Marcus Vinícius Photos

Marcus Vinícius Photos Fotografia por paixão que está dando um passo à frente. Obrigado por fazer parte deste avanço.

Rebeca, que 6 anos atrás, eu registrei antes de nascer. E, no nosso compromisso anual, dobrei o joelho até o chão e corr...
25/06/2026

Rebeca, que 6 anos atrás, eu registrei antes de nascer. E, no nosso compromisso anual, dobrei o joelho até o chão e corri bastante atrás de menino custoso pra contar a história desse dia. Obviamente comecei comendo um pouco de tudo que tinha e depois fui observar o que rolava.

O resultado está aí, bem resumido, em 20 fotos, mas com o recado claro: a gente não perde nada, porque sabe que tudo no dia que vocês escolhem pra nos contratar merece atenção. Ou seja, você quer ter uma lembrança do que comeu, do que serviu, de que estava lá.

Batizado, chá de panela, lançamento de campanha, festa de aposentadoria, casamento: tudo merece registros decentes e honestos. Atendo por telefone ou inbox. 👍🏾

Alessandra Lélis, tem tempo que a gente fotografa sua família, né? Ensaio de gestante, de família, das crianças, smash t...
24/06/2026

Alessandra Lélis, tem tempo que a gente fotografa sua família, né? Ensaio de gestante, de família, das crianças, smash the fruit, ensaio na praça, em casa de vó, de vô, estúdio. Inclusive, acho que deve ter mais coisa pra gente fotografar em breve, mas divago.

Num ensaio coloridíssimo nos fundos de casa, Maju e Manu amassando a melancia, correndo pra baixo e pra cima, dou uma pausa no agito e cravo um retrato lindo da Manu cometendo um cacho de uva.

E o doido do retrato é que a gente pode dizer que ele foi feito em 1947 ou 2020, né?

Marco Grob e Alyson Carvalho. Esses 2 fenômenos da fotografia de Retratos julgaram nosso trabalho. 11 fotos premiadas. 3...
19/06/2026

Marco Grob e Alyson Carvalho.

Esses 2 fenômenos da fotografia de Retratos julgaram nosso trabalho. 11 fotos premiadas. 3 com as maiores notas. A fotografia veio pra me curar e cura dia após dia. Os resultados deste concurso foram uma injeção de ânimo e dopamina e setonina, enfiando a angústia e os males pro além, ou de volta.

Marco Grob já fotografou Julia Roberts, Robert De Niro, Al Pacino, Jimmy fu***ng Page e… ah, vejam aí o perfil.

Alyson Carvalho, artista dos mais sensíveis que já apreciei na vida, com exposições mundo afora.

Estes caras agora conhecem meu trabalho, meu olhar. Me viram ali naquelas fotos. E deram nota muito boa. Onze fotos.

É, eu realmente estou fazendo a coisa certa pra mim, pros meus, pro mundo.

Não vou sucumbir, muito menos parar. Porque tem muito, mas muito mais por vir.

Sou um desastre em textos motivacionais. Não acredito nesse lero lero de empreendedorismo que nos enfiam goela abaixo, e...
18/06/2026

Sou um desastre em textos motivacionais. Não acredito nesse lero lero de empreendedorismo que nos enfiam goela abaixo, enquanto, na verdade, é só uma forma de ofuscar a precariedade da mão de obra e dos baixos salários impostos pelos patrões. E sou pior ainda em tentar dizer que vai dar tudo certo, que todo mundo consegue, que é só querer e que o sol nasce pra todos. Não é não. Mas numa coisa ou outra, eu acredito. O Sr. Rogério Magalhães, o Rô, pai dos meus melhores amigos Rojas e Carol, me disse uma vez na Feira Hippie, em BH, quando eu ia sempre pelo mesmo caminho buscar cerveja, lá na esquina da Álvares Cabral com a Afonsa Pena: se você for só reto, você sempre por aqui, você dificulta a possibilidade do encontro. Guardei pra vida. Pego caminhos diferentes pro mesmo lugar, tento manter a cabeça ativa e não abaixo a cabeça pros ‘nãos’ da vida. Eu e o Julinho, meu sócio do Retratos, íamos pra casa da Tia São levar um presente que uma seguidora, mas ela não estava em casa. Ele já tinha deslocado pra cá, eu já tinha ajustado a agenda. Ah, bora dar um rolê aí na rua e trocar ideia, vai que... E foi que! Topamos o Sr. Zé Carlos, que eu já havia registrado lá no Bar do Guido, uns 2 anos atrás. Puxamos papo e, por meia hora, ouvimos as palavras mais sábias dos últimos tempos. E, olha só, que doideira, dos 3 arquivos de vídeo que o Julinho gravou, o maior se perdeu num mistério que a Apple nunca vai conseguir explicar. A outra metade do dia foi tensa e triste, até o estoicismo agir e nos dizer que tudo bem, só ir lá e gravar de novo, gravar melhor. Ele levantou o chapéu aos céus, agradeceu por ter uma charrete, uma família linda e muito serviço. Também disse que já viu nossos vídeos no Leo Dias. Ao final do papo, fiz uma sessão de retratos e isso aí, colorido, é pra nos mostrar que, mesmo eu, cético, aborrecido, acredito no poder da resiliência e na possibilidade do encontro. Só não acredito no liberalismo econômico defendido pela meritocracia, aí já é demais!

A gente só descobre o que a vida guarda pra gente, quando arrisca. Guimarães Rosa falou isso de outro jeito, mas não con...
09/06/2026

A gente só descobre o que a vida guarda pra gente, quando arrisca. Guimarães Rosa falou isso de outro jeito, mas não consigo usar as aspas desse teclado, então eis o recado. A gente é indivíduo, é coletivo, é casal, é peça pequena e grande. Na vida a dois, cada um carrega um pouco daquilo que viveu e vai se moldando pra ajustar e harmonizar. Tava reparando o Lucas e a Larissa e vendo os traços individuais de cada um ali na vida nova que começaram. É Larissa criando coragem pra subir em cavalo, é Lucas trabalhando no mercado. É parente de longe com parente de perto, é amiga adaptando o espaço pra fazer uma recepção. Madrinhas se maquiando!!!

Eu só posso observar e trazer comigo minhas reflexões. Fotografar casamento é uma imersão à altura de ler um livro, ou talvez vê-lo sendo escrito ao vivo. Larissa é melhor amiga do Julinho, meu amigo e sócio; Lucas, o noivo, eu conheci no dia do casamento. O ímpeto de casar está à altura da intensidade com que vivem: grande! Quanto tempo passou desde a última vez que você e não fez? Sem pensar numa resposta frustrante, Larissa bateu o pé pra fazer o ensaio pós e fomos até de noite. No mesmo dia sei que eles arrumaram algum rolo ainda, foram tomar uma e beber pinga e comer galinha em algum lugar. E depois viajaram de novo com amigos e família pra intensificar direito essa união. E a família grande lá, juntinha.

Em 2021 a Larissa me manda mensagem no instagram querendo que eu fizesse umas fotos dos sobrinhos aqui na Badia, enquanto ela morava nos Estados Unidos. Deu certo! Fizemos agora. Uns sobrinhos a mais, lá de Cordisburgo também participaram.

Ah, os profissionais de beleza merecem e devem exaltar os créditos, mas a boniteza dos dois facilita demais meu trabalho. E sobre coragem que falei no início, é só sobre viver mesmo, nos altos ou nos baixos, na saúde e na doença.

Saí de casa 5 da manhã pro aeroporto de Confins, a caminho da maior experiência fotográfica eu já vivi até hoje, o Metam...
20/05/2026

Saí de casa 5 da manhã pro aeroporto de Confins, a caminho da maior experiência fotográfica eu já vivi até hoje, o Metamorphosis, em Garibaldi, Rio Grande do Sul. Mas quase que não chego, porque parei no caminho pra entrevistar o Sr. Didi, que estava cortando capim, envolto na neblina daquela manhã pesada. Perco o voo, mas não perco essa história. Poucos minutos de conversa foram o suficiente pra mudar muitas vidas, especialmente a dele. Uma das frases mais marcantes até hoje do Retratos veio dele: com 80 e tantos de idade, ele só queria chegar ao final da vida menos pior do que passou até ali.

Desejar dignidade nessa idade é o mínimo, ter, é quase que obrigação. O vídeo dele bateu milhões de views e as pessoas, vocês, espectadores do Retratos, se sensibilizaram e ofereceram espontânea e humanamente, uma vaquinha pra ele. Não, ele não passava necessidade, muito menos fome. Às vezes, a casa não mostra nada do que está por dentro.

Fui pro Congresso, mudei minha vida lá, com tanto ensinamento, trocas, humanidade compartilhada. A história do Sr. Didi só me preparou pra ser mais humano quando voltei à casa dele, agora com o Julinho, pra gravar mais, contar que vocês ofereceram ajuda e pra contar a história dele e da esposa, Dona Maria, agora através de fotos.

Montei essa coleção em 20 fotos e, toma, premiada na FineArt. O Retratos é, sim, pras pessoas, pro mundo. Os ensinamentos que temos têm um valor imensurável nas nossas vidas. Na minha, em especial, ele vem de várias formas, inclusive no exercício da minha fotografia: cresço também como profissional.

Essa não é uma história com começo, meio e fim. Ela é bem bagunçada, ainda bem, porque é só o prefácio da minha entrada no Metamorphosis, da reforma da casa do Didi, do crescimento humano do Julinho, da generosidade de vocês. E vou contar todas aqui. Vocês estão lendo?

Eu venho fotografando de tudo desde sempre. Sou contratado pra registrar uma história, com seu protagonista, enredo prin...
19/05/2026

Eu venho fotografando de tudo desde sempre. Sou contratado pra registrar uma história, com seu protagonista, enredo principal, início, meio e fim. E o que tenho falado recentemente em aulas e palestras (respeitaaaa!) é sobre o processo de como se criou a percepção para os coadjuvantes e até figurantes. Percebi também que imagens soltas também são história. Ou História. Imagens soltas conectadas são histórias melhores ainda. Então criei uma série, usando fragmentos para construir uma narrativa que respeite a essência de cada elemento que me chamou a atenção ao longo do tempo.

Nunca morei na roça ou tive roça ou tive avós com roça. Muito menos fazenda. Amanheci com o cheiro de vaca ao redor pouquíssimas vezes na vida. Pra mim e minhas irmãs, sinônimo de sucesso era escutar colegas dizendo que iam levar as panelas antigas pro sítio. Tudo do nosso lado, mas distante duma maneira que só a conexão familiar e o senso da realidade da classe trabalhadora consegue escancarar. Mas como explicar essa proximidade e esse amor pelo campo? Outro dia fui zoado num post lá do Retratos porque perguntei pro Sr. Didi se o “animal” a que ele se referia no vídeo era uma vaca. A explicação veio ríspida: animal é cavalo, criação é gado. Na lata. Por mais que o apreço pela função e pelo meio tenham crescido nos últimos anos, ainda sou analfabeto.

Mesmo se um dia eu chegar a ter um canto rural com animal e criação, eu não vou entender o que é ver alguém acordando 4, 5 da manhã pro trato e pra lida. Sei que a relação entre trabalho e fé é maioria no meio, e esta parte é a que mais me encanta. Estudei em escola técnica agrícola, mas nunca tive uma botina.

Aprendi a respeitar a fé, mesmo sendo um cético. O respeito, quando vem com a maturidade, é cura.

Fragmentos e Marcas Da Roça e da Fé. Essa série de imagens fala de mim sem estar nelas. Foi premiada e me alçou a segundo lugar no ranking mundial da Inspiration em Retratos. E eu quero muito que elas digam algo. Dá pra escutar daí?

Eterna Geleia de Mocotó da Dona Fia da Adelaide.Esse título, essas fotos. Assim que fomos premiados na FineArt Associati...
05/05/2026

Eterna Geleia de Mocotó da Dona Fia da Adelaide.

Esse título, essas fotos. Assim que fomos premiados na FineArt Association.

Obrigado, Vivi, Taioba e Jacinta por nos receber também e topar contar essa história. Tomamos quase 2 dias de vocês pra gravar tudo, comemos metade da produção e ainda fomos servidos com os biscoitos fritos da Noêmia.

Aa gravações foram para o projeto Guardiões da Memória, uma iniciativa de Educação Patrimonial e difusão do Patrimônio Cultural de Martinho Campos, e idealizado pela Prefeitura Municipal.

É assim que eterniza a memória de um povo: escutando, registrando, propagando, exibindo.

Me conta: o que achou dessa escolha de imagens?

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Martinho Campos, MG

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