Gabriela Borgo

Gabriela Borgo As fotografias aqui são sobre almas. São sobre amar, sentir e se permitir. Método REFLEXOGRAFIA. As fotografias aqui são sobre pessoas e sentimentos reais. SINTA.

Por isso te convido a PERMITIR-SE SENTIR. Chore. Grite. Abrace. Dance se estiver com vontade. Ria. P**e. Ame-se. Olhe-se. Deixe a lágrima cair. Elogie-se. Respire fundo. Mas por favor, SINTA. SINTA o choro, o grito, o abraço e a dança. SINTA o riso e o seus pés deixarem o chão quando pular. SINTA aquela lágrima cair. Elogie-se com a alma e SINTA, mesmo que por um momento o ar que você está respirando. Apenas, PERMITA-SE SENTIR.

Esse é um post um pouco diferente do que costumo compartilhar por aqui.Mas talvez ele converse genuinamente com você aí ...
25/05/2026

Esse é um post um pouco diferente do que costumo compartilhar por aqui.
Mas talvez ele converse genuinamente com você aí do outro lado.

Eu lembro exatamente quando ganhei meu primeiro equipamento fotográfico.
Uma câmera prata da Kodak, acredito que o modelo KB10, lá pelos anos 2000. Eu tinha 7 anos.

Lembro da emoção que senti naquele dia.
E também tenho pequenos flashes das primeiras fotos: meu irmão dentro do carro durante as viagens para a praia, as tardes com os amigos no colégio, detalhes aleatórios que, por algum motivo, pareciam importantes para mim.

Aquilo virou minha forma de olhar o mundo por muito tempo.
Talvez minha forma de guardar pequenas surpresas do dia.
De perceber detalhes que passavam despercebidos para quase todo mundo.

Tenho muitas dessas fotografias guardadas até hoje.
Não apenas para lembrar de uma época, mas para lembrar da inocência de fotografar sem esperar um resultado específico. Sem precisar que tudo fosse perfeito.

Minha filha, Sophie, talvez por crescer vendo a fotografia tão presente na minha vida, me pediu uma câmera.
E é claro que eu daria.

Ver ela descobrindo o mundo através de uma lente é quase como me enxergar fora do corpo.

É óbvio que, com quatro anos, ela ainda não entende sobre composição, enquadramento ou as regras que a fotografia, às vezes, tenta impor.
Mas é engraçado perceber que justamente através dos olhos dela eu tenho parado para sentir mais a fotografia outra vez.

Perceber o que nem sempre é visível.
Voltar a olhar sem tanta pressa.
Sem precisar transformar tudo em performance.

E talvez seja isso que eu queria te dizer hoje:

Às vezes, tudo o que uma criança precisa é de um pequeno incentivo para que algo grandioso floresça lá na frente.

Meus pais nunca mediram esforços para me apresentar possibilidades.
E espero conseguir fazer o mesmo com a Sophie, um pouco por dia.

Então, se eu puder te desejar algo, é isso:
quebre seus próprios preconceitos sobre o que é válido, bonito ou possível.
Apresente o mundo aos seus filhos.

Porque às vezes aquilo que parece pequeno hoje…
vira a forma que alguém encontra de enxergar a vida inteira

Diferente do espelho, a fotografia não devolve apenas aquilo que mostramos ao mundo.Às vezes devolve até aquilo que tent...
14/05/2026

Diferente do espelho, a fotografia não devolve apenas aquilo que mostramos ao mundo.
Às vezes devolve até aquilo que tentamos esconder da gente mesma.

E talvez seja exatamente por isso que tantas pessoas tenham dificuldade em se enxergar em uma foto.

Não porque não sejam bonitas.
Mas porque quase nunca estamos preparados para nos ver além da versão que acostumamos sustentar.

A vida inteira aprendemos a escolher lados.
Ser forte ou sensível.
Ser racional ou intensa.
Ser segura ou vulnerável.

Mas ninguém é feito de uma coisa só.

Existe delicadeza até nas pessoas mais rígidas.
Existe exaustão em quem parece inabalável.
Existe silêncio em quem vive falando.
E existe uma certa solidão até em quem aprendeu a ser admirado.

A fotografia tem esse poder quase desconfortável de colocar tudo isso na mesma imagem.

Ela não registra apenas um rosto.
Ela registra camadas.

Talvez o mais difícil disso tudo, não seja ser visto pelos outros.
Talvez seja aceitar a própria complexidade sem precisar reduzir tudo a uma única versão de si.

Como fotógrafa, percebo cada vez mais que fotografar alguém não é sobre criar uma imagem bonita.
É sobre permitir que a pessoa se encontre em um lugar onde normalmente não se observa.

Da câmera para os stories. Dos stories para o feed.E, no meio disso tudo, uma pergunta que me acompanha desde a faculdad...
05/05/2026

Da câmera para os stories. Dos stories para o feed.
E, no meio disso tudo, uma pergunta que me acompanha desde a faculdade, há pelo menos 10 anos:

O que é arte?
E talvez mais difícil ainda: o que deixa de ser?

Hoje, durante um dos nossos passeios, esse assunto apareceu quase sem esforço.
Não chegamos a uma conclusão, e talvez nem fosse possível ali, naquela conversa.

Será que estamos vivendo uma banalização da arte?
Ou só estamos mais próximos dela do que antes?

Andy Warhol dizia que “a arte é aquilo que você consegue fazer escapar”.
Marcel Duchamp, quando expôs um mictório como obra, mudou completamente a forma de pensar o que pode ou não ser arte.

Hoje, com tanta informação e acesso, dá uma sensação estranha de que, com um pouco de estudo, conseguimos chegar muito perto do que vemos em uma galeria.

E isso levanta outra questão, se é possível aprender, replicar, reproduzir, o que sustenta o valor da arte?

Às vezes parece que tudo já foi feito.
Que tudo já foi visto.
Que tudo já foi sentido.

E aí surge aquela dúvida silenciosa:
por que o que foi feito há 100, 200 anos nos parece tão grandioso, enquanto hoje muita coisa soa repetida?

Se colocarmos lado a lado dois artistas contemporâneos, tecnicamente bons, com propostas parecidas, o que faz um ser reconhecido como arte e o outro não?

Quem decide isso?

O mercado?
A crítica?
O tempo?

Por que Vincent van Gogh, que quase não teve reconhecimento em vida, hoje é um dos nomes mais fortes da história, enquanto Paul Signac, igualmente importante, não ocupa o mesmo espaço?

Talvez porque, como dizia Arthur Danto, o que define algo como arte não está só no que vemos.

Tem algo que não é técnica.
Que não dá para copiar.
Que não está só na execução.

E talvez seja justamente aí que a arte exista.

Como fotógrafa, isso sempre volta para mim.
Entre saber fazer e saber olhar.
Entre registrar e dizer alguma coisa com aquilo.

Porque, no fim, quem pode dizer que um retrato não é arte?

John Berger escreveu que ver vem antes das palavras.
Talvez a arte também venha antes de qualquer definição.

E talvez o erro esteja justamente em tentar definir.

Nossos ensaios sempre foram sobre isso: não criar personagens, mas revelar quem somos naquela janela do tempo. Sempre co...
22/04/2026

Nossos ensaios sempre foram sobre isso: não criar personagens, mas revelar quem somos naquela janela do tempo.

Sempre conversamos sobre como a fotografia pode congelar uma máscara ou devolver alguém a si mesmo.
Temos a mesma premissa quando falamos de mulheres e o tempo: as rugas não são inimigas. São marcas de expressão, de noites mal dormidas com recém-nascidos, de risos compartilhados, de preocupações superadas.

E assim como eu, acredito que ela também concorde que nenhum laser dá a profundidade que o tempo sabe entregar.

O mundo prega que precisamos parecer sempre impecáveis, joviais, “apresentáveis”.
Mas há uma beleza que não se mostra, e sim, se VIVE.
Ela está no cansaço que virou resiliência, na linha fina que veio de tanto estudar, no olhar calmo de quem aprendeu a não correr atrás daquilo que é apenas passageiro.

Como falei a ela, talvez esse seja o ensaio que eu mais tenha amado ter feito dela, apenas eu e ela e as nossas reflexões.

Esse ensaio é sobre isso.
Sobre não ter que ostentar para ser levada a sério.
Sobre a credibilidade que vem de dentro, não do filtro.
Sobre envelhecer com a verdade intacta, ainda que a pele conte outra história.

Como Clarissa Pinkola Estés lembra:
“A alma não envelhece. Ela aprende.”

E essa aprendizagem transborda no jeito que uma mulher para diante da câmera depois de certa idade, sem medo de ser quem é.

Nossos ensaios sempre foram sobre isso: não criar personagens, mas revelar quem somos naquela janela do tempo. Sempre co...
22/04/2026

Nossos ensaios sempre foram sobre isso: não criar personagens, mas revelar quem somos naquela janela do tempo.

Sempre conversamos sobre como a fotografia pode congelar uma máscara ou devolver alguém a si mesmo.
Temos a mesma premissa quando falamos de mulheres e o tempo: as rugas não são inimigas. São marcas de expressão, de noites mal dormidas com recém-nascidos, de risos compartilhados, de preocupações superadas.

E assim como eu, acredito que ela também concorde que nenhum laser dá a profundidade que o tempo sabe entregar.

O mundo prega que precisamos parecer sempre impecáveis, joviais, “apresentáveis”.
Mas há uma beleza que não se mostra, e sim, se VIVE.
Ela está no cansaço que virou resiliência, na linha fina que veio de tanto estudar, no olhar calmo de quem aprendeu a não correr atrás daquilo que é apenas passageiro.

Como falei a ela, talvez esse seja o ensaio que eu mais tenha amado ter feito dela, apenas eu e ela e as nossas reflexões.

Esse ensaio é sobre isso.
Sobre não ter que ostentar para ser levada a sério.
Sobre a credibilidade que vem de dentro, não do filtro.
Sobre envelhecer com a verdade intacta, ainda que a pele conte outra história.

Como Clarissa Pinkola Estés lembra:
“A alma não envelhece. Ela aprende.”

E essa aprendizagem transborda no jeito que uma mulher para diante da câmera depois de certa idade, sem medo de ser quem é.

Ser mãe pode (e DEVE) ser um ato de amor próprio. Pode ser que você já tenha ouvido a premissa de que, quando nasce um f...
17/04/2026

Ser mãe pode (e DEVE) ser um ato de amor próprio. Pode ser que você já tenha ouvido a premissa de que, quando nasce um filho, a mulher teria que desistir de muita coisa: dos sonhos, da carreira.

Mas eu me recuso a seguir essa regra e imagino que muitas de vocês também.

Quando me tornei mãe, decidi que NÃO daria adeus às minhas paixões. Eu sempre soube que deixaria minha filha me ver realizando coisas. Ela me veria nervosa para aquela apresentação importante, dançando de salto na sala depois de um dia cansativo e esbanjando um sorriso largo enquanto ainda tenho mil coisas a resolver. Em tantos momentos tenho certeza que sou força e diversão para ela, ambas com a mesma intensidade.

Mas não sejamos hipócritas, às vezes bate um frio na barriga, uma culpa imensa por não conseguir dar atenção a tudo. Mas é exatamente aí que ela, mesmo nem sabendo, me inspira a dar mais de mim, com cada abraço apertado, cada “quando eu crescer quero ser igual a você” me lembrando por que tudo isso vale a pena.

Quero mostrar e ensinar que cuidar de alguém também passa por cuidar dos próprios sonhos.

Quando uma mãe voa pelos próprios sonhos, cria asas para que os filhos voem também, como sempre diz MINHA MÃE.

A gente não vive duas vidas, vive uma vida inteira, plena, com a maternidade e os sonhos andando lado a lado, as vezes mais bagunçados, as vezes mais intensos, mas SEMPRE por INTEIRO.

Teve um momento em que eu não sabiase o que eu sentia era um sonhoou só medo de ficar parada.Fui assim mesmo.Sem mapa.Se...
10/04/2026

Teve um momento em que eu não sabia
se o que eu sentia era um sonho
ou só medo de ficar parada.

Fui assim mesmo.
Sem mapa.
Sem certeza.
Só com uma coisa dentro do peito
que não me deixava parar quieta.

Aprendi que Deus não entrega o caminho inteiro de uma vez.
Ele entrega um passo.
E espera pra ver se você confia o suficiente
pra dar.

Dei.

Me perdi em algumas esquinas.
Chorei em outras.
Mas cada curva que eu não planejei
me trouxe pra um lugar que eu não saberia
nem pedir.

O propósito não é o destino.
É quem você se torna
enquanto caminha até ele.

Um texto que diz muito sobre o olhar enxergando ela.

Você deu vida.Mas você não pode esquecerque antes de ser mãe —você já era vida.Tem dias que você some dentro dessa palav...
07/04/2026

Você deu vida.

Mas você não pode esquecer
que antes de ser mãe —
você já era vida.

Tem dias que você some dentro dessa palavra.
Mãe.
Tão bonita. Tão pesada. Tão inteira.
Que às vezes não sobra espaço pra mais nada.
Nem pra você.

Mas eu preciso te dizer uma coisa:

A melhor coisa que você pode fazer pelo seu filho
é não desaparecer por ele.

Porque ele não precisa só de uma mãe.
Ele precisa ver uma mulher que se olha.
Que se cuida.
Que existe fora do abraço que dá.

Filho é vida.
Mas você também é.

E vidas não se apagam.
Vidas se fotografam.
Se registram.
Se lembram.

Poucas vezes em todos esses anos on-line, compartilhei da minha vida pessoal.Talvez porque eu sempre tenha acreditado qu...
15/03/2026

Poucas vezes em todos esses anos on-line, compartilhei da minha vida pessoal.

Talvez porque eu sempre tenha acreditado que a vida, antes de tudo, é feita para ser vivida.
Talvez também porque a exposição excessiva nunca tenha me encantado muito.
Ou porque, de alguma forma, sempre senti vontade de guardar coisas só para mim.

Mas também sei que dividir histórias cria pontes. Aproxima.
E faz com que, mesmo separados por uma tela, possamos caminhar juntos por alguns pensamentos sobre a vida.

E nesses últimos dias fiquei pensando:

O que da minha vida pessoal realmente faria sentido trazer para cá?

Desde que me conheço por gente, eu viajo.

As vezes para outros lugares do mundo. Outras vezes para dentro dos meus próprios pensamentos, esses os quais me levam a lugares que nem conseguiria explicar.

Viajei muito em família.
Já viajei apenas com meu irmão.
Já viajei apenas com o marido.
Já viajei com amigos.

É sempre tive a sensação de que viajar é um encontro delicado com o desconhecido.
Não importa se estamos acompanhados, ou sozinhos.

E essa viagem foi apenas com a família que eu decidi construir. Eu, meu especo, e a nossa pequena grande Sophie.

Foi um ano inteiro sonhando com ela. Idealizando. Descobrindo aos poucos o que um dia viveríamos.

Assistimos filmes. Documentários. Conversamos com amigos. Ouvimos histórias. Coletamos dicas.

De alguma forma fomos nos preparando.

Mas a verdade é que nada prepara completamente o coração para uma viagem.

Entre nevascas, voos remarcados, aquele frio na barriga e pequenos medos, saímos com o coração aberto para tudo que poderia acontecer. Mas talvez o momento mais especial de toda tenha sido observar o coração mais puro do mundo nos mostrando aquilo que nós, adultos, deixamos escapar.

A curiosidade de tocar na neve, sem se preocupar se estava um pouco suja ou fria demais.

O frio na barriga de entrar em um metrô pela primeira vez.

O olhar atento para o chão, capaz de encontrar encanto até em uma folha com pequenas carinhas do Mickey.
Foi ali que entendi algo muito simples.

Talvez viajar nao seja apenas sobre conhecer lugares. Talvez viajar seja sobre CONTEMPLAR.

Essa semana, em uma conversa profissional sobre paixão, fotografia, vídeo, composição e direção, um comentário ocupou um...
27/02/2026

Essa semana, em uma conversa profissional sobre paixão, fotografia, vídeo, composição e direção, um comentário ocupou um triplex na minha cabeça. Hashahsha.

“Você é bem diferentona.”

Essa foi a frase.

O contexto era mais ou menos esse: meu desprendimento com equipamento, regras rígidas de composição, luz e todas aquelas coisas que, teoricamente, definem uma boa ou excelente fotografia.

A verdade é que eu nunca tive a intenção de ser a fotógrafa com o melhor equipamento ou com o último lançamento do mercado.
Não tenho a pretensão de fazer as melhores fotos do mundo, nem de ser premiada por isso.

Mas seria hipócrita dizer que o reconhecimento não é bem-vindo.
Claro que é.
Eu desejo isso, assim como você que está lendo este texto provavelmente deseja ser reconhecida na sua área.

Ainda assim, sempre deixei muito claro que, para mim, a fotografia é o meio que encontrei de conhecer histórias e verdades.

Só faz sentido clicar quando, do outro lado da lente, existe alguém disposto a se mostrar: quem é, no que acredita, o que sente.
E isso vai muito além de equipamento, de luz ou de composição.

Isso é sobre ser humano.
Sobre sentir.
Sobre entrega e confiança.

Sim, eu não vou te entregar um material mais ou menos, afinal, você está me contratando para isso.
Mas eu quero que você se lembre de mim pelo momento em que consegui eternizar quem você é, e não pelo equipamento que eu uso ou pelas técnicas que domino.

Quero que você lembre do seu ensaio pelo momento criado, pela troca de olhares, pela sensibilidade das conversas, pela nossa troca.

E se isso é ser “diferentona”…
Pois bem.
Diferentona serei.

Endereço

Passo Fundo, RS

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