29/08/2026
Completei 35 anos.
A sonhadora em mim continua aqui. Como boa virginiana danço com uma dose generosa de realidade.
Passei anos a olhar para mulheres. A criar espaço para que se vissem de outra forma. A revelar uma beleza que, muitas vezes, elas próprias ainda não conseguiam reconhecer.
E percebo que esse caminho também me ensinou a olhar para mim.
Com mais ternura, respeito, verdade.
Olho para todas as mulheres que fui e não quero corrigi-las. Quero honrá-las. As que tiveram coragem. As que tiveram medo. As que se sentiam perdidas. As que recomeçaram. As que amaram. As que se desiludiram. As que colocaram limites. As que abriram espaço. As que perderam. As que continuaram.
A mulher de hoje é construída por todas elas.
Talvez muitas de nós conheçamos esta sensação: chegar a um momento da vida em que já não queremos provar nada, corresponder a tudo ou transformar-nos numa versão mais adaptável, aceitável, de quem somos.
Nem tenho todas as respostas, nem é suposto, mas confio mais profundamente na minha capacidade de me escutar, de escolher com consciência e de regressar a mim sempre que a vida me afasta do centro.
Tenho muito para criar, viver, descobrir e partilhar.
Caminho através do que me move, onde sinto verdade, verticalidade, vida e amor, em direção a tudo aquilo que me recorda de onde verdadeiramente vim e de quem escolho continuar a ser.
Obrigada por me testemunharem. Por fazerem parte desta comunidade bonita que vamos criando, feita de presença, partilha e reconhecimento.
Que este novo ano seja também um convite para cada uma de nós olhar para a mulher que foi com mais gentileza.
Para que a possamos honrar.
Se sentes que não a estás a honrar, começa por te veres, verdadeiramente.
🙏🏻