Anna Lampreia Photo

Anna Lampreia Photo Guardo pedaços da vida que um dia vão ter um valor impossível de medir.

Há um amor que tem o dom de parecer eterno.O amor dos avós.É feito de mãos que amparam sem pressa.De colo que continua a...
26/07/2026

Há um amor que tem o dom de parecer eterno.

O amor dos avós.

É feito de mãos que amparam sem pressa.
De colo que continua a ser abrigo.
De pequenas rotinas que, um dia, percebemos que eram os momentos mais importantes.

Os avós ensinam-nos que amar nem sempre precisa de palavras.

Quando somos crianças, achamos que eles vão estar sempre ali.

Só mais tarde percebemos que aquilo de que sentimos saudades nunca são os grandes acontecimentos.

São os pequenos-almoços demorados.
As histórias repetidas pela centésima vez.
O cheiro da casa.
A mão que nunca largava a nossa.
O riso que reconhecíamos de olhos fechados.

E talvez seja isso que torna os avós tão especiais.

Eles passam uma vida inteira a criar memórias…
sem nunca imaginarem que um dia viverão dentro delas.

Se os teus avós ainda estão aqui, abraça-os. E, se puderes, guarda um bocadinho deles em fotografias. Um dia vais agradecer por isso.

Dizem que um pedido de casamento muda uma história.Eu acho que não.A história começa muito antes.Começa nas mãos que pro...
25/07/2026

Dizem que um pedido de casamento muda uma história.

Eu acho que não.

A história começa muito antes.

Começa nas mãos que procuram uma à outra sem pensar.
Nos abraços que se tornam casa.
Nos silêncios que já não precisam de ser preenchidos.

O pedido é apenas uma página.

O amor vive em tudo o que foi escrito antes.
E em tudo o que ainda falta escrever.

🇵🇹

Há dois anos que a fotografia está em segundo plano.A vida aconteceu.Vieram os filhos, os dias apressados, as rotinas, a...
24/07/2026

Há dois anos que a fotografia está em segundo plano.

A vida aconteceu.

Vieram os filhos, os dias apressados, as rotinas, a falta de motivação, a exaustão.

Hoje, durante o nosso passeio, aconteceu uma coisa simples.

A nossa filha pediu para pegar na câmara.

O pai mostrou-lhe como se segura.

E, naquele instante, lembrei-me porque comecei a fotografar.

Não foi pelas câmaras.
Nem pelas lentes.

Foi para guardar aquilo que um dia deixa de acontecer.

As coisas pequenas.
As que passam depressa.
As que um dia vão ser impossíveis de repetir.

Então talvez este seja o início de um novo capítulo.

🇵🇹

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