que estava também a construir um retrato de uma comunidade, de um tempo e, talvez, de mim próprio através das pessoas que fui encontrando.

É essa experiência — humana, temporal e quase espiritual — que está no centro de IDENTIDADE, Retrato Social 2016–2026.

Há rostos que nos fazem parar.Não necessariamente porque contam uma história que conseguimos reconhecer, mas porque exis...
25/08/2026

Há rostos que nos fazem parar.

Não necessariamente porque contam uma história que conseguimos reconhecer, mas porque existe neles qualquer coisa que nos obriga a olhar mais demoradamente.

É também nesse espaço que nasce IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026: no encontro entre pessoas diferentes, entre histórias que se cruzam por breves instantes e na tentativa de preservar algo desse momento através do retrato.

Ao longo de mais de uma década, milhares de pessoas passaram diante da minha câmara. Cada uma trouxe consigo uma presença única e acrescentou mais uma camada a este arquivo humano.

Hoje, esses rostos encontram-se reunidos no Museu Nacional Soares dos Reis, onde diferentes identidades passam a fazer parte de uma mesma imagem coletiva.

IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026
Nuno Marcelino
Museu Nacional Soares dos Reis
Até 12 de setembro de 2026.

Este retrato de Edwise foi realizado por um aluno americano que veio ao meu estúdio para mergulhar no processo do wet pl...
23/08/2026

Este retrato de Edwise foi realizado por um aluno americano que veio ao meu estúdio para mergulhar no processo do wet plate collodion. Durante o workshop, entre placas, químicos, luz e tempo, surgiu também a oportunidade de fotografar alguém cuja presença faz parte da própria paisagem sonora do Porto.

Edwise é DJ e a sua linguagem passa pelo soul, funk, hip-hop, dub, drum & bass e jungle, géneros onde o ritmo, a matéria e a memória têm um papel fundamental. Um universo feito de camadas, texturas e tempo. (Bandsintown⁠)

E talvez seja precisamente isso que esta fotografia consegue preservar.

O olhar direto. A textura da pele. As marcas do tempo. A expressão suspensa naquele instante em que a pessoa deixa de ser apenas alguém diante da câmara e passa a existir como imagem.

No wet plate collodion, cada retrato é também um encontro entre o presente e uma técnica do passado. A imagem não é simplesmente capturada, é construída, revelada e fixada numa placa de metal, tornando-se um objeto único.

Neste caso, há ainda uma camada especial: um aluno veio de longe para aprender a fazer este processo e, através dele, acabou por deixar inscrito um fragmento da cidade onde esteve.

Um retrato feito por alguém que estava a aprender.
Um retrato de alguém que vive através da música.
Uma placa onde, por alguns minutos, tudo ficou em silêncio.

O que f**a entre nósHá relações que não precisam de ser explicadas.Reconhecem-se na proximidade, no olhar, na confiança ...
22/08/2026

O que f**a entre nós

Há relações que não precisam de ser explicadas.
Reconhecem-se na proximidade, no olhar, na confiança de estar ao lado de alguém sem precisar de dizer nada.

Um retrato de duas pessoas pode guardar muito mais do que dois rostos. Pode guardar a história que existe entre eles, os anos, as experiências, as cumplicidades, as diferenças e tudo aquilo que foi sendo construído pelo simples facto de caminharem juntos.

Neste caso, o objeto torna-se parte dessa história.

Uma chapa de metal, única e irrepetível, onde duas presenças f**am inscritas no mesmo instante. Um pequeno fragmento de tempo que passa a existir fora da memória.

Porque talvez seja isso que fazemos quando fotografamos quem amamos ou quem nos acompanha: tentamos dar permanência àquilo que sabemos que o tempo inevitavelmente transforma.

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Rua Joaquim Antonio De Aguiar 236
Porto
4300-266

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