28/01/2021
Ontem, em Portugal, morreram mais de 300 pessoas vítimas de Covid-19. Estamos todos os dias a bater recordes - maus recordes.
Não tenho conhecimento para julgar o porquê de tudo o que está a acontecer (se é do comportamento das pessoas, das decisões políticas, ou do pouco conhecimento científico que existe sobre tudo isto) mas vou tentar fazer tudo o que está ao meu alcance para conter esta pandemia. Vou proteger-me e tentar proteger todos os que estão à minha volta; vou continuar a mostrar o que se passa realmente - para que todos acreditem na gravidade da situação e sejam mais responsáveis - mas também quero, com o meu trabalho, homenagear os que estão na linha da frente por todos nós.
Vivemos tempos tão desafiantes como perigosos. Temos de estar unidos na solução.
Estive no Hospital Beatriz Ângelo no fim de outubro, estávamos a lidar com o crescimento da 2ª vaga - e nessa altura já estavam a lidar com a reorganização do espaço e do pessoal médico para conseguirem dar uma melhor resposta ao aumento de procura. Hoje vejo nas notícias que estão com mais de três vezes mais pessoas internadas do que seria o limite possível naquela altura em que lá estive. Não sei e nem sei se consigo de verdade imaginar o que se passa lá agora - naquele hospital como em todos os outros do país - mas sei que os que lá estão são do melhor que há, são os heróis que lutam até ao fim para que desta batalha resulte o menor número de baixas possível. Tenho uma enorme admiração por todos eles e espero conseguir agradecer, homenagear e dar força, da forma que consigo - simplesmente mostrando o que fazem todos os dias.
[Mas, não se esqueçam, todos somos essenciais nesta batalha - mesmo quando apenas temos de ficar no sofá]