20/04/2024
Nem velho, nem jovem, nem santo, nemputo
Meu preto é do luto das dores que chovem
As nuvens se movem nas minhas retinas
Lunares meninas me bebem, mefumam
Em fases assumam meu peito em ruínas
Planaltos, campinas entre outros lugares
Pousadas e bares, estradas, esquinas
Minguantes meninas me sangram, me comem
Feito lobisomem, minha alma destrincha
Solidão de bicho, coração de homem
Raposas carcomem nas ruas as sobras
Corujas e cobras na escuridão somem
Que em meu abdômen medos se acomodem
E os desejos rodem feito bailarinas
Flutuantes meninas me findam, mefodem