07/03/2026
VERGONHA EM QUADRA: O VÔLEI FEMININO DO FLAMENGO DESAPARECEU
A derrota por 3 sets a 0 para o Minas Tênis Clube não foi apenas um tropeço. Foi uma aula. Uma aula dolorosa de voleibol que escancarou a enorme distância entre um time organizado, competitivo e comprometido — e um Flamengo perdido, apático e sem reação.
O que se viu em quadra foi constrangedor. Não foi simplesmente perder. Foi perder sem jogar absolutamente nada.
O time que começou o campeonato com boas atuações simplesmente desapareceu. Desde a contusão de Simone Lee e a saída de Laís Vasques da rotação, a equipe entrou numa queda livre assustadora. A liderança do campeonato foi embora e, mantido o nível atual, o Flamengo corre sério risco de terminar a competição apenas em quarto ou quinto lugar — um resultado vexatório para quem começou a temporada como candidato ao título.
Mas o problema vai muito além das ausências.
As jogadoras parecem desmotivadas, desconectadas do jogo e, em alguns momentos, completamente perdidas dentro de quadra. Falta intensidade, falta concentração e sobra erro. Muito erro.
Tainara Santos, que chegou cercada de expectativa, está longe de justificar o rótulo de promessa. Sua passagem pelo Flamengo até aqui é decepcionante. Contra o Minas, foi praticamente uma peça nula em quadra, errando em sequência e sem conseguir mudar o rumo da partida.
Geovana Dias começou o campeonato em bom nível, mas sua queda de produção é evidente. Ontem, também esteve muito abaixo do que já demonstrou ser capaz de jogar.
Enquanto isso, algumas jogadoras parecem existir apenas para compor o banco. Camila Mesquita quase não recebe oportunidades. Em um momento de crise técnica evidente, causa estranheza que a comissão técnica insista sempre nas mesmas soluções — que claramente não estão funcionando.
E aí chegamos ao ponto central.
O comando técnico.
Bernardinho é, sem dúvida, um dos maiores nomes da história do voleibol mundial. Sua trajetória fala por si. Mas passado não ganha jogo. Prestígio não vira ponto em quadra.
O que se vê hoje é uma comissão técnica sem respostas. Um time desorganizado, sem padrão de jogo e sem poder de reação.
Talvez esteja na hora de uma reflexão dura, porém necessária: será que Bernardinho ainda consegue extrair o melhor de suas equipes como antes?
O Flamengo é grande demais para apresentar um voleibol tão pequeno.
Se quiser continuar sonhando com algo nesta competição, o clube precisa reagir imediatamente. Precisa de atitude, precisa de ajustes e, principalmente, precisa voltar a jogar voleibol.
Porque o que vimos ontem não foi Flamengo.
Foi uma vergonha.