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Gisela João subiu ao palco 1º de Maio com a força de quem carrega muitas vidas dentro de si. Falou de todas as “Giselas”...
12/09/2025

Gisela João subiu ao palco 1º de Maio com a força de quem carrega muitas vidas dentro de si. Falou de todas as “Giselas” que já foi e das que ainda quer descobrir. Entre canções, desfolhou a mulher que é hoje, uma mulher em constante reinvenção.

“Há canções que são as primeiras das nossas vidas, esta foi a minha”, disse, antes de cantar Zeca Afonso, Canção de Embalar, porque a música também é memória.

Gisela lembrou que não há só gaivotas em terra quando um homem pode pensar e quando uma mulher pode cantar. Denunciou, com a sua própria liberdade, que há mulheres que não podem vestir calções, nem erguer a voz como ela. E que este mundo doente precisa de cura. Foi um manifesto íntimo, um abraço coletivo.




Rita Vian surgiu com uma presença serena, mas intensa.No palco 1° de Maio, aquelas vidas deram muitas voltas bonitas. Fa...
11/09/2025

Rita Vian surgiu com uma presença serena, mas intensa.

No palco 1° de Maio, aquelas vidas deram muitas voltas bonitas. Falou das longas horas dedicadas à escrita, das voltas inesperadas e bonitas que a vida nos dá. Seus olhos percorriam a plateia, atentos e vivos, enquanto cada pessoa cantarolava as suas letras.

Lembrou-nos então de algo simples, mas essencial: a vida dá voltas bonitas, e é por isso que não devemos ceder à ilusão de que sabemos o que está por vir. Pediu que não deixemos de acreditar nas pequenas coisas, aquelas que nos mantêm esperançosos e nos fazem seguir adiante.

Porque, no fundo, a beleza está no inesperado. E acreditar continua a ser a forma mais poderosa de continuar a caminhar.





“Quantos pacificadores estão desse lado?”, perguntou Selma. “Precisamos de paz.”Misturou-se ao público, partilhou moment...
10/09/2025

“Quantos pacificadores estão desse lado?”, perguntou Selma. “Precisamos de paz.”

Misturou-se ao público, partilhou momentos e abraços, como quem oferece paz e amor. Trouxe a sua cultura, contou que durante muitos anos não pôde falar a sua língua. Deu voz às suas palavras, abriu espaço para os seus costumes. Cultivou o espírito crítico, lembrando a todos que não devemos acreditar em tudo o que nos dizem.

Ao palco subiram muitos , dançaram, ocuparam o espaço. Foi festa, foi celebração, foi união. Selma seguiu avante e, como ela própria disse, se houvesse um tema para aquele concerto seria: “A Luta Continua.” E foi essa a frase que ecoou na hora da despedida.
Ninguém queria abandonar a plateia, nem os músicos. Só quando a Carvalhesa se fez ouvir é que o corte emocional se fez.

Kanimambo, Selma.



De repente, entoou uma melodia. Foi como um chamamento. Todos correram em direção ao palco, enquanto aquela música se re...
02/09/2025

De repente, entoou uma melodia. Foi como um chamamento. Todos correram em direção ao palco, enquanto aquela música se repetia em loop, quase como um canto de guerra viking. Corriam em direção às luzes, ao som, à festa.

Sebastião Antunes quis que todos cantassem: “Há tanta casa sem gente, e tanta gente sem casa”, lembrando-nos de que essa continua a ser a realidade que vivemos diariamente. Entre cânticos de desigualdade, falou-se da vidinha daquelas pessoas que não fazem nada, mas estão sempre muito ocupadas. E de repente, já nos levava para o mar, cantando que não é de ninguém e que ninguém é dono do mar.

Enquanto acompanhavam o vocalista, muitos estavam de braços entrelaçados, unidos. A festa foi bonita.

Sebastião Antunes & Quadrilha | Arredas Folk Festival





Música urbana com raízes cabo-verdianas. No Arredas, Bdjoy & Zimbora Band abriram portas para outros mundos.“Tens de cre...
02/09/2025

Música urbana com raízes cabo-verdianas. No Arredas, Bdjoy & Zimbora Band abriram portas para outros mundos.
“Tens de crer que amanhã será um lindo dia, viver é uma linda melodia. Crescer nem toda a gente aprecia. Compreender é o que o mundo mais precisa.” Palavras simples e certeiras. Haverá dica mais clara para atravessar a vida? Compreender o outro, compreender o mundo, os mundos que nos rodeiam.

Uns faziam agachamentos, outros trouxeram o seu próprio instrumento, como se também fossem parte do palco. A energia era coletiva.

O concerto já chegava ao fim quando Bdjoy relembrou: “O concerto chega ao fim, mas a festa continua."

Bdjoy & Zimbora Band | Arredas Folk Festival





“Tentamos reinventar o tradicional”, foi assim que se apresentaram, e percebeu-se logo que não era só discurso: era a al...
01/09/2025

“Tentamos reinventar o tradicional”, foi assim que se apresentaram, e percebeu-se logo que não era só discurso: era a alma da banda. Entre reflexões, deixaram ecoar: “Contra a futilidade, marchar, marchar!”

Fomos levados pela história de Barnabé, um homem dividido entre quatro mundos, a boémia, o trabalho, os amores e os conselhos maternos e sentimos a confusão de quem gosta de dois ao mesmo tempo, do Manuel e do João. Cada canção foi como um convite a viver a vida boémia.

Em Tregosa,a chuva caiu mas quem veio pelo folk ficou pelo folk.

Zingarus | Arredas Folk Festival






Houve aquecimento prévio, roupas a desaparecer, alguém quase, quase, a cair no rio Neiva, saltos, movimentos, muito movi...
01/09/2025

Houve aquecimento prévio, roupas a desaparecer, alguém quase, quase, a cair no rio Neiva, saltos, movimentos, muito movimento. Um búzio na plateia, um b***o à solta, uma desorganização tão bem orquestrada que parecia coreografada.
Uma verdadeira sinfonia do caos, onde a euforia de muitos devolvia sempre algo maior,
algazarra em estado puro.

Os Kumpania Algazarra transbordaram alegria em palco, transformando aquele momento numa festa que parecia não ter fim. Falaram de pudim, de liberdade, da importância de reclamar direitos, tocaram em questões sociais e políticas sempre com uma energia contagiante.

Um shot de alegria servido em estado puro.






"Tu é que és uma bela planta", gritou uma voz clara depois de a Emmy Curl partilhar que escolheu trocar as redes sociais...
01/09/2025

"Tu é que és uma bela planta", gritou uma voz clara depois de a Emmy Curl partilhar que escolheu trocar as redes sociais por regar, todas as manhãs, o seu quintal. Um gesto simples que devolve sentido às escolhas diárias e às prioridades que cultivamos. Como quem rega a esperança de dias melhores, de um mundo mais bonito.

Debaixo de chuva, nada mais importava: apenas queríamos botar água na vida. E assim, na chuva, celebrava-se a vida.

Emmy Curl | Festival Arredas





"Estamos aqui para celebrar a palavra mais importante das nossas vidas: paz." Foi assim que Pedro Abrunhosa iniciou o co...
26/08/2025

"Estamos aqui para celebrar a palavra mais importante das nossas vidas: paz." Foi assim que Pedro Abrunhosa iniciou o concerto em Esposende.
Convocou o espírito de todos. Falou das pontes que nunca deviam cair entre os homens e da importância de nunca o esquecer. Denunciou injustiças, apontou os que se julgam donos disto tudo e os que vivem a suprir a incompetência de tantos políticos. Mas, acima de tudo, apelou à união. Ao acolhimento de todos. Todos. Lembrou-nos, uma e outra vez, o poder da música em reunir, em aproximar, em tornar-nos iguais.

E então, a entrada da Filarmónica de Sampaio de Antas trouxe uma nova dimensão ao concerto.
A diversidade transformou-se em harmonia, e por instantes fomos todos um só corpo a respirar música.

No final, ficou a verdade mais simples e mais urgente: a paz é a única vitória.

Pedro Abrunhosa | Esposende



O público, inicialmente disperso, aproximou-se como puxado por uma força invisível. Entre músicos e plateia, nasceu uma ...
11/08/2025

O público, inicialmente disperso, aproximou-se como puxado por uma força invisível. Entre músicos e plateia, nasceu uma ligação imediata. Os Bed Legs ocuparam o palco com confiança e alma, como quem sabe que vai incendiar a noite. Corpos a saltar, cabeças a balançar. Quando o último acorde terminou, ficou no ar a sensação de que, onde quer que toquem, os Bed Legs levam consigo o seu próprio festival.

Bed Legs | Festival Esteoeste



"Amigo, escuta-me, amigo. Não vou ficar mais calado. Tenho o que dizer e agora vou falar" cantavam eles, como quem quer ...
10/08/2025

"Amigo, escuta-me, amigo. Não vou ficar mais calado. Tenho o que dizer e agora vou falar" cantavam eles, como quem quer imprimir uma mensagem a todos os que ali estavam. As palavras ecoavam como batidas, ora ditadas, ora dançadas. Os Xauxaudodo puxaram a energia e, num instante, quase todos se levantaram.

"Amizade nunca é pouca, é sempre bem-vinda." "Precisamos de mais comunidade." Foi mais uma das mensagens deixadas naquele pulmão bracarense, onde poucos cabem, mas muito se entregam.

Festival Este-Oeste, em Braga.

"Provavelmente muitos de vocês nem conhecem a banda" meio a questionar, meio a afirmar, disse André Henriques, já perto ...
30/07/2025

"Provavelmente muitos de vocês nem conhecem a banda" meio a questionar, meio a afirmar, disse André Henriques, já perto do fim. Mas foi o público quem respondeu da melhor forma: em coro, enquanto os Linda Martini se despediam do palco. Nos rostos da banda, sorrisos e uma surpresa genuína. Foi em Briteiros, não na lua, embora por momentos tenha parecido.




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