21/04/2026
Vai doer quando perderes alguém que juravas que ficaria.
Vai doer quando o amor acabar mesmo tu tendo dado tudo.
Vai doer quando perceberes que esforço não garante vitória.
E pior…
vai doer quando perceberes que nem sempre há explicação.
Há perdas que não fecham.
Há despedidas que ficam abertas dentro de nós.
Há versões tuas que vão morrer…
e ninguém vai fazer luto por elas além de ti.
E sabes o mais duro?
É que isso não é erro da vida.
Isso é a vida a funcionar exatamente como deve.
Perder não é acidente.
É regra.
Perdes pessoas.
Perdes tempo.
Perdes oportunidades.
Perdes partes de ti que nunca mais voltam.
E por um tempo… parece que estás a ser roubado.
Mas não estás.
Estás a ser moldado.
Porque a vida não te quer confortável…
ela quer-te consciente.
Quer-te acordado o suficiente para entender que nada aqui é garantido.
Que amar é arriscar perder.
Que viver é aceitar que tudo é temporário, inclusive tu.
E eu sei… isso assusta.
Mas também liberta.
Porque quando tu aceitas que vais perder…
tu paras de viver com medo.
Tu começas a viver com presença.
Valorizas mais.
Escolhes melhor.
Amas com mais verdade, não porque vai durar…
mas porque pode acabar.
E é aí que está a força que ninguém te explicou:
Não é sobre evitar a dor.
É sobre se tornar alguém que aguenta atravessar ela… e continuar inteiro por dentro.
Irmão…
Tu vais cair.
Vai doer.
Vais questionar tudo.
Mas tu não foste feito para uma vida fácil.
Foste feito para uma vida real.
E a vida real…
é dura, injusta, imprevisível…
mas também é a única que te dá a chance de te tornares alguém que não quebra por qualquer coisa.
Então não foge disso.
Levanta a cabeça.
Aceita o peso.
E anda.
Porque no fim…
não é quem nunca perdeu que vence.
É quem aprendeu a perder…
e mesmo assim não desistiu de viver.
E isto..? Isto não é motivação. É aviso.
— escritor, Vilão que Cura.