Marcus Vinícius Photos

Marcus Vinícius Photos Fotografia por paixão que está dando um passo à frente. Obrigado por fazer parte deste avanço.

Saí de casa 5 da manhã pro aeroporto de Confins, a caminho da maior experiência fotográfica eu já vivi até hoje, o Metam...
20/05/2026

Saí de casa 5 da manhã pro aeroporto de Confins, a caminho da maior experiência fotográfica eu já vivi até hoje, o Metamorphosis, em Garibaldi, Rio Grande do Sul. Mas quase que não chego, porque parei no caminho pra entrevistar o Sr. Didi, que estava cortando capim, envolto na neblina daquela manhã pesada. Perco o voo, mas não perco essa história. Poucos minutos de conversa foram o suficiente pra mudar muitas vidas, especialmente a dele. Uma das frases mais marcantes até hoje do Retratos veio dele: com 80 e tantos de idade, ele só queria chegar ao final da vida menos pior do que passou até ali.

Desejar dignidade nessa idade é o mínimo, ter, é quase que obrigação. O vídeo dele bateu milhões de views e as pessoas, vocês, espectadores do Retratos, se sensibilizaram e ofereceram espontânea e humanamente, uma vaquinha pra ele. Não, ele não passava necessidade, muito menos fome. Às vezes, a casa não mostra nada do que está por dentro.

Fui pro Congresso, mudei minha vida lá, com tanto ensinamento, trocas, humanidade compartilhada. A história do Sr. Didi só me preparou pra ser mais humano quando voltei à casa dele, agora com o Julinho, pra gravar mais, contar que vocês ofereceram ajuda e pra contar a história dele e da esposa, Dona Maria, agora através de fotos.

Montei essa coleção em 20 fotos e, toma, premiada na FineArt. O Retratos é, sim, pras pessoas, pro mundo. Os ensinamentos que temos têm um valor imensurável nas nossas vidas. Na minha, em especial, ele vem de várias formas, inclusive no exercício da minha fotografia: cresço também como profissional.

Essa não é uma história com começo, meio e fim. Ela é bem bagunçada, ainda bem, porque é só o prefácio da minha entrada no Metamorphosis, da reforma da casa do Didi, do crescimento humano do Julinho, da generosidade de vocês. E vou contar todas aqui. Vocês estão lendo?

Eu venho fotografando de tudo desde sempre. Sou contratado pra registrar uma história, com seu protagonista, enredo prin...
19/05/2026

Eu venho fotografando de tudo desde sempre. Sou contratado pra registrar uma história, com seu protagonista, enredo principal, início, meio e fim. E o que tenho falado recentemente em aulas e palestras (respeitaaaa!) é sobre o processo de como se criou a percepção para os coadjuvantes e até figurantes. Percebi também que imagens soltas também são história. Ou História. Imagens soltas conectadas são histórias melhores ainda. Então criei uma série, usando fragmentos para construir uma narrativa que respeite a essência de cada elemento que me chamou a atenção ao longo do tempo.

Nunca morei na roça ou tive roça ou tive avós com roça. Muito menos fazenda. Amanheci com o cheiro de vaca ao redor pouquíssimas vezes na vida. Pra mim e minhas irmãs, sinônimo de sucesso era escutar colegas dizendo que iam levar as panelas antigas pro sítio. Tudo do nosso lado, mas distante duma maneira que só a conexão familiar e o senso da realidade da classe trabalhadora consegue escancarar. Mas como explicar essa proximidade e esse amor pelo campo? Outro dia fui zoado num post lá do Retratos porque perguntei pro Sr. Didi se o “animal” a que ele se referia no vídeo era uma vaca. A explicação veio ríspida: animal é cavalo, criação é gado. Na lata. Por mais que o apreço pela função e pelo meio tenham crescido nos últimos anos, ainda sou analfabeto.

Mesmo se um dia eu chegar a ter um canto rural com animal e criação, eu não vou entender o que é ver alguém acordando 4, 5 da manhã pro trato e pra lida. Sei que a relação entre trabalho e fé é maioria no meio, e esta parte é a que mais me encanta. Estudei em escola técnica agrícola, mas nunca tive uma botina.

Aprendi a respeitar a fé, mesmo sendo um cético. O respeito, quando vem com a maturidade, é cura.

Fragmentos e Marcas Da Roça e da Fé. Essa série de imagens fala de mim sem estar nelas. Foi premiada e me alçou a segundo lugar no ranking mundial da Inspiration em Retratos. E eu quero muito que elas digam algo. Dá pra escutar daí?

Eterna Geleia de Mocotó da Dona Fia da Adelaide.Esse título, essas fotos. Assim que fomos premiados na FineArt Associati...
05/05/2026

Eterna Geleia de Mocotó da Dona Fia da Adelaide.

Esse título, essas fotos. Assim que fomos premiados na FineArt Association.

Obrigado, Vivi, Taioba e Jacinta por nos receber também e topar contar essa história. Tomamos quase 2 dias de vocês pra gravar tudo, comemos metade da produção e ainda fomos servidos com os biscoitos fritos da Noêmia.

Aa gravações foram para o projeto Guardiões da Memória, uma iniciativa de Educação Patrimonial e difusão do Patrimônio Cultural de Martinho Campos, e idealizado pela Prefeitura Municipal.

É assim que eterniza a memória de um povo: escutando, registrando, propagando, exibindo.

Me conta: o que achou dessa escolha de imagens?

Agora em março fez 10 anos que peguei na câmera a primeira vez. Já contei trocentas vezes, mas quando ajustei iso, abert...
27/04/2026

Agora em março fez 10 anos que peguei na câmera a primeira vez. Já contei trocentas vezes, mas quando ajustei iso, abertura e velocidade e dali saiu uma foto pronta, minha cabeça explodiu. Fotografar por terapia era o objetivo inicial. Fui aprendendo pra registrar o crescimento da Nina. Daí pra frente fiz de tudo. Mais pra frente me peguei pensando numa coisa simples: as pessoas me contratam pra registrar os melhores momentos da vida delas, mas todo mundo merece essas lembranças. E quem não consegue pagar? Não abri uma instituição caridade, mas meu olhar foi além. Pessoas invisibilizadas, figurantes das histórias oficiais, personagens às margens dos quadros principais. Foram projetos aprovados via Lei de Incentivo à Cultura, premiações, órgãos públicos (temos mais de 10 prefeituras na carta de clientes, maioria pelo trabalho documental), empresas gigantes e também as micro.

Corta pra 2026. Retratos Sem Fronteiras voando. Nossa matéria-prima? Gente! Pessoas singulares, encontros afetivos & memórias espontâneas. Estudando igual um louco pra ser um retratista até o fim dos meus dias, buscando conhecimento e inspiração em gente. Nada de coach, por favor. Bebendo da fonte dos melhores do mundo, como meu amigo-mestre-irmão Ale Grand, tenho participado de quase todos os pódios das premiações mais importantes do país. E eis que ontem, domingão de noite, depois de um dos dias mais lindos da minha vida com a minha família, toma essa paulada: 9 fotos premiadas duma vezada só! E primeiro no lugar do pódio, artista da coleção.

Não lembro de tudo que pensei e sonhei enquanto construía a carreira, mas ó, comemorar 10 anos de carreira com alguns números é algo que eu talvez não tivesse imaginado. Mas agora que tamo aqui, só posso dizer que isso não é 1% do que ainda vou alcançar. Bora expor mais e mais desse trabalho, escancarar pro mundo essas pessoas lindas que nos cercam e, por que não, compartilhar o que me move e motiva: o amor pelas pessoas e pelas histórias.

Idade chega e o valor da vida muda. Tem coisa que tem preço, tem coisa que tem valor. Qualquer coisa comercial tem preço...
19/01/2026

Idade chega e o valor da vida muda. Tem coisa que tem preço, tem coisa que tem valor. Qualquer coisa comercial tem preço pré-estabelecido baseando-se nos insumos, custos com mão-de-obra, concorrência, cotações internacionais, dentre outros. Por um exemplo, uma foto revelada tamanho 10x15 custa reais lá no meu estúdio. O que vai na foto já não tem preço. Na moldura, que custa aí uns 20 reais, pendurada na parede da casa da vó ou na mesa do escritório, só tem valor. E esse é você que bota.

Uma das coisas que mais têm valor na vida é a amizade. Ah, amizade, amor de família, carinho de mãe, momentos de diversão despretensiosa e espontânea. Essas coisas. Os momentos em família até moldam a personalidade e trazem um tato único de sanidade mental. Ou insanidade. Enfim. Submeter os filhos às crenças e rituais são destes momentos tão importantes quanto o próprio nascimento, os aniversários, as comemorações e até a própria morte: a gente lembra de todos! Eu comecei a fotografar por causa disso, pra registrar o crescimento da minha filha e pra tratar a depressão. Nesta equação de cura, adicionei amigos, família, subtraí coisas, perdi dinheiros. E a vida muda mesmo.

2025 fiz pouco trabalho comercial de fotografia, leia-se: batizados, casamentos, gestantes. Vivi coisa demais, trabalhei igual um b***o de carga, mas tudo que fiz eu gostei e me sinto orgulhoso por todas as obras criadas e administradas. Nisso eu dou valor! Tive a honra de encerrar o ano fotografando o batizado da Agatha, filha de uma das minhas melhores amigas, Maísa, que entende e sabe do que tô falando desde o início dessas linhas extensas.

Então a vida é isso aí ó, momentos de amigos e famílias, crises superadas e/ou ignoradas, reuniões do nada, birra, risadas, reflexões e a conclusão do tanto que a gente é besta. É reclamar de preço, é picuinha, ranço à toa, trabalhar dobrado pra nada, é deixar tudo pra depois. Que bobagem. Faz logo e vive bonitinho. E registra!

Esse ano completo 10 anos de carreira. E pra esse ano teremos: casamentos especiais, ensaios de 15 anos únicos, retratos...
14/01/2026

Esse ano completo 10 anos de carreira. E pra esse ano teremos: casamentos especiais, ensaios de 15 anos únicos, retratos icônicos, curso de fotografia, documentários inéditos, congressos Brasil afora e, anotem essa, exposições internacionais. Tudo anotado, planejado, pronto pra virar festa e, quem sabe, prêmios.

Você que me acompanha desde o início, tem algo pra contar? Vai ser uma honra ouvir/ler. Aproveita aqui o espaço. E muito obrigado por tudo! 🥹

Na foto, Dona Nina, 97 anos, de Ibitira-MG!

Feliz Natau
24/12/2025

Feliz Natau

17/12/2025

Lembra desses lugares? São todos parte dos 87 anos de Martinho Campos!

Estou concorrendo a Fotógrafo de Retratos do Ano pela Inspiration Photographers. Pode chamar de Oscar da Fotografia. Eu,...
13/11/2025

Estou concorrendo a Fotógrafo de Retratos do Ano pela Inspiration Photographers. Pode chamar de Oscar da Fotografia. Eu, que reclamo do espaço curto pra textos no instagram, estou travado.

Além disso, também concorro ao prêmio “Coleção de Retratos do Ano”, com a história Bares com Alma, contada em 20 fotos. 5 coleções do mundo todo estão concorrendo, 3 brasileiros, um canadense e uma fotógrafa da Bulgária.

Desprende um pouquinho de tudo aí agora, você, pessoa rara que está lendo, e pensa na emoção que é isso.

Pois é. Bora fazer campanha com os colegas, porque isso é um sonho muito grande. Não digo que não sonhei com isso, porque eu sei que sou do tamanho disso, mas, ó, na vida real é outra coisa.

Já já eu volto com mais notícias.

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