O chimarrão ou mate é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul. É um hábito legado pelas culturas indígena. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água morna. O termo mate sinônimo de chimarrão, é mais utilizado nos países de língua castelhana. O chimarrão é montado com erva-mate moída, adicionada de água quente (sem ferver). Tem gosto mais ou menos amargo,
Um
aparato fundamental para o chimarrão é a cuia, vasilha feita do fruto do porongo. O outro talher indispensável é a bomba, um canudo de cerca de seis a nove milímetros de diâmetro e cerca de 25 centímetros de comprimento, em cuja extremidade inferior há uma pequena peneira do tamanho de uma moeda e, na extremidade superior, um bocal. Estudos detectaram, na bebida, a presença de muitas vitaminas na erva-mate que auxiliam na digestão e produz efeitos antirreumático, diurético, estimulante e laxante, O consumo da erva-mate está relacionado também ao poder que ela tem de estimular a atividade física e mental, atuando beneficamente sobre os nervos e músculos, combatendo a fadiga, proporcionando a sensação de saciedade. O chimarrão pode servir como "bebida comunitária", apesar de alguns aficionados o tomarem durante todo o dia, mesmo a sós. Embora seja cotidiano o seu consumo doméstico, principalmente quando a família se reúne, é quase obrigatório quando chegam visitas ou hóspedes. O chimarrão é símbolo da hospitalidade sulista: quem chega como visita em uma casa dessa região, é logo recebido com uma cuia de chimarrão. Então assume-se um ar mais cerimonial, embora sem os rigores de cerimônias como a do chá japonês. Isso é interpretado poeticamente como você desejar algo de bom para a pessoa ao lado e, consequentemente, às outras que também irão beber o chimarrão. Não se esqueça de tomar o chimarrão totalmente, fazendo a cuia "roncar". Se considera uma situação desagradável quando o chimarrão é passado adiante sem fazer roncá-lo.