26/01/2023
Paixão Côrtes foi sem dúvida um dos homens mais importantes da história do Rio Grande do Sul. Agrônomo, folclorista, artista, escritor e pesquisador, foi ele que, a partir dos 20 anos de idade, começou a catalogar a cultura do Rio Grande que estava sendo apagada pelo tempo. Resgatou a música, a dança, a vestimenta e a culinária, bem como as tradições do nosso estado. Foi um dos fundadores do primeiro CTG (Centro de Tradições Gaúchas), em 1948. Paixão Côrtes foi ainda responsável pela abertura de mercado da ovinocultura no Rio Grande do Sul. Ele trouxe da Europa novos métodos e tecnologias de tosquia, desossa e gastronomia, além de incentivar o consumo de carne ovina.
Eduardo Kobra, artista natural de São Paulo e com trabalhos em mais de 30 países nos cinco continentes, veio à Capital gaúcha para ilustrar, em uma parede de 10 metros de altura e 16 de largura, um retrato de Paixão Cortês. A obra, em um espaço multiuso no Quarto Distrito, reproduz a escultura icônica “O Laçador”, de Antônio Caringi, para a qual o grande folclorista gaúcho serviu de modelo.
Os fotógrafos do VELVET tiveram a honra de fotografar este grande personagem do Rio Grande em 2012. Após a finalização de um trabalho, quando perguntado se posaria para um retrato, a resposta foi curta e direta: "Claro guri!"