22/05/2026
A Ana e o Christiano chegaram na praia sem precisar parecer nada além do que já são.
Só eles, a luz dourada do início do dia, o vento bagunçando o cabelo e essa calma bonita de quem sabe que algo muito importante está prestes a acontecer.
E talvez seja exatamente por isso que eu amo a fotografia documental.
Porque ela me lembra, o tempo todo, que o amor mora nas coisas pequenas.
No olhar distraído.
No riso que vem antes da foto.
No toque sem perceber.
No silêncio leve entre um abraço e outro.
Amanhã eles dizem “sim”.
Mas antes existiu esse instante suspenso no tempo.
Quase como um respiro antes da vida mudar de fase.
E agora, de algum jeito, tudo isso continua existindo.
Em luz, vento, memória e fotografia.