Registro a poesia que se esconde entre o concreto, os rios, o caos e a leveza que vive no Recife, minha cidade natal. Andar pelas ruas do Recife é como sair em busca de um diálogo íntimo entre eu e a cidade, esperando que ela me mostre o que há de verdade em cada esquina. É como faço minhas fotografias de rua, como um flâneur, que perambula com inteligência e imerso na observação do que existe em
volta, permitindo um olhar sincero, sem imergir no caos frenético que a cidade grande oferece. Iniciei meus trabalhos usando a câmera do meu celular e comecei a treinar meu olhar fotográfico com o que tinha nas mãos e na alma. Tenho uma paixão especial por fotografias em preto e branco/luz e sombras, que é a minha característica estética de trabalhar com a fotografia. Participei da primeira exposição fotográfica em grupo pela Faculdade FAMA - ESM, que tratou o tema “Olhar”, que buscava revelar – em fotografias de retrato e P&B – olhares carregados de histórias, ganhando o terceiro lugar pela melhor foto, concorrendo com 35 fotografias expostas. Estudo Publicidade e Propaganda e seguirei carreira na área de Social Media e no eixo da fotografia artística, me especializando no seguimento da fotografia e imagem/fotografia em preto e branco. A beleza a ser registrada está em cada esquina da cidade. Eu saio em busca dela.
“Entre as muitas maneiras de combater o nada, uma das melhores é tirar fotografias, atividade que deveria ser, desde muito cedo, ensinada às crianças, pois exige disciplina, educação estética, bons olhos e dedos seguros.”
Passagem do conto de Júlio Cortazar “Las babas del Diablo”
Kamila Ataíde, 21 anos, Recife.