15/01/2026
34 anos. Mais pra tio do que pra sobrinho.
Meus 33 foram um ciclo marcado por encontros, ritos e celebrações que ajudaram a reposicionar meu lugar no mundo. Veio o noivado com a Elly, os 70 anos do meu pai Joemir, os 90 anos da Avó Lúcia e o inesquecível Centenário da Madrinha Rita. A família se expandiu no tempo e no afeto.
Também atravessei territórios. Mergulhei nas águas do Rio Ganges durante o Maha Khumb Mela na Índia, subi o Rio Negro depois de embarcar na Canoa da Transformação. Cada viagem foi menos sobre destino e mais sobre escuta, presença e travessia.
Entre sets, olho na câmera sigo afirmando o caminho do documentário como profissão e missão construindo meu rolo de filmes. Lançamos Cobra Canoa. Com Fé Cria Beleza, realizei o sonho de falar sobre minha cidade, Matão. Agora, neste novo ano, chegam Nova Dimensão e Pássaros Invisíveis.
As oficinas de audiovisual, as transmissões do Canal Jagube e as aulas com a turma do povo Truká, no Seminário da Jurema, me reafirmaram que compartilhar o que aprendo faz parte do processo. Dividir com a juventude (hoje posso dizer assim) é também uma forma de seguir aprendendo.
Fui padrinho no casamento dos cumpadres Carlos Henrique e Ana Carolina. Depois de novo com a chegada da Brisa, minha afilhada. A vida vai mudando de tom. A zoeira dá lugar ao cuidado, as pessoas se unem, as crianças chegam. Tudo se transforma, envelhece e de forma curiosa ganha mais vida.
Com mais consciência do tempo, mais respeito pelos ciclos e menos pressa de chegar, celebro a chegada de mais um ano. Com a câmera na mão, a mente presente e o coração aberto para o que a vida apresentar.