Elias Alfonso

Elias Alfonso Cobertura fotográf**a de eventos, baladas, revelação de fotos na hora, fotografia de aniversários, formaturas, casamentos, ensaios...

Muito mais do que uma corridaO 1ª ESCO DASH teve uma tarde daquelas que fazem bem aos olhos, com clima agradável, famíli...
18/08/2026

Muito mais do que uma corrida

O 1ª ESCO DASH teve uma tarde daquelas que fazem bem aos olhos, com clima agradável, famílias presentes e crianças descobrindo que correr pode ser ainda mais divertido quando existe alguém que corre lado a lado.
O Dia dos Pais ganhou ali uma tradução muito mais bonita do que qualquer homenagem formal.
Teve pai correndo de mãos dadas com o pequeno e pai carregando no colo quem ainda não descobriu todos os caminhos que os próprios pés podem percorrer. Teve quem precisasse diminuir o passo, quem desse incentivo, quem comemorasse uma chegada como se fosse uma vitória olímpica.
E, em alguns momentos, a figura paterna apareceu onde a vida costuma colocá-la... perto, acompanhando e dando segurança.
A criança correu porque confiou e caminhou porque havia uma mão por perto. Aceitou o desafio porque sabia que, se precisasse, encontraria colo.
Talvez seja assim... nem sempre sabemos exatamente o caminho, mas seguimos porque acreditamos que existe onde buscar amparo.
Foi isso que tornou a ESCO DASH especial. Não foi sobre quem chegava primeiro, foi sobre chegar junto.
Edmund Burke escreveu que uma sociedade se constrói como uma parceria entre gerações. Naquela pista, a ideia ganhou uma forma simples: um adulto e uma criança compartilhando o mesmo percurso, cada um oferecendo ao outro aquilo que tem de melhor.
E há algo a ser dito sobre a Escológica Educação Infantil por escolher esse caminho. Em um tempo em que uma tela resolve boa parte do entretenimento infantil, a gestão decidiu fazer o contrário, tirar as crianças da passividade e colocar famílias em movimento... sem aplicativo, sem avatar e sem filtro. Só presença.
No final, f**aram os abraços, os sorrisos e aquela satisfação de quem cruzou a chegada sabendo que conseguiu.
As fotografias guardaram tudo isso.
Talvez seja preciso olhar com calma para encontrá-lo... uma mão apertando outra, um pequeno no colo, um pai correndo no ritmo do filho, um sorriso que nasceu antes mesmo da chegada. Porque algumas corridas terminam na linha e esta criou memórias.

# # galeria em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/educacao/1689340-1-esco-dash-escologica-15-08

Pai é colo, não personagemNa segunda noite de homenagens, aos pais, na sexta-feira, 14, foi a vez dos pequenos da Educaç...
17/08/2026

Pai é colo, não personagem

Na segunda noite de homenagens, aos pais, na sexta-feira, 14, foi a vez dos pequenos da Educação Infantil da Escola da URI - Santiago/RS subirem ao palco. Nada de solenidade contida: são crianças espontâneas, cada uma do seu jeito. Uma que se esconde, tímida, e a que toma conta do palco, extrovertida e feliz. Cada uma no seu tempo, cada uma procurando, entre tantos rostos na plateia, o pai pra mostrar o que aprendeu.
Professoras e monitoras, com o apoio da equipe gestora, prepararam apresentações simples e bem-humoradas: uma dança que saiu do compasso, um movimento trocado, um riso contagiando a turma inteira no meio da apresentação. E os pais riram, se emocionaram e aplaudiram.
G. K. Chesterton escreveu que o sol nasce todo dia porque Deus nunca se cansa de vê-lo nascer, e que pedir a mesma coisa outra vez é prova de vitalidade, não de tédio. É o que uma criança pequena faz o tempo todo: de novo, pai, de novo. Não existe algoritmo, por mais refinado, que peça de novo com esse mesmo brilho nos olhos.
F**a então a pergunta que a noite deixou solta no ar: um aplicativo ensina a deslizar a tela antes de ensinar a caminhar? Um vídeo em loop segura a atenção antes que um colo segure o corpo? Talvez o trabalho de pai, com seu pequeno, seja justamente resistir à pressa do mundo digital e aceitar repetir, de novo, e de novo, o mesmo colo, a mesma história, o mesmo abraço.
F**a o registro. F**a a imagem. F**a o colo, sempre disponível.

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Pai é verbo, não SubstantivoNa noite de quarta-feira, 12 de agosto, os anos iniciais da Escola da URI - Santiago/RS subi...
17/08/2026

Pai é verbo, não Substantivo

Na noite de quarta-feira, 12 de agosto, os anos iniciais da Escola da URI - Santiago/RS subiram ao palco para celebrar algo que a modernidade insiste em relativizar: a figura paterna. Não um pai de manual de autoajuda, mas os pais de carne e trabalho, com barba, sem barba e mão calejada, de gravata ou bota de campo, cada um à sua maneira, todos convocados ao mesmo salão, tomados pela mesma emoção, pela ternura dos filhos.
Professores, e monitores, idealizaram e ensaiaram, turma por turma, apresentações carismáticas, reflexivas, com o apoio da equipe gestora. O salão vibrou. Crianças declamando, cantando, entregando aconchegos, olhares e sorrisos. E os pais, esses homens que o mundo por vezes ensina a esconder o que sentem, ali, de rosto aberto, com a alegria contagiante, brilhando, sem pedir licença a ninguém.
Roger Scruton chamava de oikophilia esse amor pelo próprio, pela casa, pela família, pelo lar, pelo que é nosso antes de ser de todos. Era isso que se via no salão: não um amor abstrato pela humanidade, mas o amor concreto por aquele pai, sentado naquela cadeira, comovido e emocionado com o filho.
E f**a a pergunta, que a noite sem precisar dizer, deixou pairando no ar: caberá um abraço em alguns pixel's? resistirá uma voz a um áudio de quinze segundos? Nicolás Gómez Dávila escreveu que a técnica promete atalhos e entrega desertos. Formamos crianças cada vez mais hábeis a navegar telas e mundos paralelos, mas seguimos formando mãos capazes de reconhecer o peso real de um abraço, o timbre real de uma voz, a demora real de um olhar? Talvez a melhor forma de preparar para a vida real seja, simplesmente, insistir em vivê-la, todo santo dia, sem intermediários.
F**a o registro. F**a a imagem, roubada à tela por uma noite inteira. F**a, sobretudo, o convite: que a presença vire hábito.

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Retoço de verdade, a noite em que o pago voltou a brilharTerça-feira, 11 de agosto. Bah, tchê, quem disse que universitá...
14/08/2026

Retoço de verdade, a noite em que o pago voltou a brilhar

Terça-feira, 11 de agosto. Bah, tchê, quem disse que universitário não tem estrada batida no peito? Na AFURIS, o frio que cortava lá fora não teve vez, porque lá dentro, o salão ferveu de gauchada.
Abriu a noite o Grupo Comparsita, com aquela cordeona que não pede licença, entra na alma e se instala, feito querência que a gente carrega mesmo longe de casa. E se o Comparsita acendeu o rastilho, foi Leonel Gomez quem tocou fogo no pavio. Nada mais, nada menos.
Não foi festa, foi retomada. Foi o retorno às aulas do 2º semestre na URI Campus Santiago, celebrado do único jeito que se celebra por essas bandas... Com nativismo puro, sem tradução e sem desculpas.
Tem gente que acha que tradição é coisa velha, empoeirada, para guardar no baú. Bobagem. Como bem disse Chesterton, tradição é a democracia dos que já se foram, é dar voto aos nossos avós. E naquela noite fria, os avós votaram junto, bateram palma, rodaram prenda e ergueram o copo.
O Retoço Universitário não pediu licença pra existir. Nasceu sabendo que juventude sem raiz é junco ao vento, bonito, mas sem chão. E chão, aqui, é o que não falta.
F**a o registro, f**am as fotos e f**a sobretudo a certeza que enquanto tiver cordeona tocando, violão sendo dedilhado e prenda dançando, o Rio Grande não esfria e esquenta o peito de quem é da querência.
Que venha o próximo retoço, tchê. Esse foi só o primeiro verso do estribilho.

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Pátria grande, coração maior aindaNo sábado, dia 8, o salão do CTG Os Tropeiros lotou de gente que sabe por que estava a...
13/08/2026

Pátria grande, coração maior ainda

No sábado, dia 8, o salão do CTG Os Tropeiros lotou de gente que sabe por que estava ali. Não foi apenas um baile, foi uma prestação de contas de uma cultura que teima em não morrer.
Homenageou-se o pai. E lá não teve choro de novela nem discurso arrastado, foi aquele respeito seco que o gaúcho carrega no peito e raramente solta pela boca. Burke já dizia que tradição é um pacto entre gerações, os que se foram, os que estão e os que vêm. Naquele salão o pacto ficou visível: o pai olhando o filho pilchado e reconhecendo ali o fruto do que plantou.
Depois vieram as invernadas em pré-estreia, molecada mostrando o resultado de meses de ensaio. Não é enfeite de festa, é disciplina virando dança. Scruton falava que a beleza é o que nos faz sentir em casa no mundo, e cada bota batendo o assoalho confirmava isso: gente jovem se sentindo em casa dentro da própria origem, coisa rara nos tempos de hoje.
Saiu o resultado da Ciranda. Saiu o novo prendado, entre lágrimas seguradas e abraços apertados, porque quem representa uma tradição carrega junto o peso e a honra dela.
A mesa, generosa como manda o costume, fez questão de provar que hospitalidade também se mede pelo tamanho do prato.
E quando o Garotos do Fandango subiu ao palco, o salão virou puro movimento. Gaita puxando, violão respondendo, gente girando até tarde. Ali ficou claro que tradição gaúcha não é peça de vitrine, é festa, é suor, é gente viva dançando o que os antigos deixaram.
As fotos que seguem contam isso melhor que qualquer texto. Um povo que resolveu não deixar sua identidade virar mera lembrança empoeirada. (fotos: Caren Mendes)

Pai não se explica em sermão,
Se prova na estirpe que guarda.
E tradição não é mero brasão,
É fogo que arde e não tarda.

# # galeria em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/tradicionalista/1688013-jantar-baile-de-dia-dos-pais-08-08

Quando a noite pede tempoNo sábado, 08 de agosto, o frio fez questão de lembrar que ainda era inverno. Mas, na Imacolato...
11/08/2026

Quando a noite pede tempo

No sábado, 08 de agosto, o frio fez questão de lembrar que ainda era inverno. Mas, na Imacolato Oliveiras, o frio ficou do lado de fora e lá dentro, a noite ganhou outro ritmo... Mesas ocupadas, taças circulando, conversas que se prolongavam e aquela mistura rara de elegância e espontaneidade que aparece quando as pessoas realmente gostam de estar juntas.
O Queijos e Vinhos, da ABO Santiago e SMS, teve tudo o que uma boa noite pede: queijos, acompanhamentos, vinhos e sopas preparados com cuidado e servidos com uma apresentação que já era um convite antes mesmo da primeira garfada. E, depois dela, o sabor tratou de confirmar o que os olhos haviam prometido.
Há uma razão para vinho e conversa terem atravessado tantos séculos juntos. Para os gregos, o "symposium" era literalmente um “beber juntos”, mas o vinho era apenas parte da experiência. Havia música, amizade, debates, histórias e ideias. O próprio Platão escolheu uma dessas noites como cenário para discutir o amor.
Talvez porque algumas coisas simplesmente não combinem com pressa. Queijo precisa de tempo. Vinho precisa de tempo. A oliveira, símbolo de permanência no Mediterrâneo, parece ter feito do tempo uma espécie de método.
E uma boa noite também.
O mérito começa em quem organiza, pensa os detalhes e cria o ambiente para que tudo aconteça. Por isso, f**a o reconhecimento à ABO Santiago e SMS pela iniciativa e, de modo especial, a toda a equipe da cozinha, que entregou beleza no prato e sabor à altura.
No fim, a melhor harmonização da noite não estava na mesa, estava ao redor dela.
Porque vinho se bebe, queijo se saboreia e boas lembranças - essas, felizmente - levam tempo para amadurecer e, perduram.

# # galeria completa em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/festas/1687408-queijos-e-vinhos-08-06

Antes do golpe, existe o caminhoNo Karatê, nem todo movimento termina em um golpe. Alguns terminam em aprendizado, outro...
10/08/2026

Antes do golpe, existe o caminho

No Karatê, nem todo movimento termina em um golpe. Alguns terminam em aprendizado, outros, em controle, e, os melhores talvez terminem em silêncio... é quando se percebe que ainda há muito a aprender.
Foi assim no sábado, 7 de agosto, no Seminário de Karatê promovido pelo Karatê Shotokan Santiago, por iniciativa do Sensei João Edison Kolbek.
Santiago recebeu André Maraschin, faixa-preta 5º Dan, professor de Educação Física, campeão do Arnold Sports Festival, bicampeão brasileiro, multicampeão gaúcho e integrante da Seleção Brasileira de Karatê. Ao seu lado, o faixa-preta Dion Martinez também compartilhou conhecimento.
Bunkai e Kumite foram além da repetição de movimentos, houve aplicação, controle, distância, velocidade e estratégia. Foi entendido a diferença entre executar uma técnica e saber quando, como e por que utilizá-la.
Gichin Funakoshi, considerado o pai do Karatê moderno e fundador do Shotokan, transformou a arte marcial também em um caminho de formação humana.
Talvez esteja aí a grandeza do Karatê: o corpo aprende primeiro, mas quem precisa evoluir é a pessoa inteira.
Por isso, a iniciativa do Sensei Edison tem valor que ultrapassa um sábado de treinamento. Trazer a Santiago um atleta e professor desse nível é ampliar horizontes e colocar novos conhecimentos diante de crianças, jovens e adultos que escolheram o tatame como espaço de crescimento.
Em um mundo que empurra crianças para as telas, jovens para a ansiedade e adultos para o sofá, movimentar o corpo deixou de ser detalhe, tornou-se necessidade.
E o Karatê oferece mais que movimento: disciplina, concentração, respeito, autocontrole e coragem. Ensina a cair e levantar, avançar e recuar, atacar quando necessário e ter controle para não atacar quando não é preciso.
Porque, no fim, a maior vitória não está em derrubar alguém, está em não precisar fazê-lo para saber do que você é capaz.
Osu. (押忍)

# # galeria em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/artes-marciais/1686978-seminario-de-karate-07-08

Quando o campo começa a questionarNo dia 7 de agosto, o CTG Coxilha de Ronda foi palco de um daqueles debates que não te...
09/08/2026

Quando o campo começa a questionar

No dia 7 de agosto, o CTG Coxilha de Ronda foi palco de um daqueles debates que não terminam quando o microfone é desligado. O 13º Seminário de Agricultura, promovido pelo Sindicato Rural de Santiago, Unistalda e Capão do Cipó e pelo Rural Jovem, colocou na mesa questões que mexem diretamente com quem produz.
A primeira veio pela moega: os 7,5% de royalties. Mais que um percentual, existe uma discussão sobre propriedade, tecnologia, contratos e segurança jurídica. Se a cobrança é legítima, que se explique com clareza. Se há questionamentos sobre sua legalidade e aplicação, que sejam enfrentados. Produtor não pode simplesmente arcar com contas, ilegítimas, quando a safra já está dentro do caminhão.
No mercado do boi, Vitor Gindri mostrou outro ponto decisivo: informação também é patrimônio. Saber quanto vale o quilo do boi gordo antes de negociar muda a posição de quem vende. Quem não conhece o próprio mercado negocia no escuro.
Luiz Carlos Molion trouxe o clima para o centro da conversa. Séries históricas, ciclos, dados e previsões. Mais que concordar ou discordar de suas teses, f**a uma provocação importante: decisões no campo não devem ser tomadas pelo barulho das manchetes, por achismos, mas pela leitura séria dos dados reais e fundamentados.
Antônio da Luz fechou a conta. Juros, crédito, endividamento, política econômica e um produtor espremido entre custos crescentes e decisões tomadas muito longe da porteira. O agro não precisa de romantização. Precisa de previsibilidade, responsabilidade fiscal e condições para produzir.

Burke desconfiava das grandes engenharias feitas de cima para baixo. Bastiat lembrava que aquilo que o Estado concede a uns sai do bolso de outros. O campo conhece essa matemática melhor que qualquer gabinete.

F**a o reconhecimento ao Sindicato Rural pela iniciativa e pela coragem de colocar informação onde poderia haver apenas discurso.
Porque produtor informado não aceita qualquer conta. E quem aprende a fazer perguntas começa a decidir melhor o próprio futuro.

# # Galeria, e fotos a venda, em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/agro/1686781-13-seminario-de-agricultura

O essencial nunca faz alardeHá uma estranha mania de admirarmos apenas o resultado, enquanto desaprendemos a enxergar o ...
04/08/2026

O essencial nunca faz alarde

Há uma estranha mania de admirarmos apenas o resultado, enquanto desaprendemos a enxergar o que o torna possível.
A colheita recebe aplausos, o detalhe é ignorado.
Mas antes do grão existe a flor. Antes da flor, o inseto. Antes do fruto, o vento. Antes do verde, a chuva que ainda nem caiu. Até a tempestade, que tantos enxergam como ameaça, muitas vezes chega carregando a promessa da próxima safra.
A natureza não trabalha por etapas isoladas. Ela constrói uma conversa silenciosa entre coisas que parecem não ter relação.
A abelha nunca conhecerá quem será alimentado pelo que ajudou a produzir. A árvore não verá a sombra que oferecerá daqui a décadas e a nuvem não escolhe onde será lembrada.
E talvez esteja aí a maior lição do campo.
Vivemos procurando protagonismo, quando a vida depende justamente daquilo que quase ninguém nota.
Os detalhes não existem para enfeitar a paisagem, eles são o próprio sustento e os pilares da construção.
Talvez por isso o campo ainda seja um dos poucos lugares capazes de lembrar uma verdade que insistimos em esquecer: toda abundância nasce de uma sucessão de pequenas fidelidades à ordem da natureza.
Quem aprende a enxergar isso deixa de olhar para o agro apenas como produção. Passa a enxergá-lo como um pacto silencioso entre o homem e uma criação que continua funcionando sem pedir licença, sem aceitar atalhos e sem negociar suas próprias leis.

A cultura mora em quem fazEncontros são marcados no calendário, e grandes eventos acontecem porque alguém resolveu traba...
29/07/2026

A cultura mora em quem faz

Encontros são marcados no calendário, e grandes eventos acontecem porque alguém resolveu trabalhar para que eles existissem.
Na tarde de domingo, 26 de julho, o salão do CTG Os Tropeiros foi enchendo devagarinho. Crianças, pais, avós, amigos. Uns atrás da pescaria, outros curiosos com a cadeia e muitos atraídos pelo cheiro das comidas típicas. Quando se percebeu, já não era mais uma festa, era comunidade.
É curioso... a palavra tradição costuma lembrar o passado, mas basta olhar com atenção para descobrir que ela sempre depende de quem acorda cedo no presente.
O Arraiá das Invernadas só ganhou vida porque encontrou mãos dispostas a fazer. A juventude da Invernada Artística Tropeiros da Tradição assumiu a responsabilidade de organizar, servir, receber e cuidar de cada detalhe. O apoio do CTG Os Tropeiros deu chão para que essa ideia florescesse, mostrando que uma entidade tradicionalista continua forte quando abre espaço para que seus jovens também escrevam sua história.
Numa época em que tanto se fala em preservar a cultura gaúcha, talvez valha uma pergunta: preservar como?
Guardando fotografias? Contando histórias? Ou reunindo pessoas para que elas vivam, e criem, novas lembranças?
A resposta estava espalhada pelo galpão.
Cada família que entrou levou um pouco da festa para casa. Cada criança que sorriu descobriu que tradição também pode ter gosto de pipoca, cheiro de café passado e barulho de gargalhada.
À gurizada das invernadas, f**a o reconhecimento. O esforço de vocês arrecada recursos, sem dúvida. Mas entrega algo muito maior: mantém acesa a vontade de continuar pertencendo a este chão.
E pertencimento é dessas poucas riquezas que aumentam toda vez que são repartidas.

** galeria em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/festas/1683829-festa-junina-ctg-os-tropeiros-26-07

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