A poesia da imobilidade

A poesia da imobilidade "A fotografia é a poesia da imobilidade, é através dela que os instantes se mostram tal como são"

Um traço de safira em tons de chão,Silêncio azul que o vento não desterra,Lembra à vida, em doce resistência,Que a força...
07/05/2026

Um traço de safira em tons de chão,
Silêncio azul que o vento não desterra,
Lembra à vida, em doce resistência,
Que a força maior floresce na delicadeza.

Caminhada tranquila com o fiel companheiro à beira-mar...
27/02/2025

Caminhada tranquila com o fiel companheiro à beira-mar...

Lado a lado no céu. Asas em sincronia, como se partilhassem um só coração. Na imensidão do mar coberto pela bruma, segue...
13/02/2025

Lado a lado no céu. Asas em sincronia, como se partilhassem um só coração. Na imensidão do mar coberto pela bruma, seguem juntas, traçando um único destino.

A essência de um momento de reflexão profunda, em que o espírito humano encontra co***lo na vastidão do oceano. Uma poes...
19/01/2025

A essência de um momento de reflexão profunda, em que o espírito humano encontra co***lo na vastidão do oceano. Uma poesia visual que celebra a beleza da introspecção e a força inabalável da natureza.

Sob o céu carregado e bravio,A onda colossal enrola o baixio,Espuma desenha padrões em rodopio,Mar e horizonte em eterno...
13/01/2025

Sob o céu carregado e bravio,
A onda colossal enrola o baixio,
Espuma desenha padrões em rodopio,
Mar e horizonte em eterno desafio.

No fim de tarde, a neblina abraça a ilha, sussurrando segredos ao vento.
03/01/2025

No fim de tarde, a neblina abraça a ilha, sussurrando segredos ao vento.

14/10/2024
JOAQUIM PESSOA, in O POUCO É PARA ONTEM (2008)Bravo pássaro que passaste e passarásazul, a sul, sob o sólido sol da soli...
07/07/2024

JOAQUIM PESSOA, in O POUCO É PARA ONTEM (2008)

Bravo pássaro que passaste e passarás
azul, a sul, sob o sólido sol da solidão.
Pássaro dos sentidos, do sentido da vida,
para todo o sempre não é para ti mais que a travessia da
noite ao amanhecer.
Mas eu sigo-te, ó senhor de nada, tu que te alimentas de
pedacinhos de céu,
irmão de tudo o que em mim também voa e também canta,
timidez emplumada onde brilham as cores dos frutos e do
mundo.

Aparece, ó pássaro de mim, em mim, poisa
no que resta da minha alegria, nos ramos da minha carne,
e canta, canta de uma forma irreparável
o meu canto e o canto alheio,
o meu grito e a vontade que tenho de chorar.
Com uma força destruidora da virtude,
ultrapassa a luz, ultrapassa o pensamento,
inscreve as minhas interrogações, as minhas dúvidas
na fadiga das horas, escreve com o teu bico celeste
o meu epitáfio, um poema de amor para a mulher que me
prendeu e me fez livre,
a que vive em mim, a que acredita em mim,
a que como tu desafia as manhãs e surpreende a noite,
a minha amada, pássaro, a mulher que eu amo.

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Odemira

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