07/11/2025
Coliseu dos Recreios vibrou com os clássicos dos GNR
A noite de quinta-feira, 6 de novembro, ficará certamente gravada na memória de quem encheu o Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Os GNR regressaram à mítica sala lisboeta com a digressão “Operação STOP – Somos Todos Obrigados a reParar”, num concerto que celebrou 45 anos de carreira e provou que a banda continua em plena forma.
Entre aplausos, nostalgia e energia renovada, Rui Reininho, Toli César Machado e Jorge Romão conduziram o público por uma viagem sonora através de quatro décadas de música portuguesa.
Um concerto com alma, sem espaço para a nostalgia
Logo desde os primeiros acordes de “Espelho” e “Bem-vindo ao Passado”, percebeu-se que a noite seria de comunhão total entre banda e público. Os GNR apresentaram um alinhamento repleto de temas intemporais, equilibrando o passado e o presente da sua discografia.
“Não Sou Assim”, “Mais Vale Nunca” e “Efetivamente” foram recebidas em coro, num ambiente de festa e emoção que fez vibrar o Coliseu. Cada tema foi acompanhado de projeções visuais que reforçaram o conceito da “Operação STOP”, um espetáculo que apela à reflexão, mas também à celebração.
Gisela João foi a convidada especial da noite
Um dos momentos mais marcantes da atuação surgiu com a entrada de Gisela João, que se juntou à banda em “Pronúncia do Norte” e “Voos Domésticos”. A fusão das vozes de Rui Reininho e Gisela emocionou a plateia, que aplaudiu de pé o dueto.
Sem perder o tom irónico que o caracteriza, Reininho soube equilibrar a irreverência com momentos de cumplicidade. A química entre os músicos foi evidente, e a energia em palco contagiou o público até ao final.
Um desfile de clássicos que fez Lisboa cantar
O espetáculo prosseguiu com uma sequência poderosa de sucessos como “Nova Gente”, “Pop Less”, “Cais”, “Morte ao Sol” e “Sexta-Feira”, que demonstraram a vitalidade e atualidade das composições do grupo.
Já perto do final, temas como “Ana Lee”, “Inferno” e “Las Vagas” antecederam o inevitável momento de catarse coletiva com “Dunas”, o hino incontornável dos GNR, que fechou o concerto num ambiente de pura celebração.
45 anos depois, os GNR continuam imparáveis.
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