10/09/2026
Uma mulher em paz com seu corpo, meu bem, não quer guerra com ninguém.
Ela segue em frente e abre caminho.
Um corpo cheio de vida, cheio de desejo, cheio de tesão e de amor próprio incomoda.
Incomoda porque é livre. Porque vive da maneira que acredita que deve viver, e não da maneira que disseram que deveria.
Um corpo livre e amado incomoda porque, o tempo todo, a gente aprende a procurar defeitos nele. A mídia nos ensina a comparar, a desejar outro corpo, outra curva, outra forma. E, sem perceber, faz a gente acreditar que existe alguma coisa errada na gente.
Mas afinal, o que é um corpo perfeito pra você?
Esse texto é pra você que está lendo, mas principalmente pra mim.
Pra mim, que ainda me olho todos os dias no espelho procurando alguma coisa errada. Uma curva fora do lugar. Uma parte que poderia ser diferente.
Que padrão é esse?
Coisa esquisita essa coisa de padrão.
Me aceitar como eu sou é um trabalho diário. Um exercício de aprender a viver plenamente nesse veículo que é meu corpo, que me proporciona tantas coisas maravilhosas e me leva a tantos lugares incríveis.
É entender que ele está aqui, inteiro. Pronto para sentir, experimentar, compartilhar amor, desejo, prazer, vida.
E aprender a olhar no espelho e dizer:
EU TE AMO.
EU TE AMO DO JEITINHO QUE VOCÊ É.
Pra mim, amor próprio também é entender que não somos só a forma que aparece no espelho. Somos corpo, mente, espírito, desejos, histórias, marcas, sensações.
É encontrar um equilíbrio entre tudo isso. É confiar na gente. É poder existir sem precisar se medir o tempo todo pela régua do outro.
Eu já fotografei a Carol algumas vezes e, em cada ensaio, ela me surpreende pela naturalidade e pelo respeito com que habita o próprio corpo.
Aprendo muito com ela e com cada encontro que a fotografia me proporciona.
E me sinto muito honrada pela confiança e pela entrega dela diante da minha câmera ❤️📸✨