O Pé da Letra em Carne Viva

O Pé da Letra em Carne Viva Local de publicação de declamações de poesia e prosa poética e vídeos atinentes.

Grisele Morantt declama vários autores com as respectivas autorizações e mediante critérios restritos de seleção das solicitações.

27/11/2024
26/09/2024

Juan David Nasio/ Psicoanalista argentino en Parìs..

23/08/2024

Celebrating the 104th Birthday of Ray Bradbury

Today, we honor the visionary mind behind timeless classics like "Fahrenheit 451" and "The Martian Chronicles." Ray Bradbury's imagination continues to inspire readers around the world, reminding us of the power of storytelling and the magic of the written word.

Happy Birthday, Ray Bradbury! Your legacy lives on.

23/08/2024
Ê, Manuel!
23/08/2024

Ê, Manuel!

18/08/2024

O PERIGO DE SE NOMEAR
G Morantt

Jordão, bom gaúcho que era, comprou um boizinho às meias com seu genro, a parte dele era para sua festa de 60 anos, a do genro, ganhar uns trocos vendendo o traseiro, e o dianteiro seria para alimentar a família.
Todos os dias pegava seu boizinho e levava ao pasto, sentia-se sozinho e começou a conversar com o animal. Quando alguém perguntava pelo boi dizia que era para o churrasquinho de seu aniversário. Ironia ou não, acabou chamando-o Churrasquinho. Infelicidade dar nome aos bois, Jordão apegou-se ao animal, adiou seu aniversário, inventou mil desculpas para adiar a despedida. Acordava e a primeira coisa que fazia era abrir a janela para ver seu amigo.
Numa manha de sol, feriado nacional, acordou tarde, abriu a janela e não viu Churrasquinho, ouviu vozes no quintal, saiu em disparada, coração saindo pela boca. Não acreditou no que viu – Churrasquinho!
O braseiro pronto, a festa montada, a casa logo estaria cheia, todos para o churrasquinho.
Jordão chorou no parabéns, sentia-se só. Aquela noite não comeu. Não tinha fome.
Conto Breve do livro RETALHOS DE BOLSO, no prelo.

27/11/2023

Eterno Adeus...
Em algum lugar qualquer, uma mulher, um tiro.
Tum, tum, tum, tum, tum...
Em uma viagem, vislumbra, entre os grandes jequitibás
uma libélula voando. Que Cai.
Tum, tum; tum, tum
Uma praça lotada, em meio à multidão, uma lágrima solitária se forma no olho de um homem qualquer. Escorre.
Tum. Tum... Tum...
Num vilarejo pobre e isolado uma jovem dá à luz. Seu quarto filho; ela agradece, ele chora.
Tum... tum...
No palco escuro – silêncio, frio, solidão.
Tum... tum....
A bailarina fecha os olhos, não luta, entrega-se. Paz.
Tum_________________________________________
Foto... Ruth Rodrigues

Endereço

São Paulo, SP

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