13/04/2026
Hoje é um dia muito emocionante para todos e todas que amamos e tivemos o privilégio de conviver com o Lilo. Nesta data, em que celebramos o seu nascimento, queremos pensar um pouco nas muitas dimensões do Lilo — do Lilão — que tantos de nós tivemos a alegria de conhecer.
O Lilo cativava pelo jeito de viver: cheio de amor, atento às pessoas, criando laços por onde passava. Fotografias eram mais do que personagens e pautas para cumprir, pessoas eram histórias reais nas quais ele se identificava e conectava realmente.
Com seu sorriso e suas trapalhadas, desarmava qualquer um. Se organizava à sua maneira e abria espaço para que as pessoas fossem reais, algo caro aos dias de hoje. Brincava com tudo e com todos. Em casa, era pura alegria, especialmente para as crianças, que o adoravam sem esforço.
Era profundamente sensível às pequenas poesias da vida: uma mariposa, um pedaço de metal no chão, paliteiros inundados. E estava sempre cantando, entre uma piada e outra. Reginaldo Rossi, Pink Floyd, Clara Nunes, Bob Marley... Quem não lembra de “A LA LA LA LA LONG”?
O Lilo era um “bagaceiro”, para usar o seu próprio termo. Gostava de comer um “zoião” logo pela manhã e preparar uma “tapioca gourmet”, que achava chique pois levava queijo. Mas chique mesmo era a galinha caipira que ele preparava num ritual sagrado: começava de manhã e só terminava no final da tarde. Uma espera que valia muito a pena.
Apreciava cerveja, cachaça e não dispensava um jogo do Timão. Uma conversa podia atravessar a madrugada, por que era “amigueiro”, bom de papo, especialista em fazer rir.
É esse Lilo que a gente quer lembrar: alguém que segue fazendo arte e fazendo a gente “lilar” por aqui.
A saudade só existe do que nos fez (e ainda faz) bem.
Salve, Lilo! Lilão!