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Corumbá de Goiás O conjunto arquitetônico constituído pela Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França e dos bens ...
04/01/2022

Corumbá de Goiás

O conjunto arquitetônico constituído pela Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França e dos bens edificados que a envolvem foi tombado pelo Iphan, em 2000. A formação do povoado de Corumbá de Goiás remonta à mineração do ouro no Estado de Goiás, durante o século XVIII, após a Guerra dos Emboabas na região das Minas Gerais e a expulsão dos paulistas da área. Por volta de 1725, iniciaram-se as expedições rumo ao interior em busca de novas áreas de mineração.

Situada em um ponto estratégico na passagem das rotas terrestres Goiás-Paracatu e Goiás-Bahia, sua urbanização se consolidou ainda no século XVIII. A localidade resistiu à decadência da mineração e assumiu a função de entreposto comercial para o abastecimento da Província de Goiás. O território onde está localizada é um dos mais ricos do Estado, em hidrografia, cortado por inúmeros rios e córregos, entre eles o rio Corumbá.

Texto: História de Corumbá de Goiás
Autor: (IPHAN)
Foto: Edgard Jacintho da SIlva
Ano:1952
Acervo: L.N.B.A



Corumbá de Goiás Os bandeirantes que chegaram à região em 1726, na expedição de Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera ...
04/01/2022

Corumbá de Goiás

Os bandeirantes que chegaram à região em 1726, na expedição de Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera filho), descobriram as minas de Meia-Ponte (Pirenópolis), junto ao rio das Almas. A partir de 1729, o crescente número de mineradores no vale do rio Vermelho fez com que Bueno apoiasse a organização de novas bandeiras em busca de minas em outros rios.

A povoação de Corumbá de Goiás surgiu em 1731, como polo de mineração no rio Corumbá e ribeirão Bagagem. O povoado cresceu entre o rio e a capela, com habitantes de origem paulista e portuguesa vindos com as bandeiras, em busca de pedras preciosas, que construíram suas moradias às margens do rio. Em 1734, com a inauguração da capela de Nossa Senhora da Penha de França, a povoação tornou-se o centro de toda a região do rio Corumbá.

No século XIX, em 1849, a povoação foi elevada à condição de vila e desmembrada de Pirenópolis (antiga Meia Ponte) e, em 1902, tornou-se município. Com as crises mundiais decorrentes da 1ª Guerra Mundial (1914 – 1918), Corumbá entrou em um processo de estagnação econômica que, ao mesmo tempo, protegeu seu acervo arquitetônico e urbanístico ao poupá-la dos intensos processos de urbanização pelos quais passaram a maior parte das cidades brasileiras após a década de 1950.

Texto: História de Corumbá de Goiás
Autor: (IPHAN)
Foto: Edgard Jacintho da SIlva
Ano:1952
Acervo: L.N.B.A



Jaraguá Goiás Aos pés da majestosa Serra, Jaraguá contempla a passagem do tempo como guardiã de um patrimônio de rara be...
17/11/2021

Jaraguá Goiás

Aos pés da majestosa Serra, Jaraguá contempla a passagem do tempo como guardiã de um patrimônio de rara beleza e importância. O antigo córrego de Jaraguá recebeu o nome derivado da língua Tupi-Guarani - Yara-Guá que significa “Senhor do Vale”.

Por meio de um documento histórico, escrito sob a Ordem Régia da Rainha de Portugal, Dona Maria I, pôde-se afirmar que a origem do município de Jaraguá, se deu no ano de 1736, por pretos faiscadores que descobriram ouro no córrego do Jaraguá. Assim remontando à primeira metade do século XVIII, o “Século do Ouro”, juntamente com Vila Boa, hoje a “. “Cidade de Goiás” (1726); com Meia Ponte, que hoje é “Pirenópolis” (1731); Traíras (1735); e Pilar de Goiás (1741); entre outros que nasceram no mesmo contexto das atividades da mineração da província de Goiás.

A crescente busca pelo Ouro possibilitou a fixação e aldeamento próximo ao córrego de Jaraguá, anunciando assim o advento de uma nova Vila que seguiria crescendo sob o olhar da nova capela de Nossa Senhora da Penha e São José, este crescimento realizado de modo gradual graças à abundância do ouro ficou expresso no rico espólio documental e imagético legado e preservado até a atualidade em belos casarios, imagens sacras e na memória oral da população.

Pelo registro do documento é possível inferir que o processo crescente do aldeamento possibilitou o surgimento de um arraial (c.1783) que mais tarde veio a tornar-se Vila de Nossa Senhora da Penha de Jaraguá (1833) e por fim a sua elevação a cidade e emancipação de Pirenópolis (1882), sendo que esta data foi fixada tendo base como registro de nomeação da Vila apenas como Jaraguá conforme permanece até hoje.

Texto:
Foto: Edgard Jacintho da Silva
Ano: 1959
Acervo: L.N.B.A

Pilar de Goiás-GoEnquanto as minas de Vila Boa, Meia Ponte e Santa Luzia se esgotavam, em meados do século XVIII, o arra...
08/11/2021

Pilar de Goiás-Go

Enquanto as minas de Vila Boa, Meia Ponte e Santa Luzia se esgotavam, em meados do século XVIII, o arraial de Nossa Senhora do Pilar crescia e prosperava. Pilar produziu, em 10 anos, o equivalente a todo o ouro que toda a Província de Goiás produziu em um século. Razão pela qual a administração da província se transferia para ela por seis meses do ano. O ouro transformou o local em um cenário de p***a e riquezas, com frequentes visitas de fidalgos do Reino.

Houve um desenvolvimento surpreendente, decorrente da imensa quantidade de ouro extraído na região, e o arraial tornou-se freguesia, em 1751, e passou à categoria de vila em 1833. O declínio das minas de ouro, ao longo do século XIX, tornou os habitantes de Pilar dependentes da agricultura e, por estar fora da rota do comércio da região, a cidade ficou isolada durante um século, o que contribuiu para a preservação do seu patrimônio. Entre o patrimônio cultural tombado destacam-se a Casa da Princesa ou Casa dos Dutra e as igrejas de Nossa Senhora do Pilar e de Nossa Senhora das Mercês ou Igreja dos Pardos.

Referências:

História de Pilar - (IPHAN)
FOTO: Edgard Jacintho da Silva
ANO: 1952
ACERVO: L.N.B.A

Pilar de Goiás -GOA partir de 1736, os escravos fugiam de outras localidades e se refugiavam nessa região, onde encontra...
08/11/2021

Pilar de Goiás -GO

A partir de 1736, os escravos fugiam de outras localidades e se refugiavam nessa região, onde encontraram uma grande jazida de ouro. Coube ao bandeirante João de Godoy Pinto Silveira, a captura desses escravos que, quando foram encontrados, haviam garimpado uma quantidade razoável de ouro e ofereceram este ouro em troca da liberdade. O arraial surgiu em 1741, no auge do período de mineração do ouro e conserva o mesmo padrão arquitetônico de outras localidades goianas, como Pirenópolis e a cidade de Goiás (antiga Vila Boa).

Godoy construiu, no local, a Igreja de Nossa Senhora do Pilar (santa invocada pelos padres da Companhia de Jesus que viviam em uma ilha nos arquipélagos dos Açores, colonizado pelos portugueses), da qual era devoto. Começava, assim, a povoação em grande escala daquela área que até então era chamada Papuã (capim marmelada, planta abundante na região, naquela época), pelos quilombolas.

Com o início da exploração do ouro muitas pessoas vieram de diversas partes da província e de todo o País, mas na região onde havia muito ouro faltava água e garimpá-lo era mais difícil. Segundo a história local, um garimpeiro prometeu à Nossa Senhora do Pilar que, “se naquela região brotasse água para que pudesse trabalhar, ele daria um sino de ouro à igreja. A água brotou e o garimpeiro pagou sua promessa doando à igreja um sino de 900 quilos em cuja liga foi gasta uma arroba (15 quilos) de ouro”. A partir de então, a vila de Papuã passou a se chamar Pilar de Goiás.
… “continuação próximo post”

Referências:

História de Pilar - (IPHAN)

FOTO: Edgard Jacintho da Silva
ANO: 1952
ACERVO: L.N.B.A

Igreja Matriz de Nossa senhora das Dores, Cidade de Caldas Novas | GO -1952Construída por volta dos anos de 1850, a Igre...
04/11/2021

Igreja Matriz de Nossa senhora das Dores, Cidade de Caldas Novas | GO -1952

Construída por volta dos anos de 1850, a Igreja de Nossa Senhora das Dores é considerada a construção mais antiga de Caldas Novas. Localizada no Centro da cidade, a Igreja Matriz, mesmo tendo passado por reformas, ainda retrata em suas paredes e colunas de madeira, um pouco da cidade que ainda era intendência e que já mostrava traços de prosperidade.

15 setembro – Dia dedicado à Nossa Senhora das Dores. A imagem de Nossa Senhora sendo trespassada no alto do calvário, por uma espada de dor, é motivo de devoção muito antiga.
Foto: Edgard Jacintho da Silva
Ano: 1952
Acervo: L.N.B.A

Caldas Novas | GO Praça Getúlio Vargas -1952Breve histórico A cidade pertencia a Capitania de São Paulo, quando Brasil e...
04/11/2021

Caldas Novas | GO
Praça Getúlio Vargas -1952

Breve histórico

A cidade pertencia a Capitania de São Paulo, quando Brasil era colônia de Portugal.

Em 1722, época do descobrimento das águas termais de Caldas Novas, o governo português, ávido pelas riquezas minerais, guardou-as para futuras explorações.

Todavia a exploração seguia com o passar dos anos. Bartolomeu Bueno Filho, filho de Anhanguera, por lá andou. Depois Martinho Coelho, procedente de Santa Luzia (hoje Santa Cruz) considerada a primeira capital de Goiás, que a denominou de Caldas Novas de Santa Cruz.

Uma história com seus lances de lenda, coragem e perseverança. Conta-se que Martinho Coelho de Siqueira, numa de suas conhecidas caçadas de animais silvestres, sentiu de perto a agonia dos seus cães.

Em desabalada carreira eles passaram à sua frente como que atiçado por um fogo desconhecido, sendo descoberto a Lagoa Quente do Pirapitinga.

Nascia aí a primeira história das águas quentes de Caldas Novas, história de um arraial que virou cidade. E hoje é a capital mundial das águas quentes.

Referências
Enciclopédia dos municípios Brasileiros-Caldas Novas Go
Foto: Autoria desconhecida ou não informada (IBGE)
Ano: 1958
Acervo:L.N.B.A

A Igreja Matriz é espaçosa; tem cinco altares mui decentes, e os campanários e frontispícios estão para ser reparados. A...
04/11/2021

A Igreja Matriz é espaçosa; tem cinco altares mui decentes, e os campanários e frontispícios estão para ser reparados. Acha-se assentada na mais alta pitoresca posição e dela se desfrutarão golpes de vista de natureza admirável. (CUNHA MATTOS).

Assim seria por muitos anos… Até o fatídico dia de 5 de Setembro de 2002, quando Pirenópolis acorda alarmada ao constatar um grave incêndio que destruirá a antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, destruindo todos os elementos artísticos e boa parte de sua arquitetura.

Referências
Livro: Chorographia Histórica da Província de Goyas - 1978
Viajante: Raimundo José da Cunha Mattos
Foto: Augusto Carlos da Silva Telles (IMS)
Ano: 1970
Acervo: L.N.B.A

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Campinas, na cidade de Goiânia | GO. A matriz encontrada pelos Redent...
03/11/2021

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Campinas, na cidade de Goiânia | GO.

A matriz encontrada pelos Redentoristas alemães em 1843 era a antiga capela que havia sido reformada por ocasião da elevação à categoria de freguesia, isto é, quando aquela igreja havia se tornado paróquia.

Os religiosos alemães se fixaram em Campinas, onde o padre Inácinho entregará a direção da paróquia aos redentoristas no dia 20 de janeiro de 1895.

Diante de tanto trabalho nas imediações, aquela construção de 1843 será utilizada até os anos 1900 quando surge o projeto e se construir uma nova Matriz para Campinas. Está seria a terceira igreja construída em honra a Nossa Senhora da Conceição.

Após consulta ao Bispado de Goiás, a nova construção foi autorizada por meio de provisão datada de 09 de dezembro de 1899. Onde as obras se iniciaram em setembro de 1900.

Referências:

Livro “A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Campina”

Autor: Welinton Silva





Foto Autor: Edgard Jacintho da Silva (IPHAN)

Ano: 1949

Acervo: L.N.B.A

Endereço

Goiânia, GO

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