12/06/2026
O amor tem uma luz própria.
Não a luz perfeita, calculada ou impecavelmente equilibrada. Mas aquela que acolhe. A que transforma uma casa em lar, uma noite comum em lembrança e dois corações em abrigo um para o outro.
Para este ensaio, escolhi preservar exatamente isso.
A luz dos pendentes acesos. Os tons quentes que preenchiam o ambiente. A atmosfera íntima de quem encontra conforto na presença do outro.
Porque, às vezes, a fotografia não precisa reproduzir apenas o que os olhos enxergaram. Ela precisa traduzir aquilo que o coração sentiu.
E o amor, para mim, sempre teve tons quentes.
Tem a cor do café compartilhado sem pressa. Das conversas que atravessam a madrugada. Dos abraços demorados depois de um dia difícil. Dos beijos distraídos na cozinha enquanto a vida acontece do lado de fora.
Vivemos cercados pela ideia de que o extraordinário precisa ser grandioso. Mas talvez as histórias mais bonitas sejam aquelas construídas nos pequenos gestos, nos silêncios confortáveis e na escolha diária de permanecer.
Amar é encontrar aconchego.
É descobrir que existe alguém capaz de fazer qualquer lugar parecer casa.
E foi essa sensação que busquei eternizar através destas imagens.
A escolha pelos tons mais quentes não foi um acaso. Foi uma forma de preservar a verdade daquele instante. A luz que preenchia o ambiente era a mesma luz que envolvia aquele casal: suave, acolhedora e cheia de presença.
Porque algumas fotografias não pedem neutralidade.
Pedem sentimento.
Pedem verdade.
Pedem que a memória permaneça exatamente como foi vivida.
Neste Dia dos Namorados, desejo que o amor continue sendo isso: menos sobre perfeição e mais sobre presença. Menos sobre grandes acontecimentos e mais sobre os pequenos refúgios construídos a dois.
Que nunca faltem mãos para segurar, olhares para encontrar e corações dispostos a permanecer.
Porque, no fim, amar é isso:
É reconhecer, no abraço do outro, a sensação mais bonita de todas.
A de estar em casa. 🤍