01/01/2026
2025,
você chegou como qualquer outro ano.
E por muito tempo, parecia que seria apenas mais um.
Nos seus primeiros meses,
a gente fazia planos, vivia a rotina,
acreditava que o chão era firme.
Nem de longe imaginávamos
o que ainda precisaríamos enfrentar.
Foi no seu último mês
que você virou tudo do avesso.
Trouxe medo, incerteza, noites longas,
esperas silenciosas e perguntas sem resposta.
Você me ensinou o peso de não ter controle.
O cansaço de ser forte quando não se quer.
E o amor em sua forma mais crua:
vigiar, esperar, permanecer.
Mas também foi em você
que eu descobri uma força que não sabia que existia.
Uma fé que ficou mesmo quando tudo tremia.
Uma esperança pequena, diária,
mas suficiente para continuar.
Eu não me despeço de você com raiva.
Me despeço com respeito.
Porque sobrevivi.
Porque seguimos.
Porque, apesar de tudo, ainda há luz.
Deixo em você o medo excessivo,
a culpa,
e a dor que não precisa me acompanhar.
Levo comigo o aprendizado,
o amor que sustenta,
e o desejo profundo de dias simples —
porque agora eu sei
o quanto eles são preciosos.
Adeus, 2025.
Você não foi leve.
Mas não me quebrou.
Com fé,
com cansaço,
e com esperança, seguimos para 2026🤍