Passarinho Fotografia e Filme

Passarinho Fotografia e Filme Foto e filme sinceros de família. A cada passo, Passarinho!

A gente acha que tem tempo. E que amanhã será o dia. É isso! A partir de amanhã, eu começo. Amanhã darei mais atenção. A...
01/08/2026

A gente acha que tem tempo.

E que amanhã será o dia.

É isso! A partir de amanhã, eu começo.

Amanhã darei mais atenção. Amanhã f**arei menos no telefone, brincarei mais, puxarei mais assunto, darei mais ouvidos.

Depois de resolver esse problema que está tirando a minha paz, amanhã, sem falta, serei a mãe que quero ser.

Amanhã teremos jogos de tabuleiro, brincadeiras improvisadas, passeios, olho no olho e conversas. Amanhã.

Os amanhãs se somam.

Eu sei que é cansativo. Que dá preguiça, que tem horas que eles falam devagar, e se movem devagar, e inventam mil e trinta e três regras para um jogo que poderia ser bastante simples (isso quando não mudam as regras de um jogo que já existe).

Eu sei que até começar a partida, a paciência foi parar na lua. Eu sei.

Sei porque já estive aí.

Os meus amanhãs chegaram. E daqui, f**a bem mais claro.

Não dá para esperar a vontade aparecer (raramente chega) para se sentar à mesa e jogar com amor o joguinho escolhido

É preciso jogar hoje, por amor.

Os amanhãs passam.
Voam entre o dirigir até a escola, o boleto para pagar, os planos de viagem, a fase longa.

Se espalham soltos entre a dor de cabeça, a vontade de f**ar quietinha, de ver aquele conteúdo bobo e gargalhar tranquila, de fugir com os pensamentos para um universo paralelo.

Os amanhãs se acumulam entre resoluções de ano novo e abraços de natal.

O amanhã aparece.

E não traz com ele as coisas que f**am pelo caminho.

Por isso o apelo, não deixe a esperança do amanhã ser maior que a preciosidade que há aí, hoje, no sofá manchado.

O amanhã chega. E tem outro jeito. Porque o amanhã é diferente.

Abracem, sentem no chão, abram o tabuleiro do jogo.
Olhem para os bebês de vocês.

Autora: Rafaela Carvalho

Acho até estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo. A resposta é simples, sem graça.Eu não dou. Não dou mes...
30/04/2026

Acho até estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo.
A resposta é simples, sem graça.
Eu não dou. Não dou mesmo.
Seleciono prioridades, foco no que dá, varro o resto para debaixo do tapete.
No dia seguinte levanto a beiradinha do tapete, retiro umas coisas, escondo outras.
Se hoje as crianças foram dormir sem escovar os dentes, amanhã isso será prioridade.
Se hoje o jantar foi o chinês "okesoboro", amanhã um almoço fresquinho é a missão número um.
Meu tapete nunca f**a vazio.
Nunca.
Aliás, tem dias que entulho tanta coisa lá debaixo, que derruba o que tiver em cima. Brigo com o mundo, choro um pouquinho, me sinto a mais desequilibrada das mulheres, espero pelo dia seguinte.
Mas há manhãs em que acordo cheia de amor próprio. Dou risada deste auê todo. Ignoro o tapete já pau a pau com o Monte Everest, e vou bela e formosa (cansada e de piranha no cabelo) tomar um banho demorado.
Algumas tardes viro a revolucionária do tapete. Brota no corpo uma energia que sabe-se lá da onde veio (provavelmente do brigadeiro de colher que comi escondido 3 noites atrás). E lá vou eu disposta a colocar tudo em dia. E não é que eu quase consigo? Se não fosse pelo quase...
E é assim.
Frustrante, alegre, desesperador, feliz.
Um eterno varre, esconde, esvazia.
Não se deixe enganar, tem sempre um tapete.
Na casa de algumas ele f**a mais visível, logo na sala. Já outras preferem usar o do corredor. Mas ele está lá. Tem que estar. Se não a gente enlouquece.
Por trás destas imagens, existe uma mãe comum. De carne, osso, querendo emagrecer no mínimo 3kgs, e jurando que amanhã não irá esquecer de cortar as unhas das crianças.
Com dias bons pra caramba, no estilo: "A vida é bela, poderia ter 7 filhos, viver numa casinha de sapê, e ser feliz para sempre"
E com dias de "quem sou, onde estou, quem são estas pessoas?"
O denominador comum é o amor, que quando colocado na balança quebra o ponteiro.
Vira o jogo. Não da nem chance.
O coração é invadido por gratidão.
E com lágrimas nos olhos agradecemos por tudo.
Até mesmo pelo tapete GG.

Autor:

Ter um bebê em casa é também ter parte do nosso universo encolhido para fazer caber o de um neném, que estranhamente é i...
15/04/2026

Ter um bebê em casa é também ter parte do nosso universo encolhido para fazer caber o de um neném, que estranhamente é imenso.

A gente se coloca provisoriamente em segundo plano, individualidades vão parar na geladeira. A mesma geladeira que abrimos de chinelinho no pé e coque no cabelo pela quinta vez na sexta-feira à noite, quando o sono está grande, mas a vontade de ter umas horas sem criança é maior, e abrir a geladeira parece uma boa distração.

Mas a vida corre e bebês crescem.

Cedo ou tarde, f**a nítido que fazer coisas por você também é fundamental.

Pouco a pouco é possível jantar de vez em quando com as amigas e assistir filmes sem animais que falam e músicas que impregnam.

A vida corre.

Seus pequenininhos agora são crianças. Possuem preferências mais claras, desenvolvem novas habilidades e opiniões.

Você já não se identif**a com muitas das preocupações das mães de bebês. Percebeu que várias das questões que lhe roubaram o sono, não são imprescindíveis como imaginou.

A vida corre.

O mundo do adolescente, ao contrário do mundo do neném, não cabe no seu. E testa novas distâncias.

Você volta a se sentir mais dona da sua vida. A lembrança do cansaço físico dos primeiros anos f**a ainda mais apagada. O real cansaço é emocional. E é dos grandes.

A vida corre.

Bebês se tornam adultos.

E foi nessa jornada que descobri um dos ensinamentos que hoje mais ecoa no meu coração.

Mães e pais, esforcem-se para encontrar um interesse em comum.

Um hobby, uma paixão, um instrumento, um esporte, um lugar. Seja lá o que for. Procurem.

Um ponto de interseção sólido entre os mundos de vocês, que inevitavelmente irão se separar.

Lutem para construir essa ponte no hoje, que seus pitocos são pitocos.

O conselho de: “conecte-se com seu filho” é certamente real, mas ao meu ver, incompleto.

Porque conexão, das boas, das que duram, das que sobrevivem de raspão a adolescência, cresce nos momentos em que todos estão se divertindo. Caso contrário é algo igualmente bonito, mas que tem outro nome: doação.

Há momentos de se doar. Mas também há tempo de se conectar.

E daqui do futuro, digo: é valioso. E isso sim, imprescíndivel.

Autor:

Há momentos em que tudo que a gente precisa saber é qual é o preço.Qual é o preço da rotina regrada que você se dobra pa...
23/02/2026

Há momentos em que tudo que a gente precisa saber é qual é o preço.

Qual é o preço da rotina regrada que você se dobra para não quebrar?
E que passa o dia controlando movimentos, pensamentos e horários só para que a criança durma na hora marcada?
Qual é o preço?

Qual é o preço de uma alimentação milimetricamente programada? Em que as refeições passam por cima dos passeios, das férias, das memórias.
Qual é o preço?

Qual é o preço de tanto controle?
Na programação, na organização, no dia a dia, na vida?
Qual é o preço?

É preciso se questionar. Dar de frente com a voz que mora na nossa cabeça.
Largar a síndrome de Gabriela “eu nasci assim, lá lá lá lá...”
Parar de culpar mercúrio retrógrado, a estação do ano, a mãe, as tendências, ou qualquer outro alguém.
Auto-observação é a real ponte para a liberdade.

Tantos momentos roubados em nome de regras que já não fazem (ou talvez nunca fizeram) sentido.

Tantas risadas desperdiçadas em busca de uma perfeição que ninguém (nem mesmo nossos filhos) está interessado.

Alegria e leveza não nascem do além. Tudo isso é a gente que constrói.
Permita-se sair do automático.

Preste atenção, se dê esse presente e se pergunte: qual é o preço?

Autora:

Eu andei pensando que entre os pés de galinha, as dores no joelho, as muitas propagandas de tratamentos estéticos e as p...
03/02/2026

Eu andei pensando que entre os pés de galinha, as dores no joelho, as muitas propagandas de tratamentos estéticos e as preocupações reais com a saúde, há no envelhecer uma infinidade de detalhes bonitos que passam despercebidos.

Além das maravilhas do “opa! Eu sigo viva!”, há experiências que apenas o tempo pode nos proporcionar.

Esses dias testemunhei uma delas: ver meus filhos convivendo e crescendo com os filhos de quem convivi e cresci.

Quão forte e signif**ativo é ver as nossas crianças brincando com as crianças daqueles com que costumávamos brincar? Pois bem. Recentemente vi meus pitocos aprontado com quem mais aprontei.

Congelei o momento com toda intenção de quem não quer esquecer a sorte que é isso.

Porque cenas assim nos escancaram os ciclos da vida. A oportunidade de passar por cada um deles.

Cenas assim nos escancaram a esperança. Mostram a continuidade das coisas. Pois ao nos despedirmos do que ficou para trás, há quem esteja entrando devagarzinho, com olhos de entusiasmo, exatamente como um dia foram os nossos.

Eu observo minhas amigas, primas, primos, hoje já mães e pais, e vejo neles aquilo que provavelmente eles também veem em mim: o tempo.

Um com menos cabelo, outro com mais marcas, com mais ou menos peso. Juntos brindamos durante uma conversa sobre preocupações, novidades, alegrias, trabalho, grana. Falamos sobre aquilo que um dia chamamos de “papo chato de adulto”. Até que um de nós precisa interromper a falação: “sai daí, guri… chega de brincar, a comida tá pronta.”

Aí eu percebo. Ao ver os meus filhos brincando com os deles, meu coração enxerga além.

Vejo minha mãe em mim.
Vejo minhas tias, neles.
Vejo as mães das minhas amigas, nelas.
E revisito memórias, agora com outras lentes.

Eu não penso, então, que a gente abandona por completo um ciclo. Pedaços de nós, como uma herança, o tempo pega para si.

Herança que minha mãe e tias deixaram. Que estamos deixando. Que nossos filhos também deixarão.

Fragmentos de histórias que se conectam de uma interessante e única maneira.

Continuar vivendo é muito bonito.
Que nada, nenhuma propaganda, nem ninguém nos faça pensar diferente.

Autora:

Endereço

Juiz De Fora, MG

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