28/09/2018
MONOGRAFIA DA CIDADE DO SUMBE
Sumbe é uma cidade e município de Angola, capital da província do Kwanza-Sul.
“Sumbe”, palavra de origem quimbundo, “kusumba”, é de significado comercial, prática que se fez corrente entre os autóctones e os negociantes portugueses e ingleses no litoral do Kwanza-Sul, na chegada destes últimos. Equivale a comprar/vender. Foi esta designação que deu origem ao nome à localidade durante muito tempo conhecida por Sumbe, hoje cidade costeira Capital da Província do Kwanza-Sul
Tem 3 890 km² e cerca de 218 mil habitantes. É constituído pelas comunas de Sumbe, Gangula, Kicombo e Gungo. Até 1975 designou-se Novo Redondo. O município do Sumbe é naturalmente delimitado a Norte pelo curso inferior do rio Queve, a Sul curso inferior do rio Balombo e a Oeste oceano pelo Oceano Atlântico. A Este tem o limite convencional com o município da Conda na aldeia da Cassonga Uku Seles na comuna do Gungo.
O município do Sumbe segundo a classificação climática de Koppen engloba-se na faixa de clima tropical quente e semi-árido que caracteriza a aplanação litoral do centro de Angola. Em função da sua localização geográfica, as condições de aridez são muito acentuadas chegando mesmo a ser considerada uma região com características de clima árido se considerarmos outros parâmetros, devido à forte evapotranspiração potencial e real que se observa nesta região e à influência, de certa forma, da corrente fria de Benguela.
A economia da zona fundamenta-se essencialmente na actividade pesqueira e agropecuária em pequena escala, em especial no milheiro, batata e horticultura assim como a exploração do gado bovino e caprino, que nos últimos anos tem sofrido considerável evolução, em resultado não só do alargamento das áreas de exploração, mas também em consequência do abandono dos métodos tradicionais de cultivo, encaminhando-se decididamente para uma cultura baseada na mecanização, seja no respeitante às operações de cultivo. Todavia, dois importantes problemas afectam sobremaneira os resultados desta exploração. O primeiro relaciona-se directamente com a escassez e variabilidade das precipitações, de tal modo que, em anos de insuficiência ou má distribuição das chuvas, as produções caem verticalmente, enquanto noutros os seus quantitativos são plenamente aceitáveis, atendendo ao regime de sequeiro usualmente praticado. Tal contingência, todavia, poderá ser anulada vantajosamente em relação a algumas extensas áreas, dada a possibilidade de poderem ser envolvidas por esquemas de regadio. O outro problema diz respeito à defesa dos solos contra a erosão, em face da susceptibilidade que as terras manifestam em relação ao fenómeno, mesmo em superfícies de suaves declives. Tratando-se de solos que recentemente foram submetidos à utilização agrícola, tal problema reveste-se de extrema acuidade.
Do ponto de vista fisiográfico, o município do Sumbe é parte integrante da peneplanície litoral de Angola, que, com uma profundidade variável, se estende ao longo da costa atlântica. Precisamente a faixa norte corresponde, sensivelmente, à sua largura máxima, por coincidir também com o máximo desenvolvimento da Bacia Sedimentar do Queve.
Esta peneplanície, que constitui uma unidade geomorfológica bem definida envolve não só as formações sedimentares, de idades compreendidas entre o Cretácico inferior e o Plistocénico (aplanação litoral) mas também as rochas do maciço Antigo (aplanação sub-litorânea).
O rio N'gunza ou simplesmente Cambongo, apenas deu origem a reduzidas ou mesmo insignificantes orlas de aluviões, em virtude de, quase até à foz, circular através de plataformas de calcários duros que retalharam profundamente.