03/10/2025
Gordon Parks: A Câmera Como Arma Contra o Racismo
Amanhã, dia 4 de outubro, abre no IMS Paulista a primeira retrospectiva de Gordon Parks no Brasil - e a maior já realizada na América Latina.
São 200 fotografias que contam não apenas a história de um fotógrafo excepcional, mas a história da luta negra por dignidade nos Estados Unidos do século 20.
E por que você, fotógrafo brasileiro, deveria conhecer profundamente Gordon Parks?
Porque ele provou que a fotografia pode ser simultaneamente arte, documento histórico e arma política. E fez isso sem jamais desumanizar seus retratados.
Esta não é apenas mais uma exposição. É um encontro com a história, a chance de ver, presencialmente, o trabalho de quem usou a câmera como arma contra a injustiça sem perder a humanidade. É a oportunidade de entender como fotografia, política e arte coexistem sem que uma diminua a outra.
Como pontua a curadoria:
“A exposição é um reencontro com a história negra americana, mas também com um dos mais importantes fotógrafos do século XX, aquele que melhor documentou como a dignidade, o autocuidado e a beleza se tornaram formas de resistir a um sistema que desejava o aniquilamento de pessoas negras.”
Gordon Parks: a América sou eu - primeira retrospectiva no Brasil e maior da América Latina. O que você vai encontrar:
* 200 fotografias (décadas 1940-1970)
* Séries icônicas: American Gothic, De volta a Fort Scott, Muçulmanos Negros
* Retratos de Malcolm X, Martin Luther King, Muhammad Ali
* Imagens inéditas do Brasil
* Filmes Shaft e Flavio
Curadoria: Janaina Damaceno, Iliriana Fontoura Rodrigues e Maria Luiza Meneses
Matéria em parceria com a Obscura. Texto de