28/08/2026
Se eu disser que sonhei com tudo isso aqui, eu estaria mentindo.
Muitas vezes, na minha vida, eu não tive tempo para sonhar, planejar ou sequer almejar tantos detalhes . A vida me exigiu pés no chão e firmeza para seguir. E talvez tenha sido exatamente isso que moldou a minha forma de enxergar o caminho: vencer um dia de cada vez.
E eu não entendo isso como sofrimento, não me entenda mal. Longe disso. Eu chamo isso de evolução.
Posso afirmar, com toda certeza, que em todo o meu processo de vida eu evoluí muito. Em muitos aspectos, em várias camadas e de jeitos diferentes.
A fotografia chegou para mim como um cinzel refinando uma escultura. Ela suaviza, esculpe, molda e revela detalhes que, muitas vezes, eu só consigo compreender depois de algum tempo.
Hoje, estou aprendendo a curtir o caminho.
E já não tenho tanta pressa de chegar a algum lugar, porque entendo que a felicidade está exatamente onde eu me encontro. No caos, nos desencontros, nos recomeços e, principalmente, na necessidade de perceber e alimentar aquilo que realmente importa.
Chegando ao final de agosto, em homenagem ao mês da fotografia, quis deixar registrado aqui esse sentimento que hoje me preenche.
Porque, talvez, a vida não tenha acontecido exatamente como eu imaginei um dia.
Mas ela aconteceu.
E, olhando para trás, consigo perceber o quanto foi bonito chegar até aqui. 🤍