MD Photography - Marta d'Orey

MD Photography - Marta d'Orey Marta d'Orey. 18 anos. Estudante. Fotógrafa. Fotografia Criativa+Sessões+Eventos. Marque já! (marta

Quando a conheci, vestia chão de cerâmica envernizado e papel de parede debotado. Perfumada de m**o e despida de móveis,...
03/03/2025

Quando a conheci, vestia chão de cerâmica envernizado e papel de parede debotado. Perfumada de m**o e despida de móveis, naquele primeiro encontro, pareceu-me tudo menos a casa onde queria viver. Mesmo disposta a pôr as mãos à obra para se aperaltar mais elegante, aquelas paredes caídas repeliam-me o interesse e arrancavam-me os sonhos pelas dobradiças.
A meio de um dia livre de planos, passei por ali e voltei a visitá-la. Tinha-me esquecido das expetativas algures, por isso, atravessei a porta de olhos vendados. Foi amor à primeira vista, o que senti pela minha primeira casa. Com uma reviravolta genuinamente inesperada, o pequeno T2 conquistou o meu coração aos saltos. De queixo caído, guinchei e agradeci mil vezes a quem a fez casa feita.
Dizem que as grandes paixões ardem em pavios curtos. Mas eu cá durmo há meses e continuo a preferir ficar por casa. Posso já não saltar aos guinchos quando atravesso a porta, nem deixar cair o queixo quando o sol arrasta a tarde pela cozinha, mas não há manhã em que não me veja atrapalhada para encontrar palavras que agradeçam vezes suficientes o prazer que é nunca acordar com os pés de fora.
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11/02/2025

Chuva torrencial, sol radioso, vendaval desnorteado, calor pegajoso, humidade resfriada... num só dia, houve tempo para o tempo se mostrar em todas as formas de ser. Não se fizesse o dia sentir tão intensamente, e não seria a data certa para honrar os meus anos. É assim a minha natureza: fazer e ser em força. Temperar sem temperamento; querer mimar e dar beliscões; abraçar e, sem querer, chocar em turra; beber coca-cola até drenar meio litro de garrafa; ver o sol pôr-se e só querer descansar quando for manhã de novo.
Portanto, não escolhia dia melhor para nascer, nem vida melhor para viver. Ainda não cheguei às três décadas e já tenho milhares de baús a transborar de preciosidades que não se compram. Venha a chuva, venha o sol, venha o vento. Venha tudo o que der e tudo o que vier. E venha eu, ano após ano, sempre com a mesma pica carpinteira de viver intensamente.

Lanzarote in black and colour.
04/02/2025

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Eu achava que as 9h da manhã cheiravam a torradas tripartidas com manteiga e a bica servida à bruta no balcão de vidro. ...
26/01/2025

Eu achava que as 9h da manhã cheiravam a torradas tripartidas com manteiga e a bica servida à bruta no balcão de vidro. Mas estava enganada. Afinal, há 9h da manhã que cheiraram a molho de tomate e a queijo derretido na pizza.

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24/01/2025

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09/01/2025

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LANZAROTE: Um Guia da Nossa Ilha-de-MelPT. 1: Praia & Natureza
07/01/2025

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O mar cercou o vulcão, e, na pedra, nasceu a ilha que nem o fogo conseguiu apagar.
05/01/2025

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Há imagens que captam faíscas de segundo num papel que não queima. Um sopro nas velas; um abraço bem espremido; um mergu...
02/01/2025

Há imagens que captam faíscas de segundo num papel que não queima. Um sopro nas velas; um abraço bem espremido; um mergulho de cabeça; um bigode de espuma; um pôr-do-sol antes de ir embora. E depois há fotografias. Há aquelas imagens que ficam. Imagens que moldam estátuas com uma vida inteira.
Nesta fotografia vê-se tudo. A família que não escolhi, mas que me assumiu sem reticências. Um pai que já trazia bagagem e, naquele apartamento minúsculo em Lisboa, arranjou espaço (e carcaças) para mais uma com outra. A elasticidade foi tal, que sempre me pareceu uma realidade sem esforço. Uma família recomposta, mas obviamente bem composta.
Depois de anos a receber mimos e raspanetes como se fosse filha, lá percebi a ginástica de dar colo como se fosse pai. De se ser “padrasto”. De fazer uma criança só perceber no nome a diferença para pai.
É um facto: Nasci e cresci com o rabinho virado para a lua. Por ter um pai que me fez e outro que fez muito bem de conta. Tão bem, que eu nunca percebi que, talvez, numa outra casa, pudesse ser de outra forma. Da mesma maneira, também eu aprendi o meu papel, o de ser filha de dois sem substituir o primeiro pelo segundo, mas acrescentar um ao outro. E os dois ao mesmo tempo.

À meia noite, vou festejar porque a melhor festa do meu ano está longe de ser a de hoje. 7 do 12 de 2024. Será sempre a ...
31/12/2024

À meia noite, vou festejar porque a melhor festa do meu ano está longe de ser a de hoje. 7 do 12 de 2024. Será sempre a noite que tornou um ano inteiro impatível.

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28/12/2024

Vou com isto, vou com tudo.

Ph:

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27/12/2024

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