03/06/2026
Muita coisa aconteceu nessa trip para Milão.
A coleção estava lindíssima, o destino era a cidade mais importante do mundo da moda e tudo indicava que seria uma experiência incrível. Porém, antes mesmo de chegarmos lá, enfrentamos uma sequência de obstáculos que colocaram nossa resiliência à prova.
Tudo começou na emissão das passagens. Meu nome é Paulo Henrique Dias Ferreira, mas o bilhete saiu como Paulo Henrique Dias Pereira. A tensão começou ali.
Ao chegarmos em São Paulo, descobri que meu cartão de embarque internacional não havia sido emitido. E lá fomos nós correr para resolver mais esse problema. Nossa conexão era de apenas duas horas, e quem já fez uma viagem internacional sabe que isso é praticamente nada. O Aeroporto de Guarulhos é gigantesco.
Conseguimos resolver a situação e pensamos: “Agora vai. O pior já passou. Vamos rumo ao sucesso.”
Mal sabíamos o que ainda estava por vir.
Enquanto fazíamos fotos do aerolook da Izadora, voltamos para buscar seu famoso copo instagramável do Starbucks. Foi nesse momento que percebemos que o Paulinho, dono da marca, estava parado no guichê da companhia aérea, tenso e cabisbaixo.
A notícia era devastadora: ele não poderia embarcar.
O motivo? Seu passaporte estava próximo do vencimento. Para viagens internacionais, muitos países exigem uma validade mínima de três meses. Se faltar um único dia, o sistema bloqueia o embarque.
Novamente o estresse e a tensão tomaram conta de todos. Foram momentos nebulosos. A Izadora não segurou a emoção e começou a chorar. Parecia que tudo estava dando errado.
Já dentro do avião, recebemos uma notícia que reacendeu nossa esperança: o Paulinho havia conseguido embarcar após resolver a situação com uma passagem de retorno que atendia às exigências da imigração.
Que alívio.
Agora sim, pensávamos: “Milão, estamos chegando!”
Mas o destino ainda tinha mais um capítulo reservado para nós.
Depois de aproximadamente quatro horas de voo, já sobre o Oceano Atlântico, percebemos algo estranho. O avião fez meia-volta e retornou ao Brasil.
Um passageiro havia sofrido um infarto e precisava de atendimento médico urgente. Não havia como seguir viagem.