25/07/2023
Por Aldaci de Souza/Agência de Notícias Alese
Internacionalmente o dia 25 de julho de 2022 marca os 30 anos do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana, Caribenha e da Diáspora, uma data que foi marcada pelo movimento de mulheres negras quando se reuniram, em 1992, em Santo Domingos-República Dominicana para combater o preconceito racial e o machismo, uma luta pelos direitos humanos e o bem viver. No Brasil nesta terça-feira, 25, é comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, por meio da Lei nº 12.987/2014 (“Rainha Tereza” liderou a resistência do povo negro à frente do Quilombo de Quariterê, no Mato Grosso, durante o século XVIII).
As datas são valiosos instrumentos históricos para que a sociedade reflita sobre temas que anda afligem as mulheres negras, a exemplo do racismo, o machismo, a opressão de gênero e a exploração, a baixa representação política, direitos se***is reprodutivos, família, maternidade e paternidade; sexualidade; uma luta que vem desde a escravizaç até os dias atuais.
Brasil
Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que deu visibilidade ao papel da mulher negra na história brasileira. Ela liderou por 20 anos, a resistência contra o governo escravista e coordenou as atividades econômicas e políticas do Quilombo Quariterê, localizado na fronteira do Mato Grosso com a Bolívia. Tereza se tornou a rainha do quilombo após a morte do companheiro, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravizaç por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído e a população foi morta e aprisionada.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população do Brasil é negra 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza. Estudos mostram que as mulheres negras permanecem sendo as mais exploradas e negligenciadas social e economicamente, além de mais atingidas pela violência. O Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2021, mostra que entre as vítimas de feminicídio, 61% eram negras, 36,5% brancas, 0,9% amarelas e 0,9% indígenas. Entre as vítimas dos demais homicídios femininos, 71% eram negra.