02/09/2025
3 anos atrás,
Quando me mudei de estado,
levei comigo um peso: a cobrança de ter
que dar certo.
No papel de mãe e provedora, em um lugar onde tudo era novo, eu sentia que precisava provar, conquistar, vencer.
E nessa tentativa de dar conta,
comecei a viver no excesso:
Trabalho em excesso.
Estudos de madrugada.
Horas sem dormir.
Dias sem pausa.
Até mesmo deixar de ir à igreja para trabalhar.
Minha fé nunca foi embora, mas, no meio de tanta pressa, ela foi ficando comprimida em minutos corridos. O tempo com Deus foi diminuindo, e junto com isso, meu corpo e minha alma foram se desgastando.
2 anos atrás, O burnout chegou.
E, junto com ele, a necessidade de
parar e ouvir + a voz do Senhor.
O que vocês nem imaginam passou pela minha mente… eu não via nada além de dias cinzas, sem graça e um cansaço absurdo.
Foi nesse lugar de esgotamento que tive um encontro profundo com Ele e comigo mesma.
E Deus não me pediu para parar.
Ele me pediu para reestruturar, me pediu
uma nova estrutura.
Para viver sem pressa.
Para trabalhar com ainda mais propósito.
Para atrair clientes que não apenas valorizassem minhas fotos, mas valorizassem também a minha vida, meu tempo e a mulher que eu sou.
O que me ajudou? Sim, médicos, cuidado profissional, pessoas que caminharam comigo. Mas, acima de tudo, foi o amor.
O amor de Deus, que me sustentou.
O amor próprio, que precisei reaprender a cultivar.
O amor dos que não desistiram de mim.
Hoje, compreendo de forma viva a promessa:
“O perfeito amor lança fora todo medo.” (1 João 4:18)
E é desse lugar de cura que continuo.
Continuo fotografando com sentido e significado.
Continuo mergulhando mais fundo, não apenas para criar imagens, não apenas pra posicionar mulheres, mas para transbordar o que é bom, o que edifica, o que aponta para Ele.
Uma jornada onde a pressa já não dita
o ritmo, mas o propósito.🤍