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21/11/2025

Hoje, no Dia da Consciência Negra, lembramos um episódio marcante na vida da saudosa Preta Gil.

Na autobiografia Preta Gil: os Primeiros 50, Preta Gil relembra um episódio de rac1sm0 sofrido na infância, quando estudava com seus irmãos, Maria e Pedro, em uma escola particular na Zona Sul do Rio de Janeiro. Como eram poucas crianças negras na escola, Preta tinha o desejo de andar na perua escolar com outros colegas, em vez de ir com o motorista da família. Ao tentar fazer isso, recebeu uma resposta ofensiva: a mãe de uma das colegas disse que "filhos de macacos" não podiam entrar no carro dela.

Sem entender o insulto, Preta e os irmãos contaram à mãe, Sandra Gadelha, a Drão, eternizada na canção de mesmo nome, que, no dia seguinte, confrontou a mulher. "Minha mãe foi para cima com tudo, pegou a mulher pelo pescoço e a sacudia. E batia com a bengala no carro da mulher. 'Você chamou minhas filhas de macacas?'", lembrou Preta. O caso de rac1sm0, no entanto, não foi averiguado pela escola. A cantora conta que no outro dia tudo correu normalmente, e o colégio nunca chamou nem as crianças nem Sandra para conversar.

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20/11/2025
20/11/2025
19/11/2025

A reprise de "Rainha da Sucata" emocionou não só os fãs… mas também Gerson Brenner, que viveu um dos filhos de Dona Armênia na novela.
Segundo a esposa, Marta Mendonça, o ator ficou profundamente tocado ao saber que a trama voltaria ao ar. Mesmo após a tragédia que interrompeu sua carreira em 1998, Gerson continua ligado nas telinhas — e não perde uma novela da Globo.

“Vocês não imaginam como ele está feliz a cada chamada da novela”, disse Marta. “Assistir a uma obra da qual fez parte vai fazer um bem enorme para ele.”

A vida de Gerson mudou drasticamente após sofrer uma tentativa de assalto, que resultou em sequelas severas. Hoje, aos 65 anos, vive em São Paulo sob os cuidados amorosos da esposa, que o acompanha há mais de 20 anos.

A volta de "Rainha da Sucata" é mais que uma reprise — é uma homenagem ao talento e à história de um ator que marcou gerações e segue recebendo o carinho do público. ❤️

👉 O que achou da reação do ator à volta da novela?

18/11/2025

Às 3 da manhã, um músico de mais de 200 quilos ligou dizendo: “Eu preciso gravar agora.”
Quinze minutos depois, ele registrou em um único take a canção que se tornaria lendária.
Esse homem era Israel Kamakawiwo'ole.

Fim de 1988, Honolulu, Havaí.

Milan Bertosa, dono do estúdio Paliku Records, dormia quando o telefone tocou às três da madrugada.
Do outro lado da linha estava Israel Kamakawiwo'ole — “IZ”, como os amigos o chamavam.

Sua voz era urgente.

— Eu preciso gravar agora. Ainda esta noite. Posso ir?

Milan, meio acordado, estranhou. Gravações aconteciam durante o dia, não no meio da madrugada.
Mas havia algo na voz de IZ que fez com que ele dissesse:

— Tudo bem. Te encontro lá.

Quinze minutos depois, Milan chegou ao estúdio e esperou.
Então IZ apareceu.

“Entrou o maior ser humano que eu já tinha visto na vida”, lembraria Milan.
Israel pesava mais de 250 quilos. Caminhava devagar, segurando o ukulele como se fosse um brinquedo pequeno em suas mãos enormes.

Um segurança trouxe a única cadeira que poderia sustentá-lo — uma pesada cadeira de aço industrial.
IZ se acomodou, afinou o ukulele e disse:

— Estou pronto.

Milan correu para posicionar os microfones, fez um teste rápido e apertou o botão de gravação.

— O que você vai tocar? — perguntou.

IZ começou a dedilhar uma melodia suave.
E então cantou:

“Somewhere over the rainbow, way up high…”

Era “Somewhere Over the Rainbow”, do filme O Mágico de Oz.
Mas não era a versão de Judy Garland.
IZ entrelaçou a música com “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong, criando um medley simples, delicado e profundo.

Milan ficou parado atrás da mesa de som, ouvindo.
Já havia gravado centenas de artistas, mas algo naquela madrugada era diferente.

IZ cantou tudo de uma vez.
Um take. Sem erros. Sem parar. Sem pedir ajustes.

Quando terminou, olhou para Milan e disse:

— É isso. Era isso que eu precisava gravar.

O estúdio ficou em silêncio.

IZ se levantou com cuidado, pegou o ukulele e foi embora.
A sessão inteira havia durado cerca de quinze minutos.

Milan ouviu a gravação novamente.
Era crua, sem produção, só voz e ukulele.

Mas era perfeita.

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Israel Kamakawiwo'ole nasceu em 20 de maio de 1959, em Honolulu. Cresceu imerso na cultura havaiana justamente quando o Havaí tentava resgatar tradições que haviam sido sufocadas por décadas.
Seu tamanho incomum — resultado de genética, estilo de vida e problemas de saúde — contrastava com sua voz, suave a ponto de emocionar instantaneamente.

Nos anos 1970, ele e seu irmão Skippy formaram o grupo Makaha Sons of Ni‘ihau.
Mas em 1982, Skippy morreu repentinamente aos 28 anos. IZ nunca superou totalmente a perda.

Em 1988, durante uma fase introspectiva, IZ começou a pensar nas duas músicas que falavam de esperança, beleza e saudade.
Foi por isso que, às 3 da manhã de um dia qualquer, sentiu que precisava registrar aquele medley imediatamente.

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A gravação ficou esquecida por alguns anos.
Depois começou a tocar nas rádios havaianas.
O público se apaixonou.

Em 1997, Israel Kamakawiwo'ole morreu de insuficiência respiratória ligada à obesidade. Tinha apenas 38 anos.
Seu caixão precisou de doze homens para ser carregado.
O estado do Havaí lhe concedeu um raro funeral de honra.
Mais de dez mil pessoas foram se despedir.

Após sua morte, a canção começou a viajar pelo mundo.

Em 2001, apareceu no filme Encontro Marcado.
Em 2004, em Como Se Fosse a Primeira Vez.
Séries, comerciais, casamentos, funerais — a música virou trilha sonora de emoção, memória e esperança.

Hoje, é uma das versões mais ouvidas de “Somewhere Over the Rainbow” na história.
Bilhões de reproduções.
Um clássico absoluto.

Tudo fruto de um único take, gravado num estúdio silencioso às 3 da manhã.

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O que tornou essa versão tão especial?

Não foi técnica.
Não foi produção.
Não foi perfeição.

Foi honestidade.

Quando IZ cantava sobre arco-íris e mundos maravilhosos, era impossível não acreditar.
Havia aloha em sua voz — amor, compaixão, espírito.

Um homem havaiano gigante, com um pequeno ukulele, sentiu que precisava criar algo belo no meio da madrugada.
E criou.

Em quinze minutos.

Israel Kamakawiwo'ole nunca viu a própria gravação conquistar o mundo.
Mas sua voz continua embalando despedidas, casamentos, lembranças e silêncios.

A cada vez que alguém toca “Somewhere Over the Rainbow” para aliviar a dor, isso é IZ cuidando daquela pessoa.
A cada vez que um casal dança a sua versão, isso é IZ abençoando um começo.
A cada vez que alguém ouve e se sente menos sozinho, esse é o aloha de IZ atravessando o tempo.

Às 3 da manhã, em 1988, um músico havaiano disse que precisava gravar.
E gravou.
Uma vez só.
Perfeito.

Um take. Quinze minutos. Para sempre.

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