18/01/2025
Custei a escrever este texto. Logo eu, que tanto gosto de escrever, me vi sem coragem.
Coragem para desprender-me, coragem para mudar o disco, coragem para entender que a felicidade não está na validação externa, mas sim no alinhamento de nossos propósitos e valores. Coragem para desapegar da lucidez e aceitar que, no fundo, somos todos contestadores diante dos medos, dos riscos, dos erros.
Coragem para dizer não, para arriscar, para compreender que, às vezes, ganhamos e, em outras, perdemos. Coragem para encerrar um ciclo — não por orgulho, incapacidade ou soberba, mas porque aquilo simplesmente já não se encaixa mais em nossa vida.
A fotografia sempre estará presente em mim. Ela conta histórias; tem o poder único e precioso de registrar nossas memórias, de nos lembrar quem somos, o que somos e quem amamos. Sempre acreditei que a fotografia me escolheu, mas hoje eu escolho me arriscar, tentar o novo. Como uma boa e típica aquariana.
Para mim, a fotografia não deveria ser apenas tendência, marketing ou feed. Deveria ser essência.
Essência que tanto prezo, que tanto encorajo naqueles que são próximos a mim. Essência para seguir o que faz o coração vibrar.
Hoje, minha vibração está em outros planos — em deixar de ser quem eu era para me transformar em quem eu sou.
À fotografia, ao estúdio, às conquistas, aos desafios, as percas, aos ganhos, às pessoas incríveis que conheci, aos presentes divinos que recebi, aos vínculos, às amizades, à confiança, ao aprendizado, a tudo que a fotografia me proporcionou: o meu muito obrigada, o meu até breve.
Meu sincero agradecimento, acompanhado da plena consciência de que tudo valeu a pena. A missão foi cumprida.
Por hoje o estúdio Adriéli Silva encerrou. 🤍