19/08/2026
Hoje é o Dia Mundial da Fotografia.
E, justamente hoje, eu perdi minha sogra.
Talvez nunca tenha existido um Dia da Fotografia em que eu tenha entendido tanto o signif**ado dessa profissão.
Hoje, em meio à tristeza, precisei procurar fotografias dela.
Encontrei fotografias que fiz dela com meu marido e com meu filho. Fotografias que, há alguns anos, eu mesma insisti para que a gente fizesse.
Naquele momento, eram apenas fotografias de família.
Hoje, são memórias.
Nessas fotografias, ela ainda está aqui.
Está o sorriso.
O olhar.
O jeito dela.
Os abraços.
A presença.
E eu fiquei pensando em quantas vezes a gente adia uma fotografia.
“Depois a gente marca.”
“Quando todo mundo puder.”
“Quando as crianças estiverem maiores.”
“Quando houver uma ocasião especial.”
Mas a verdade é que a vida já é a ocasião especial.
A gente fotografa porque o tempo passa.
Porque os filhos crescem.
Porque os avós envelhecem.
Porque as famílias se transformam.
E porque, um dia, uma fotografia pode ser tudo o que teremos de um abraço que não podemos mais receber.
Hoje eu olho para essas imagens de um jeito diferente.
Elas não diminuem a saudade.
Mas me permitem voltar por alguns segundos.
E que presente é poder voltar.
Hoje, mais do que nunca, eu entendo que fotografar é uma forma de cuidar do futuro.
É deixar para quem f**a um lugar para onde voltar quando a saudade apertar.
Por isso, se existe alguém que você ama e pensa em fotografar “qualquer dia desses”...
Não espere.
Fotografe.
Registre o abraço.
O sorriso.
As mãos.
As pequenas coisas.
Registre sua família exatamente como ela é hoje.
Porque o tempo leva muita coisa.
Mas algumas memórias podem f**ar para sempre.
Hoje, no Dia Mundial da Fotografia, eu agradeço ainda mais profundamente por ter escolhido essa profissão.
E, principalmente, por ter insistido naquele ensaio. 🤍