20/07/2026
Que dia mais maluco. E inesquecível.
Na sexta-feira recebi o temido e-mail da FIFA: meu ticket de credenciamento para a final da Copa do Mundo não tinha sido aprovado. Baque. Cogitei antecipar meu voo e voltar pra casa mais cedo. Fiquei.
Fui para a lista de espera.
Sábado. Nada de novidade. Aliás, péssima perspectiva. Campo lotado, poucas chances de conseguir algo.
Chegou o domingo, dia da final. Apesar de fortemente encorajado pela FIFA a não ir ao estádio sem ter um ticket aprovado, as 8 da manhã já estava a caminho do campo. Chegando ali, uma fila gigantesca para entrar: três horas até chegar ao portão e… acesso negado. Bom, não foi por falta de aviso.
Espera, liga, manda mensagem, tenta aqui e ali, até que, cerca de 1:30 antes do jogo: o ÚLTIMO ticket da lista de espera era meu. Cadeira 101C (um C a caneta, nitidamente improvisado).
Entro, respiro, me recomponho e chego ao gramado. Inacreditável.
Depois de tanto tempo de profissão, não sei realmente porque faço tanta questão de sempre estar nesses eventos. “Já devia ter me acostumado”, penso. Talvez nunca me acostume. Amo estar ali, sentindo o cheiro da grama, o som do toque da chuteira na bola, o barulho da torcida.
Começa o jogo, fotografo e agradeço. Mais uma final de Copa. De quebra ainda cumpro mais uma missão: fazer uma gravação bem mequetrefe do show do Justin Bieber no intervalo pra minha filha.
Segundo tempo, prorrogação, taça, fim. Título da Espanha, minha casa. Emocionante.
Ainda no campo, penso no sufoco desses últimos dias. E noto que valeu a pena cada movimento feito para estar ali ❤️.
Valeu, Copa do Mundo. Nos vemos em 2030.
Obs: um muito obrigado a todos os amigos que tentaram me ajudar de alguma maneira nesses últimos dias. Em especial ao - amigo de longa data e companheiro de trabalho da minha primeira Copa, lá em 2010. Valeu, Martín.