19/08/2020
Não creio que haja nada mais nosso que o próprio corpo. Ele nos foi dado no momento de nossa concepção. Nosso veículo que nos permite viver, nossa primeira e mais importante casa que temos, do início ao fim de nossa vivência. Com anos trabalhando na fotografia, aprendi muito sobre o corpo e tudo que ele carrega. Nosso corpo é nossa história viva, acertos e erros, amores e cicatrizes. Nosso corpo carrega o fardo de representar quem somos. Acredite, não é pouca coisa. A fotografia e as pessoas extraordinárias que tive e tenho a oportunidade de fotografar me ensinaram a ver o corpo de maneira divinal, como um presente de beleza infinita. Nosso corpo é a maior representação da pura arte, do belo, do divino na terra. Nesse simples momento em que escrevo esse texto meu corpo está executando muitas milhares de operações por segundo. Quando tenho a alegria de ver alguém mudar sua perspectiva sobre o próprio corpo, quando seu corpo passa ser arte, quando seu corpo passa ser motivo de orgulho, quando seu corpo passa a ser motivo de coragem a romper com medos, inseguranças, críticas, sinto que meu trabalho foi realizado da melhor maneira possível. Toda e qualquer pessoa tem o direto de legitimar e amar a sua casa. Agradeço por tanto que me é dado, agradeço as pessoas que me permitem viver de fotografia. Muito obrigado!!