FotOlhar

FotOlhar "FotOlhar" é uma página de fotografia amadora "FotOlhar" é um novo protejo que surgiu de um hobby.

Esta página tem como objetivo mostrar os meu olhar sob a forma de fotografia.

Autumn moments
05/11/2023

Autumn moments

15/01/2017
Quando olhamos a nossa volta (edifícios, jardins, bibliotecas, ruas etc...) parece tudo muito simples, mas quando observ...
09/07/2016

Quando olhamos a nossa volta (edifícios, jardins, bibliotecas, ruas etc...) parece tudo muito simples, mas quando observamos deparamo-nos com pormenores, obras de arte que são fruto da "Mão Humana"

Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares. Parecem ter medo da polícia... Mas tão boas que florescem do mesm...
09/07/2016

Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia...
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam...

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema ###III"
Heterónimo de Fernando Pessoa

A explendida paisagem alentejana
30/01/2016

A explendida paisagem alentejana

Natal na ProvínciaNatal... Na província neva. Nos lares aconchegados, Um sentimento conserva Os sentimentos passados. Co...
19/12/2015

Natal na Província
Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

Fernando Pessoa, in 'Poesias'

Às Vezes Entre a TormentaÀs vezes entre a tormenta, quando já umedeceu, raia uma nesga no céu, com que a alma se aliment...
07/12/2015

Às Vezes Entre a Tormenta

Às vezes entre a tormenta,
quando já umedeceu,
raia uma nesga no céu,
com que a alma se alimenta.

E às vezes entre o torpor
que não é tormenta da alma,
raia uma espécie de calma
que não conhece o langor.

E, quer num quer noutro caso,
como o mal feito está feito,
restam os versos que deito,
vinho no copo do acaso.

Porque verdadeiramente
sentir é tão complicado
que só andando enganado
é que se crê que se sente.

Sofremos? Os versos pecam.
Mentimos? Os versos falham.
E tudo é chuvas que orvalham
folhas caídas que secam.

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

10/11/2015
10/11/2015

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