08/07/2026
Durante anos, negligenciei a pessoa que mais precisava dos meus cuidados: eu mesmo.
Olhei mais para os problemas dos outros do que para dentro de mim. Vivi acreditando que sempre haveria tempo, que eu era invencível. Mas não somos.
Somos apenas carne, ossos, sonhos e fragilidades. Tentando dar conta da casa, do trabalho, da família, dos amigos… e, muitas vezes, esquecendo de viver.
O que a gente pouco se pergunta é: como eu estou vivendo esses momentos?
Estou comemorando as pequenas conquistas ou apenas riscando tarefas e correndo para a próxima? Estou presente ou apenas existindo?
Percebi que, por muito tempo, fiz da minha vida uma sequência de metas. Nunca me permiti simplesmente viver um momento sem transformá-lo em mais uma obrigação.
No dia 1º de julho, às 21h40, tudo mudou.
Um infarto me apresentou à minha própria vulnerabilidade. Fez entender que de nada adianta querer conquistar mais, se eu não puder aproveitar o que realmente importa.
E não estou falando de dinheiro.
Estou falando de companhia. De abraços. De conversas. De estar presente para quem amamos. De momentos que, quando passam, nunca mais voltam.
Há outros capítulos dessa história que ainda poderiam ser contados, como o tabagismo, mas esse já ficou para trás.
Se você fuma, pare. Se você tem uma família, abrace-a. Se tem amigos, demonstre que eles são importantes.
Porque, de um dia para o outro, você pode estar em uma maca, percebendo que tudo aquilo que parecia urgente deixou de ter importância. E que o que realmente importa é ter a oportunidade de voltar para casa.
Hoje, sou apenas alguém profundamente grato por ter recebido essa oportunidade.
Obrigado à minha família, aos meus amigos e às equipes médicas do HSSM e do HSC. Sem vocês, eu provavelmente não estaria aqui.
💙