Luís Godinho

Luís Godinho http://luisgodinho.com/ -Luís Godinho nasceu em 1983 em Angra do Heroísmo. Fotografo premiado.

-Luís Godinho was born in 1983 in Angra do Heroísmo.
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Em 2009 concluiu a licenciatura em Engenharia e Gestão do Ambiente na Universidade dos Açores. A fotografia surge na sua vida desde novo, mas só em 2008 é que começou a dedicar-se a fundo nesta área, considerando-se um auto didacta, no qual dedica muito tempo e realiza imensos trabalhos, sendo a fotografia de natureza, paisagem e foto de rua a sua grande paixão. In 2009 he completed his degree in

Environmental Engineering and Management at the University of the Azores. Photography has appeared in his life since new, but it was only in 2008 that he began to devote himself deeply to this area, considering himself a self-taught, in which he devotes a lot of time and carries out immense works, being the nature photography and photo of Street to his great passion. Award-winning photographer.

Estas fotografias foram feitas no Nepal em 2015.Hoje, olho para elas de outra forma.Ontem, a água, a lama e a montanha d...
27/08/2026

Estas fotografias foram feitas no Nepal em 2015.
Hoje, olho para elas de outra forma.
Ontem, a água, a lama e a montanha desceram sobre o Nepal. Um colapso glaciar nos Himalaias desencadeou uma cheia brutal, arrastando casas, estradas, pontes e vidas. Centenas de pessoas morreram e muitas continuam desaparecidas. Os números ainda estão a mudar enquanto as buscas continuam.
Mas quando penso no Nepal, não penso primeiro na tragédia. Penso nestes rostos. Nas crianças. Nos velhos. Na chuva. Nos sorrisos. Na fé. Penso num povo que me recebeu com uma humanidade difícil de esquecer.
Estas fotografias são de um Nepal que encontrei vivo.
Hoje, algumas destas ruas podem já não ser as mesmas. Algumas casas podem ter desaparecido. E demasiadas famílias acordaram sem saber onde estão aqueles que amam.
A fotografia não consegue parar a água. Não consegue devolver uma vida. Mas consegue guardar a memória de um povo antes de o mundo voltar os olhos para a tragédia.
Hoje, o meu pensamento está no Nepal e em todos aqueles que ontem perderam uma parte da sua casa, da sua família, da sua vida.
Que o mundo não olhe apenas agora.
Que não se esqueça amanhã.

Um passeio pela Ilha Terceira.Há lugares que se visitam. E há lugares que se vivem.A Terceira acontece devagar.Numa cria...
25/08/2026

Um passeio pela Ilha Terceira.
Há lugares que se visitam. E há lugares que se vivem.
A Terceira acontece devagar.
Numa criança que lê ao sol. Numa senhora que atravessa a rua com o seu cão. Nas vacas que desenham os campos. Na neblina que engole caminhos. Nos pássaros que esperam e nos que partem. Numa bicicleta esquecida junto a um muro. No mar, sempre ali, a lembrar-nos que vivemos rodeados de infinito.
Aqui, até o tempo parece ter outra medida.
Um passeio pela Terceira não é apenas andar por uma ilha. É perceber que, entre o verde, o basalto, o mar e as pessoas, há uma vida inteira a acontecer nas coisas mais simples.
E talvez seja isso que torna esta ilha tão especial, não precisa de fazer barulho para ser inesquecível.

Há dias em que o mundo parece falar mais baixo.E talvez seja aí que conseguimos ouvi-lo melhor.
24/08/2026

Há dias em que o mundo parece falar mais baixo.
E talvez seja aí que conseguimos ouvi-lo melhor.

Hoje, Angra do Heroísmo celebrou 492 anos de elevação a cidade.E, num dia tão importante para a minha terra, tive a honr...
21/08/2026

Hoje, Angra do Heroísmo celebrou 492 anos de elevação a cidade.
E, num dia tão importante para a minha terra, tive a honra de receber este Voto de Louvor do Município de Angra do Heroísmo, pelo trabalho desenvolvido e pelos resultados alcançados na fotografia.
Há distinções que têm um signif**ado especial. Esta é uma delas. Porque vem de casa. Da cidade onde nasci, cresci e à qual pertenço. Do lugar de onde tantas vezes parto para fotografar o mundo e para onde regresso sempre.
A fotografia tem-me levado longe, tem-me permitido conhecer pessoas, contar histórias e olhar para realidades muito diferentes da minha. Mas levar comigo o nome dos Açores e de Angra do Heroísmo é também uma responsabilidade e um orgulho.
Obrigado ao Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e à Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo por esta distinção.
E obrigado a todas as pessoas que, ao longo destes anos, confiaram em mim e me permitiram entrar nas suas vidas e contar as suas histórias. Sem elas, nenhuma fotografia faria sentido.
Hoje, o reconhecimento chegou de casa.
E talvez por isso tenha sabido ainda melhor.

Parabéns, Angra, pelos teus 492 anos.
Que privilégio poder chamar-te casa.

Há tradições que não pertencem apenas ao passado. Pertencem a quem ainda as faz.Na Agualva, na Ilha Terceira, o 15 de ag...
16/08/2026

Há tradições que não pertencem apenas ao passado. Pertencem a quem ainda as faz.
Na Agualva, na Ilha Terceira, o 15 de agosto é dia de Nossa Senhora de Guadalupe, a quem o povo há muito chama Nossa Senhora das Pêras.
Contam os antigos que o nome terá nascido porque era por esta altura do ano que havia muitas peras na terra. Uma história passada de geração em geração, como tantas outras que sobrevivem não nos livros, mas na memória das pessoas.
Na véspera da procissão, a Agualva muda.
As portas abrem-se, as pessoas saem de casa e a rua passa a pertencer a todos.
Durante horas, homens, mulheres, jovens e crianças trabalham lado a lado. Há quem desenhe, quem carregue, quem espalhe as flores e quem, simplesmente, se sente por alguns minutos à porta de casa a olhar para aquilo que vai crescendo diante dos seus olhos. Pouco a pouco, o asfalto desaparece. No seu lugar nasce um caminho de flores, cores e formas que atravessa parte da freguesia e que tem um único destino: receber a passagem de Nossa Senhora.
Talvez o mais bonito destes tapetes não esteja nos desenhos perfeitos nem nas milhares de flores que cobrem as ruas. Está nas pessoas. Nas mãos mais velhas que sabem como se faz. Nas mãos mais novas que começam agora a aprender. Na conversa, no riso, no cansaço, na ajuda de quem passa. Na sensação de que, naquele dia, ninguém está verdadeiramente sozinho.
E depois chega a procissão. Os andores passam sobre o caminho que “a terra” inteira preparou para ela. As flores são pisadas, as formas desfazem-se e, pouco a pouco, aquilo que levou tantas horas a construir desaparece. Dali a pouco, a rua volta a ser apenas rua. Mas talvez seja precisamente essa a beleza. Fazer algo tão bonito sabendo que não foi feito para durar.
Porque os tapetes desaparecem.
O que f**a é o povo que os fez.

Perseidas
13/08/2026

Perseidas

No porto de pesca da vila de São Mateus da Calheta, a festa não precisa de muito.O cais transforma-se em casa.As toalhas...
10/08/2026

No porto de pesca da vila de São Mateus da Calheta, a festa não precisa de muito.
O cais transforma-se em casa.
As toalhas estendem-se no chão, as famílias juntam-se, as crianças saltam para o mar e os barcos dividem espaço com mergulhos, abraços e conversas.
Aqui, a festa vive-se perto. Sem cerimónias. Sem distância.
Gerações diferentes ocupam o mesmo pedaço de porto, como se aquele lugar pertencesse a todos.
Talvez seja isso que torna São Mateus tão especial; um povo que não precisa de inventar a festa. Basta estar junto.

Tempestade nos Açores!
06/08/2026

Tempestade nos Açores!

MONOVISIONS Awards.Este ano, nos Monovisions Black and Withe photography awards, consegui um terceiro lugar e 3 menções ...
01/08/2026

MONOVISIONS Awards.
Este ano, nos Monovisions Black and Withe photography awards, consegui um terceiro lugar e 3 menções horrosas.
Grato por mais estas distinções.
Mais vida 🫶

Em São Tomé e Príncipe, o mar parece fazer parte da própria vida. Lava o corpo depois de um dia de trabalho, recebe os g...
31/07/2026

Em São Tomé e Príncipe, o mar parece fazer parte da própria vida. Lava o corpo depois de um dia de trabalho, recebe os gritos das crianças, guarda silêncios, leva embora o cansaço e devolve, por instantes, uma sensação rara de liberdade.
Estas fotografias não procuram contar uma história de carência. Procuram mostrar pessoas. Pessoas que vivem, riem, trabalham, descansam, amam e sonham. Pessoas que encontram beleza nos gestos mais simples e que fazem da vida algo maior do que aquilo que muitas vezes imaginamos à distância.
Há casas pintadas de azul que parecem respirar com a montanha. Há crianças que transformam uma onda num universo inteiro. Há mulheres que caminham com a força de quem sustenta uma família. Há um povo que continua a escrever a sua história com uma serenidade desarmante.
É isto que encontro em São Tomé e Príncipe. Não um lugar perfeito. Mas um lugar profundamente humano. E talvez seja isso que mais fique na memória, perceber que a felicidade nem sempre nasce daquilo que temos, mas da forma como aprendemos a habitar o mundo e a cuidar uns dos outros.

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