25/01/2017
Francesco, 20 anos, italiano, participante no projecto de serviço voluntário europeu na Bulgária do qual também fiz parte durante 6 meses. Estudante de Marketing, apaixonado pela fotografia em especial foto-jornalismo, o único rapaz que recebia a atenção quadruplicada das quatro raparigas com quem dividiu casa. Este florentino que na ponta do seu cigarro libertava charme, sem que me percebesse tinha organizado uma viagem de Svestari (Norte da Bulgaria) até Silistra (Roménia) com duas Italianas que tínhamos conhecido à dois dias, e claro que como seria de esperar o diálogo entre Italianos foi em Italiano. Sendo eu Portuguesa e desactualizada das novas palavras tendenciosas, era já noite, e sem grande tempo para reflexões sendo que o plano de viagem era para a manha do dia seguinte concordei com tudo. No final da manha de trabalho, seguimos viagem e ai percebo que o plano seria ir até á Roménia em "Autostop" o que eu pensava ser estação de autocarro para eles significava boleia. Boleia até à Roménia. Atravessar o Danúbio à boleia? Ok, andiamo! (E eu já a pensar em escrever a carta de despedida ao meu pai, com direito a testamento...). "We are threee Italian and one Portuguese, and we want to go to Silistra, Romenia, where are you going?", o discurso inicial repetia-se sempre que tínhamos que mudar de carro, tentando que o inglês colasse, não tivéssemos nós que dizer besteiras em búlgaro, quando a única coisa que sabíamos dizer era, bom dia, sim, não esta bem, obrigada e adeus. Como sempre a língua que acabavam por usar para dialogar era maioritariamente italiano, porque estes seres que habitam ou habitaram esse pais que é a Italia, são como a peste que se espalha por todo o lado, Bulgária não ia escapar (e eu como sempre a dizer que sim, sem perceber nada). Conseguimos atravessa o o rio Danúbio sem ser a nado. Foram muitas e tão diferentes as pessoas com quem nos cruzamos nesta aventura. Chegámos bem à Roménia e cheios de vontade de conhecer este país.