César Coni Fotógrafo

César Coni Fotógrafo Fotografia não é sobre ver é sobre sentir

02/09/2026

Tem gente que ensina sem precisar dar uma aula.

A história da Eula me fez pensar sobre independência. Sobre entender, desde cedo, que a vida nem sempre vai facilitar o caminho e que, muitas vezes, é preciso ir atrás, trabalhar, aprender e construir.

Ela me fez pensar também sobre responsabilidade. Sobre fazer o que precisa ser feito, mesmo quando a vida coloca algumas responsabilidades no nosso caminho antes do que gostaríamos.

Talvez seja esse um dos maiores ensinamentos que algumas pessoas deixam por onde passam: não esperar que a vida simplesmente aconteça, mas participar da construção dela.

Nada cai do céu. Só chuva mesmo.

E o resto, a gente vai construindo.

📍Feira de Domingo, na Vila Santa Cecília, VR RJ.
Referência: em frente ao Cine 9 de Abril.

27/08/2026

Dia desses, na feira de Volta Redonda, procurando histórias, a história da Valdirene me encontrou.

Alguns caminhos começam sem que a gente tenha planejado. Uma necessidade, uma mudança, uma nova fase da vida… e, de repente, aquilo que parecia apenas uma alternativa começa a ganhar outro signif**ado.

Foi assim com o artesanato na vida da Valdirene.

Há 15 anos, ela transforma criatividade em trabalho, encontros em aprendizado e, de certa forma, também encontrou ali um espaço para desacelerar.

E talvez o que mais tenha f**ado da nossa conversa tenha sido algo simples, mas cada vez mais raro: a disposição para escutar.

No meio de tanta pressa, encontrar alguém que ainda gosta de ouvir o outro também é uma história que merece ser contada.

E você, já encontrou algo importante em um caminho que começou por necessidade e não por escolha?

📍 Feira de Domingo né Vila Santa Cecília em Volta Redonda RJ.
Referência: próximo da biblioteca da Vila, perto do Zélia Arbex.

25/08/2026

Às vezes, aquilo que começa como uma forma de aliviar o estresse acaba apontando um novo caminho.

A Jully trabalha em hospital e encontrou na cozinha uma maneira de deixar um pouco do peso dos dias para trás. Sempre gostou de culinária, mas foram os biscoitinhos que começaram a dar mais certo.

Ela chegou a vender no próprio hospital, até que isso foi proibido. Poderia ter parado ali. Mas ela encontrou outro caminho: levou seus doces para a feira e começou a transformar cada conversa, cada cliente e cada elogio em aprendizado.

Ela está há pouco tempo na feira, mas o sonho é grande: abrir o próprio negócio.

E tem uma pequena empreendedora que, de vez em quando, aparece para ajudar a mãe. A filhinha da Jully já parece ter entendido que empreender também pode ser uma brincadeira cheia de possibilidades. ❤️

Mas talvez a maior recompensa da Jully seja mais simples: ver alguém provar algo que ela preparou com tanto carinho.

No fim, talvez seja isso que faça um sonho começar a ganhar forma: colocar um pouco de nós naquilo que fazemos e encontrar quem valorize.

E você? Tem alguma coisa que começou como passatempo ou escape e acabou virando um sonho?

📍Feira de Domingo na Vila Santa Cecília em Volta Redonda.

19/08/2026

“Quem divide, multiplica.”

Maria Alice ensina crochê para várias mulheres do bairro onde mora. E não cobra nada por isso.

Mas, durante a nossa conversa, percebi que talvez o maior pagamento que ela recebe não esteja no dinheiro.

Está na felicidade de ensinar.
Em ver alguém aprendendo.
Em perceber que aquilo que ela sabe pode fazer diferença na vida de outra pessoa.

Ficou nítido para mim que existe um propósito muito maior por trás de simplesmente ensinar crochê.

Talvez ela nem perceba isso.
Mas eu percebi.

Porque quando a gente compartilha aquilo que sabe, não diminui o que tem. Multiplica.

E tem outra coisa nessa história que também me chamou atenção: a Maria Alice chegou até mim por indicação.

Alguém conheceu a história dela e pensou: essa história merece ser contada.

E talvez seja justamente isso que também fazemos quando indicamos alguém: ajudamos a história daquela pessoa a chegar mais longe.

Agora eu quero saber de você: o que você sabe fazer que poderia ensinar a alguém?

📍Rua 33, 431, Vila Rica Tiradentes.

Há lugares que a gente visita.E há lugares que fazem a gente parar.Neste fim de semana, entre trilhas, cachoeiras, fotog...
16/08/2026

Há lugares que a gente visita.

E há lugares que fazem a gente parar.

Neste fim de semana, entre trilhas, cachoeiras, fotografias e um café preparado no meio da natureza, eu me lembrei de uma coisa que talvez tenha sido o motivo de eu começar a fotografar: prestar atenção.

Prestar atenção no caminho.
Na luz.
Nos detalhes.
Nas pessoas.
E também em mim.

E, enquanto eu fazia tudo isso, aconteceu uma pequena marca que signif**a muito para mim: somos mais de 5 mil por aqui.

Demorou. Foi construído aos poucos, com cada fotografia, cada história, cada conversa e cada pessoa que decidiu f**ar.

Talvez essa fotografia seja justamente sobre isso.

Não é apenas uma foto minha.

É uma foto de alguém que continua caminhando, observando e tentando enxergar um pouco mais de sentido nas coisas simples.

Obrigado por caminhar comigo até aqui. ☕️🌿📷

12/08/2026

Andar pela feira de domingo, em Volta Redonda, abre um leque de possibilidades para conhecer histórias.

Dessa vez não foi diferente e, pelas minhas andanças, conheci o Márcio.

Trabalhar é fundamental. Não sei se você já ouviu a frase: “Água parada dá bicho.”

Conversar com um feirante não é uma tarefa fácil. Afinal, envolve muito trabalho, noites sem dormir e, na grande maioria das vezes, muitos clientes ao mesmo tempo.

Mesmo assim, entre uma venda e outra, consegui conversar com ele.

Márcio me contou que sempre trabalhou. Disse que sua vida foi sofrida, mas que nunca deixou de gostar de trabalhar. Falou também sobre pessoas que pedem dinheiro e, quando ele oferece algum tipo de atividade, não demonstram interesse.

Em determinado momento, começou a me dar dicas de como crescer vendendo balas. Começar de baixo, trabalhar, aprender e ir conquistando as coisas aos poucos.

E foi aí que percebi que aquela conversa era muito mais do que sobre vender na feira.

Era sobre não f**ar parado.

Sobre começar com o que se tem.

Sobre entender que nem sempre o caminho será fácil, mas que ainda assim é possível seguir em frente.

Talvez seja isso que o trabalho faça com a gente: além de nos sustentar, ele também nos ensina, nos transforma e nos edif**a.

Saí da feira com um retrato do Márcio, mas também com uma reflexão sobre algo que muitas vezes fazemos todos os dias sem perceber: construir, pouco a pouco, a nossa própria história.

E para você, o que trabalho representa?

09/08/2026

Feliz Dia dos Pais! ❤️

Que mensagem você gostaria de deixar para o seu pai hoje?

06/08/2026

Não sei se você já parou para pensar nisso, mas o trabalho ocupa uma parte importante das nossas vidas.

Mais do que garantir o sustento, ele nos coloca em movimento. Nos desafia, nos ensina, nos faz crescer. Afinal, água parada cria lodo.

Ando por aí conversando com pessoas e conhecendo suas histórias. E, a cada encontro, percebo que trabalhar vai muito além de cumprir uma rotina. É onde encontramos sonhos, persistência, resiliência, aprendizado e, claro, o sustento. A lista poderia ser ainda maior.

É fácil? Nem sempre. Mas faz parte da nossa caminhada.

Olhe para a história do Carlos. Quantas conquistas nasceram do esforço diário, da dedicação e da coragem de continuar quando os resultados ainda não apareciam.

Na vida, muitas vezes precisamos preparar o solo, plantar a semente e cuidar dela com paciência. Existe um tempo entre plantar e colher, e esse tempo também faz parte da construção.

Os frutos podem demorar a aparecer, mas isso não signif**a que nada esteja acontecendo.

Cada dia que passa aprendo mais. E uma das maiores lições é perceber quantas pessoas trabalhadoras e dedicadas existem por aí, construindo suas histórias em silêncio, um dia de cada vez.

E você, o que o trabalho tem ensinado para a sua vida?

📍 Feira do artesanato, Vila Santa Cecília, Volta Redonda, RJ.
Referência: em frente à biblioteca da Vila.
Horários: Sábados e Domingos.

04/08/2026

Às vezes, a vida parece pesada demais.

Há dias em que o cansaço faz a desistência parecer o caminho mais fácil. Mas existem pessoas que nos lembram que, antes de desistir, é possível descansar, respirar e continuar.

A Danielly é uma dessas pessoas.

Mãe de seis filhos, ela enfrentou desafios que muita gente sequer imagina. Quando buscava formas de ajudar no desenvolvimento do filho com deficiência intelectual, encontrou nas fantasias um caminho. O que começou com uma oração, fé e a vontade de cuidar do próprio filho acabou se transformando também em trabalho, sustento e propósito.

Hoje, ela vende doces pelas ruas vestida de personagens. Foi com esse trabalho que ajudou os filhos a chegarem à faculdade. E agora é ela quem está realizando um sonho: cursar Direito.

Mas, acima de tudo, a Danielly deseja ser voz para outras mulheres que ainda acreditam que não existe saída. Sua história mostra que a realidade pode mudar, um passo de cada vez.

Nem sempre o caminho f**a mais fácil. Às vezes, a única diferença entre quem realiza um objetivo e quem f**a pelo caminho é que alguém decidiu não desistir.

Obrigado, Danielly, por compartilhar sua história. Que ela alcance outras pessoas e lembre que fé, coragem e perseverança podem abrir caminhos onde antes só existiam dúvidas.

Qual foi a maior lição que essa história deixou para você?

Endereço

Volta Redonda, RJ

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