20/12/2021
Professora afastada do cargo por usar hijab no Quebec
aeiou.pt
Flооd / Flickr
Uma lei determina que os funcionários públicos estão impedidos de usar símbolos religiosos como turbantes, kippahs e hijabs.
Fatemeh Anvari, professora do terceiro ano na cidade de Chelsea, no Canadá, foi impedida de dar aulas porque a sua roupa violava a Lei 21 do Quebec, aprovada em 2019. A docente foi transferida para um projeto de alfabetização sobre diversidade e inclusão.
Segundo a Vice, a lei proíbe os funcionários públicos – professores, advogados, agentes da polícia e outros – de usar símbolos religiosos e aplica-se a qualquer pessoa contratada depois de março de 2019.
Esta lei prejudicou desproporcionadamente as mulheres muçulmanas, para quem o ensino é uma carreira popular no Quebec.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro Justin Trudeau disse aos jornalistas que ninguém devia perder o seu emprego por causa da sua religião, mas recusou-se a intervir, dizendo que não queria criar uma luta entre o Quebec e o Governo federal.
Os políticos do Quebeque reiteraram o seu apoio à lei, com o primeiro-ministro desta província, François Legault, a defender que a professora não deveria ter sido contratada de todo.
“A direção da escola não deveria ter contratado esta pessoa, dado o Projeto de Lei 21”, disse Legault, na passada sexta-feira. “E quero lembrar toda a gente que o Projeto de Lei 21 se tornou lei em junho de 2019. Foi votado democraticamente pela Assembleia Nacional. Penso que é uma lei razoável, uma lei equilibrada.”
O despedimento da professora causou alguns protestos na escola. Estudantes e funcionários colocaram fitas e cartazes verdes como uma forma de apoio.
Em agosto de 2019, depois de o ministro da Educação do Quebec ter publicado a fotografia no Twitter ao lado de Malala Yousafzai, um jornalista perguntou-lhe se a ativista poderia dar aulas no Quebec, se assim o desejasse.
O governante respondeu que seria “uma honra” se Malala quisesse dar aulas na região francó