30/05/2026
Numa época em que cada clique era raro e precioso, essas imagens capturam a essência mais pura de quem fomos. Enquanto os grandes fotógrafos da história registravam o Rio de Janeiro e o Brasil com um olhar grandioso e panorâmico (quase distante), o acervo de Rafael nos oferece algo muito mais acolhedor: a perspectiva íntima de quem vivia a paisagem por dentro.
É um trabalho inspirador que nos reconecta com o passado e nos lembra que a verdadeira história de um país não é construída apenas por grandes monumentos ou figuras ilustres, mas pelos sorrisos, pelos encontros e pela vida cotidiana da nossa própria gente.
Em entrevista, Rafael fala sobre a importância de identif**ar e mencionar tudo que for possível nas fotografias: citar nome do fotógrafo, ano da foto e tudo que for relevante nos arquivos que encontra: “A humanidade é majoritariamente anônima, então eu acho que seria muito violento apenas as pessoas célebres serem lembradas. As pessoas comuns do Brasil têm um valor imenso, (...) e a partir desses acervos eu vou construindo algumas séries, como se fossem crônicas brasileiras."
Um exemplo de trabalho espetacular e inspirador! 🤩
O carioca Rafael Cosme tem um acervo de 300 mil imagens garimpadas entre feiras de antiguidades, antiquários, leilões e sebos com registros intimistas de brasileiros anônimos que ajudam a contar a história do Rio e do país.