20/07/2026
Há casamentos que nos f**am na memória pelas grandes produções.
E depois há casamentos como este.
Pequeno. Civil. Elegante. Simples.
Daqueles onde não existe pressa, onde cada abraço dura mais um bocadinho e onde percebemos que o amor não se mede pelo número de convidados.
Enquanto fotografava, houve uma pessoa que me emocionou particularmente.
O pai do noivo.
A forma como olhava para o filho, a preocupação constante para que tudo estivesse bem, o carinho nos pequenos gestos… Um amor tão silencioso quanto imenso. Daqueles que não precisam de palavras para serem percebidos.
E depois havia eles.
Dois seres humanos incrivelmente humildes, atentos, sempre preocupados se eu precisava de alguma coisa. Um amor maduro. Tranquilo. Daqueles que já construíram uma vida, uma família, uma filha… e que continuam a escolher-se todos os dias.
Este casamento teve outro signif**ado para mim.
Foi o primeiro casamento que fotografei completamente sozinha.
Não senti medo. Senti responsabilidade. E, acima de tudo, senti um enorme privilégio por estar ali, a guardar memórias que vão valer cada vez mais com o passar dos anos.
Hoje recebi esta mensagem da noiva:
“Tantos familiares a falarem da tua simpatia e como fizeste tão bem parte deste dia! Parece que nos conhecemos há tanto tempo… Foste uma escolha tão certa.”
É por isto que faço o que faço.
Porque acredito que um fotógrafo não está apenas para registar um dia.
Está para fazer parte dele.
E quando, no fim, as pessoas sentem que ganharam mais do que fotografias… sei que estou exatamente onde devo estar. 🤍
Obrigada por tanto 🤍