02/08/2025
Essa é a Maria Nicasia, minha avó.
Ela veio do interior passar uns dias aqui em casa…
E assim que chegou, eu já sabia: essa era a chance de registrar algo que meu coração precisava viver.
Minha avó nunca foi fã de fotos, sempre dizia que não gostava, que f**a feia, que não era pra ela. Mas mesmo assim, ela topou. Se deixou cuidar, se deixou arrumar, se entregou.
E eu me senti tão honrada. Porque esse momento carrega muito mais do que uma imagem bonita.
Carrega história. Carrega raiz.
Carrega um pedaço da minha mãe.
Minha mãe não chegou a conhecer meu estúdio, não teve tempo, e essa é uma ausência que me acompanha, todos os dias. Mas ter a mãe dela aqui, comigo, nesse espaço que construí com tanto amor, foi como sentir um abraço vindo de longe.
Foi como viver, de um outro jeito, algo que eu não pude viver com a minha mãe.
Fotografar minha avó foi mais do que especial.
Foi simbólico. Foi forte. Foi cura. Ela me deu esse presente mesmo achando que não gostava de fotos. E no fim, eu acho que gostou, sim. Se viu com mais carinho, se olhou com outro olhar. E isso, pra mim, é tudo.
Essas fotos são nossas.
São da nossa história.
São do amor que segue, mesmo com a saudade.
E eu sou grata por cada clique que a vida me deixou fazer.