12/09/2025
Gisela João subiu ao palco 1º de Maio com a força de quem carrega muitas vidas dentro de si. Falou de todas as “Giselas” que já foi e das que ainda quer descobrir. Entre canções, desfolhou a mulher que é hoje, uma mulher em constante reinvenção.
“Há canções que são as primeiras das nossas vidas, esta foi a minha”, disse, antes de cantar Zeca Afonso, Canção de Embalar, porque a música também é memória.
Gisela lembrou que não há só gaivotas em terra quando um homem pode pensar e quando uma mulher pode cantar. Denunciou, com a sua própria liberdade, que há mulheres que não podem vestir calções, nem erguer a voz como ela. E que este mundo doente precisa de cura. Foi um manifesto íntimo, um abraço coletivo.