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01/02/2022

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07/01/2022

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Agora que a maioria do povo já sabe ler, as elites os alimentam com futilezas, para que não aprendam refletir!
07/01/2022

Agora que a maioria do povo já sabe ler, as elites os alimentam com futilezas, para que não aprendam refletir!

Sistema Tarca de Comunicação | Somos convictos de que o mundo só será bom, com justiça, se persistir a ética e a transparência.

REGIONALISMO Por Dorotéo FagundesApoio GBOEX e FUNDACREDBuenas amigos e como está no Livro Agenda Gaúcha 2021, (edição q...
07/05/2021

REGIONALISMO
Por Dorotéo Fagundes
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Buenas amigos e como está no Livro Agenda Gaúcha 2021, (edição que traz a história das aves no folclore do Rio Grande do Sul), na página das datas profissionais e sociais, diz que: o dia 30 é do Ferroviário e Nacional da Mulher; dia 1º do Trabalho e do Trabalhador; dia 2 do Ex-combatente da 2ª Guerra Mundial; dia 3 do Parlamento, do Pau-brasil, do Sertanejo, do Sol, Mundial da Liberdade de Imprensa; dia 4 do Trabalhador da Construção Pesada; dia 5 de Rondon; do Campo, do Expedicionário da FEB e Nacional das Comunicações; dia 6 do Cartógrafo, do Taquígrafo e Nacional da Matemática. Assim, agradecendo a Deus o privilégio de escrever, informando a serviço do bem e de ser lido, o invoco à dizer sobre o DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA.
Essa data foi criada na Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de dezembro de 1993, ato indiscutível e necessário, mas porque o dia 3 foi escolhido não sei, perdoem-me, não encontrei resposta, apelo aquém saiba me informar! Toda via infiro que possa ter sido porque nesse dia é o Dia do Sol, (culto vindo do tempo da Roma antiga, do Imperador Constantino e como sabido por todos, essa divina estrela solar é símbolo de vida e luz), e a imprensa que se mundialisou com o invento de Gutemberg, passou a ter um papel importantíssimo na vida social, com a obrigação de informar como o sol nos ilumina.
Sem dúvida a imprensa é um grande poder, por isso e mais nos regimes totalitários do que nos democráticos, a censura e perseguição de jornalistas e veículos que informam com independência, tornou-se uma prática comum dos governos tiranos, forjados e mantidos por injustiças de toda ordem, num ambiente de corruptos.
Isso é tão triste quanto ver num estado democrático, uma imprensa submissa, comprada, fazendo o jogo dos poderosos ao invés de usufruir de seu poder e agir em defesa do povo, da nação, com isenção política partidária, a imprensa não pode estar a serviço de ideologias e depender de verba pública em nenhuma hipótese, do contrário é oficial, a concessão é pública sim, mas o labor deve ser privado e livre para informar patrioticamente, e não fazer campanha a favor ou contra de quem quer que seja, que esteja ou almeje poder político.
Como em toda regra há exceção, felizmente temos no Brasil a imprensa livre, autônoma, confiável, mas infelizmente no que chamam de grande mídia, a liberdade de informar está confundida com libertinagem, não tenho dúvidas quanto a necessidade de garantir-se a liberdade de imprensa, bem como o direito público e privado de responsabilização dos veículos que desinformam, agindo fora dos parâmetros moral, da ética e da lei.
O 3 de maio foi marcado para chamar atenção sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são censurados, perseguidos, torturados ou assassinados no mundo, por publicarem a verdade e para homenagear os que morreram a serviço da justa informação, mas não para defesa dos que mentem agindo por conveniências.
Para pensar: A mídia é uma arma que deve estar a serviço do povo e o povo em defesa da sua liberdade de expressão!

REGIONALISMO Por Dorotéo FagundesApoio GBOEX e FUNDACREDContato: gerencia@tarca.com.br Buenas amigos e como está no Livr...
23/03/2021

REGIONALISMO
Por Dorotéo Fagundes
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Buenas amigos e como está no Livro Agenda Gaúcha 2021, (edição que traz a história das aves no folclore do Rio Grande do Sul), na página 10 marca que o dia 19 é do Carpinteiro, Marceneiro, Nacional do Artesão e de São José; o 20 e da Agricultura; o 21 da Infância, do Teatro e Mundial da Floresta; e o 22 Internacional da Água; Assim agradecido pelo privilégio desse encontro semanal, vamos prosear sobre o DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA!

Não tem como fugir dessa responsabilidade de dizer da irresponsabilidade na qual a humanidade trata do líquido mais precioso do Planeta, porque sem água não existe vida!

Pouco importa aos mortais quantas vezes se repete essa frase, porque nem ricos, nem pobres, nem cultos, nem autoridades dão a mínima para essa verdade, basta olharmos a nossa volta, a nossa casa que outrora tinha água cristalina do poço, da cacimba, de graça, e atualmente precisa-se comprá-la em bombonas plásticas cheia de resíduos tóxicos, demandados do polietileno. Todos pensam igual, se tenho dinheiro, logo tenho água boa!

Ledo engano, a ONU já declarou em 2015 que de 2020 a 30, todas as águas superficiais do Planeta estarão contaminadas, daí eu pergunto: De que adiantará ter dinheiro? Talvez os trilionários globais, a terão, mandando vir do espaço sideral, de algum planeta que tenha o produto que a ciência humana tem a fórmula química, mas não sabe fabricar!

Apesar de praticamente todos os gaúchos terem água encanada, o produto ingerido pela maioria não é bom, tem em média pH 6 e alto nível de cloro, aos que podem comprar mineral, tem em média pH 7, quando o ideal para nossa saúde é a água com pH 8, a mesma que tem nosso sangue quando nascemos, (conforme educa o Dr. Lair Ribeiro).

Eu me criei tomando água do filtro de barro, que a mãe providenciava, talvez por isso não tivemos doenças graves na vida, e há 30 anos comprava as tais bombonas, que hoje sei, que o plástico quando aquecido ou esfriado, larga gás que contamina o líquido sagrado, por isso há 10 anos voltei ao velho filtro de barro que recomendo à todos, suas velas filtrantes transformam a água da to****ra em água potável de alta qualidade, elevando o pH ao nível 8 e neutralizando 100% o cloro, eu mesmo fiz esse teste. Comprei um estojo com kit medidor de pH e Cloro, por 40 reais, numa loja de artigos para piscina e carrego comigo, pois como viajo muito, tenho condições de saber a qualidade da água, onde eu estiver, sem nenhum problema, inclusive para o bem de todos e a felicidade geral da nação, transfiro a experiência aos que se importam em consumir água alcalina.

Tomara que os políticos eleitos que assumiram em 2020, façam a diferença, tomando enérgicas e inteligentes ações que preserve a água, com isso seus netos não morrerão de sede a beira de um rio poluído.

Para pensar: Não adianta tratar a água para beber, temos que despoluir o ambiente, penalizando duramente os maus feitores da natureza!

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04/03/2021

REGIONALISMO
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Buenas amigos e como está no Livro Agenda Gaúcha 2021, (edição que traz a história das aves no folclore do Rio Grande do Sul), na página 10 marca que o dia 27 é do Agente Fiscal da Receita Federal, Nacional do Livro Didático e do Idoso; que no dia 1º de março é o da Vindima (início da colheita da safra de uva no RS), do Turismo Ecológico e Pan Americano do Turismo; dia 3 é o Nacional do Turismo e no dia 4 é o Dia Mundial da Oração. Assim quero agradecer aqui por esta vida e pelo privilégio desse encontro semanal, à dizer desta feita pelo turismo. Daí me vem o que temos sugerido pelo projeto, CONHEÇA TEU PAGO ANTES DE VISITAR OUTRA QUERÊNCIA, de fundamento sócio, econômico, cultural, de fomento ao turismo interno, o seguinte.

Certa feita em 1989 quando fui convidado para o honroso cargo de Secretário de Turismo do Herval, no governo do Dr. Marco Aurélio Gonçalves da Silva, mas conhecido por Camarão que já está na Estância Grande do Céu, me atraquei estudar o tema e me convenci, que os norte-americanos estavam e estão corretos até hoje, em realizarem mais o turismo interno do que o externo, 10% apenas saem pelo mundo ou seja, 90% dos gringos curtem mais o seu pago do que a querência dos outros, com isso fortalecendo seu PIB, pela indústria sem chaminés.

Por esse exemplo, partimos no Herval para fundamentais ações locais, primeiro realizamos um levantamento fotográfico geral estratégico, de pontos turísticos históricos e naturais, e depois a sinalização municipal em todas as estradas vicinais, para que ninguém se perdesse naquele latifúndio; em terceiro lugar, geramos alguns eventos de cunho cultural em níveis regional e estadual, para dar visibilidade as potencialidades turísticas municipais descortinadas. Uma coisa é certa, isso em um ano de trabalho, fez os ervalenses conhecerem a sua terra, depois os municípios vizinhos e na sequência, o Estado pela mídia ficou sabendo que a cidade fora originada do acampamento militar de Raphael Pinto Bandeira, ficando como brasa eterna do fogo de chão, hoje com 240 anos.

Neste milênio inspirado no que fizemos no Herval, onde o resultado irrigou a pequena cidade de orgulho, testemunhado pelos turistas que chegaram lá distribuindo riqueza, que sustentou o comércio existente e fez nascerem novos investimentos no setor, foi que pelo Instituto Cavaleiros Farroupilhas, projetamos o que sugere aos rio-grandenses conhecerem seu pago, antes de visitarem outras querências, que significa investirem aqui o que lhe rendeu às férias e depois sair à outras plagas do Brasil e do mundo, cultos sobre as coisas da terra, até pra ensinar aos estrangeiros, os lugares maravilhosos que o Rio Grande do Sul tem, além das atrações mundialmente já conhecidas.

Então convido, que nesse Dia Nacional do Turismo, reflitas sobre o que sabes da tua terra a contar aos teus, aos amigos e para os estranhos, e o que sabes da geografia, história e atrações turísticas gaúchas, pois se souberes do teu pago já teremos um grande começo e se souberes de outras querências do Estado, já teremos em curso a revolução sócio, econômica, cultural e turística, tão necessária a nossa economia.

Para pensar: Quem sai por aí contando as belezas estrangeiras, ignorando as da sua terra, só reforça a sua incultura!

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22/02/2021

REGIONALISMO
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Buenas amigos e como está no Livro Agenda Gaúcha 2021, edição que traz a história das aves no folclore do Rio Grande do Sul, salientamos, saudando, pelas datas comemorativas profissionais e sociais do Brasil, os dias: 19, Dia do Esportista; o 21, Dia Internacional da Língua Materna; e o 23 Dia do Rotariano. E do tema dessa semana me vem dizer sobre HOMENS ILUSTRES DO RIO GRANDE DO SUL, inspirado no que Aquiles Porto Alegre publicou no século passado em 1917, no ímpeto de reverenciar as personalidades que fizeram a diferença no seu tempo. Aqui também queremos cultuar esses gaúchos que marcaram a ferro e fogo na história rio-grandense, em seus setores profissionais, seja qual for e neste mês, marca a data de nascimento de duas figuras importantíssimas à nossa cultura regional, Honeyde Bertussi e Juca Ruivo.

Assim no dia 20 de fevereiro de 1923, veio a furo na Criúva, distrito de Caxias do Sul, um guapo chamado Honeyde Bertussi Siqueira, dizem que o parto foi difícil por causa da gaita que vinha a meia espalda no lombo do quera, no mais o guri se criou bem, correndo nos campos da serra, tapado de carrapicho, que mais taludo e gaiteiro, já saia a cavalo montado no seu baio, de coxilha em coxilha, animando os rincões, firmando a alcunha que lhe deu fama como Cancioneiro das Coxilhas. Músico, compositor, cantor de nascença, até que chegasse seu irmão Adelar, para juntos a partir de 1942, revolucionarem o ciclo dos fandangos no Estado, fundando o Conjunto Musical Os Irmãos Bertussis, primeiro grupo a introduzir, a bateria em nossos bailes de galpões, que se faziam apenas com gaita, violão e pandeiro. Honeyde além de artista, foi radialista e depois de viajar e encantar o Brasil, com suas obras Passeando nos Pagos, Oh de Casa, Sangue de Gaúcho, dentre centenas, aposentou-se na década de 1980 e passou atuar como palestrante e apresentações didáticas, como maestro até seus últimos dias, quando em 4 de janeiro de 1996, foi cavalgar na Estância do Céu e para a história gaúcha. Em sua reverência em 1998, a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, instituiu a Comenda Medalha Honeyde Bertussi, a cidadãos que tenham prestado relevantes serviços a nossa cultura regional a partir de Caxias do Sul.

E o nosso segundo gaúcho ilustre é mais que uma lenda, como expressa Jaime Caetano Brau em um verso de sua vasta obra poética, que encerra dizendo: Juca Ruivo é sem alarde, uma guarda fogo de angico...Eu quero dizer mais tarde, andarengo, pajador, ao falar do verso-flor, pra que todo mundo entenda: Juca Ruivo não é lenda, eu conheci esse cantor!”. Batizado como José da Silva Leal Filho, mais conhecido como Juca Ruivo, por evidentes razões, esse guerreiro, nasceu em 22 de fevereiro de 1902, no distrito do Garupa, em Quaraí, e mesmo sendo filho de família abastada, se criou quebrando queixo de bagual nas encostas do Cerro do Jarau. Nasceu e viveu na campanha, de família maragata, de ímpeto libertador aos 20 anos Ruivo se alistou na Coluna do Leão do Caverá, na Revolução de 1923, aonde serviu no posto de tenente. Era um intelectual astuto, poeta, escritor, de temas sociais, clamava por igualdade, tanto é verdade que num de seus versos encerra dizendo: Contudo, embora nos reste; baixo a cinza, indiferente; alguma brasa inda quente; do entusiasmo passado; o progresso respeitado; não matará essa ilusão; E ao toque de oração; se ouvirão vozes no campo; brilharão luzes no escampo; e viverá a Tradição!

Para pensar: Não tem como viver o presente, querendo futuro, matando o passado!

REGIONALISMO Por Dorotéo FagundesApoio GBOEX e FUNDACREDgerencia@tarca.com.br PELO DIA DO COMPOSITOREsses dias lendo das...
10/02/2021

REGIONALISMO
Por Dorotéo Fagundes
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PELO DIA DO COMPOSITOR

Esses dias lendo das tantas mensagens que se recebe nos grupos de whatsapp, alguém postou que nunca tinha necessitado de um artista-compositor, mas sim de médico, advogado, dentista, arquiteto, engenheiro, taxista, mecânico, dentre outras profissões.

Essa afirmação, me autoriza deduzir e expressar que a pessoa que escreveu e postou isso nas redes sociais, de certo nunca foi ao circo, ao teatro, ao cinema, nunca ouviu rádio, assistiu televisão, nunca foi a uma reunião dançante, a um baile, nunca fez festa de aniversário e nem foi a festas do colégio, de amigos, muito menos foi a igreja, a um velório, pois em todas essas ocasiões a arte musical é imprescindível, e esta não existe sem o artista-compositor, que para produzir sua obra, age como um pintor, só que com o pincel das notas musicais ou das letras de uma canção.

Apesar da triste publicação, por outro lado posso também dizer que essa pessoa inconsciente, nos alerta de algo intrigante ou seja, realmente as pessoas não dão a mínima importância aos que lhe servem de graça, um compositor em geral quando é ouvido no rádio, na trilha de um filme de uma novela, chega aos nossos ouvidos de graça e em segundo plano, e quando as pessoas pagam o ingresso de um evento, foi para o promotor do evento e não para o artista, que se o evento é filantrópico, está atuando de graça.

Mas é bem verdade que, muitos poucos de nós, um dia contrataram um artista-compositor, a não ser quando este for interprete, o que em maioria não são e foi por isso que a pessoa escreveu que nunca precisou de um artista-compositor, embora a música, a poesia, façam parte das nossas vidas desde a maternidade ao cemitério.

No dia 15 de janeiro é o Dia Mundial do Compositor, que historicamente nunca esqueci de citar quando anuncio uma música no rádio, no show, no bar, em casa, talvez porque cinta na carne o descaso de todos quando cantam uma obra, lembram e citam seu interprete e não autor, num país que faz de conta que paga direitos autorais.

Por tanto convido a todos que no dia 15, deem um jeito e liguem, passem um e-mail, um whatsapp para um compositor qualquer, e agradeçam pela sua presença em nossas vidas, que vocês estarão homenageando a todos que viveram e que vivem fazendo arte de graça, para nos tornarem sensíveis, humanizados, civilizados.

Para pensar: Enquanto um grito de gool atrair e emocionar mais que uma composição bem feita, diagnostica o sintoma patológico de uma civilização perdida.

REGIONALISMO Por Dorotéo FagundesApoio GBOEX e FUNDACREDgerencia@tarca.com.br O PAULISTA MAIS GAÚCHO QUE CONHECIÉ maravi...
26/01/2021

REGIONALISMO
Por Dorotéo Fagundes
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O PAULISTA MAIS GAÚCHO QUE CONHECI

É maravilhoso testemunhar que a movimentação cultural rio-grandense, no decorrer do tempo ganhou e vai ganhando simpatizantes em todos os cantos da terra, de gentes que não nasceram aqui, mas que nutrem o maior culto ao sentido regionalista gaúcho.

Quando apeei na Capital da Pampa em março de 1980, pra sobrevivência, metia um violão e abria o bico cantando nossas milongas, num lindo restaurante batizado de Chama do Pago, (algo fabuloso, plantado na Rua Dom Pedro II, no bairro Higienópolis, em diagonal ao portão da tradicional e poderosa SOGIPA – Sociedade de Ginastica Porto Alegre), restaurante fino de boia campeira, propriedade de uma estancieira do Itaqui, chamada Miriam Gonçalves, precursora dessa moda na metrópole gaúcha em regionalismo de alto estilo.

Deixa estar que naquele março, numa noite de sexta-feira no Chama do Pago, uma família alemã festejava aniversário de um dos seus e ficaram até o fechamento da casa, que sempre virava uma tertúlia. Nessa, depois de cumprir com minha canja no palco que era de José Cláudio Machado e Talo Pereira, o alemão da mesa grande convidou à sentar-me com eles, pedindo para tocar mais umas, o que fiz com todo carinho, até que o chefe do clã germânico indagou-me de mim, a quem disse que chegara na capital naquele mês e viera estudar e trabalhar, que ali defendia a boa boia do Mestre Leite e o trago de cada dia, assim nos enfurnamos noite adentro em bordoneios, cantos, causos, poesias e prosa.

Na alta madrugada, ao nos despedirmos, o novo amigo me estendeu seu cartão de visitas, dizendo que na segunda-feira, eu fosse a sua empresa para uma entrevista. Dito e feito, na segunda depois do almoço, meti meu terno de morrer e me apresentei na BANNER PUBLICIDADE, a Rua Américo Vespúcio, número 100, no bairro Higienópolis, propriedade de Hartmut Schulz e Walter Irgang, ali fui encaminhado para um sujeito com cara de padre, chamado Dionísio Lotário Koch, com quem conversei por horas, dizendo da minha vida e pretensões. Ao fim sai de lá com a expectativa de ser chamado, o que no mês seguinte aconteceu, e de imediato fui iniciado na publicidade, pelas mãos do paulista mais gaúcho que conheci até hoje, o Professor Dionísio, nascido em Cruzália em 17/05/44, vindo para o Rio Grande do Sul e formou-se como professor da Rede Sinodal, logo gerente de produção gráfica da Banner e para minha surpresa, revelou-se um grande assador e declamador regionalista gaúcho, muito bem pilchado, com quem viajei o Brasil nas exposições feiras agro pastoris, em relacionamento estratégico para os cliente da nossa agência em especial à Kepler Weber, das décadas de a 80 a 2000.

Aqui rendo a esse nobre amigo, que nos deixou no dia 14/01/2019, minha maior gratidão pelo o que me proporcionou a partir de 1980 e pelo que construímos nos anos dessas décadas, em nome da tradição gaúcha!

Para pensar: Os amigos são anjos guardiões encarnados que Deus nos providencia!

REGIONALISMO Por Dorotéo FagundesContado (51) 3499.2473 gerencia@tarca.com.br DO NATAL UNIVERSAL AO GAÚCHODe onde vem o ...
28/12/2020

REGIONALISMO
Por Dorotéo Fagundes
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DO NATAL UNIVERSAL AO GAÚCHO

De onde vem o Natal? Essa cultura vem de muito longe, mais de sete mil anos antes e já fora de homenagem ao nascimento do Deus Persa Mitra, que representava luz, tanto que no século dois, antes de Cristo, tornou-se uma das divindades mais respeitadas pelos romanos.

A festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus Cristo, tem-se os primeiros indícios no Cronógrafo do ano 354, (que era um calendário romano ilustrado, do calígrafo Fúrio Dionísio Filócalo, ofertado aos aristocratas de Roma), quando os cristãos do ocidente já comemoravam a chegada dos Reis Magos em 6 de janeiro, na Epifânia (festa cristã que também comemora o batismo de Cristo).

Há muita controvérsia sobre o dia e o mês de nascimento de Jesus, tanto que a Bíblia Sagrada nada diz a respeito com exatidão do acontecimento que nos encanta e se firmou como festa religiosa fixada pelo imperador Constantino em 25 de dezembro, porque era o dia da grande celebração da festança solar, como explica o professor emérito de História Antiga da Universidade espanhola de Cantábria – Ramón Teja, especialista no cristianismo, dizendo que o verdadeiro Natal é o amor de Deus por nós, momento para falar e declarar aos que nos cercam o quanto são importantes nesta jornada, fazendo a diferença, engrandecendo nosso caminho. É acreditar no Papai Noel lúdico que transforma e incentiva o sonhar, é chamar o aniversariante para comemorar com sua mensagem de amor.

O Papai Noel que conhecemos é uma invenção marqueteira do cartunista alemão Thomas Nast, inspirada em São Nicolau, bispo católico, turco, do século três, que pegou fama de velhinho bondoso, pelo costume de dar presentes as crianças e dinheiro aos pobres, no 6 de janeiro, justamente no dia apregoado a chega dos Reis Magos em Belém, trazendo presentes à Família Sagrada. Depois da morte de São Nicolau, em 6 de dezembro, ficou esse o dia de se dar presentes, em reverência ao Santo Padre, até que a igreja assumiu o dia 25 de dezembro, do Imperador Constantino, como o dia de Natal e nascimento de Cristo, que modernamente o comércio encampou, pegando a tradição ao interesse mercantil, que não nos ofende, mas que jamais devia ter esquecido o real aniversariante, trocado por Papai Noel.

Por isso nossos folcloristas como Paixão Cortes, Nico Fagundes, pregavam incansavelmente o Natal Gaúcho, sem Papai Noel e Árvore de Natal, moda que nos impuseram depois da 1940, porque aqui o Natal até então, era e deveria ser, a moda açoriana, venerando simplesmente o menino Jesus no presépio, criado por São Francisco, para representar o momento do ciclo natalino, iniciado em 24 de dezembro, findando no dia 6 de janeiro, dia correto de dar e receber presentes pelo Natal.

Infelizmente essa tradição iniciada em 1223, passados quase 800 anos, vai minguando no mundo, mas felizmente enquanto existir um gaúcho, essa cultura se manterá em nossos ranchos, passando de geração a geração.

Para pensar: Porque em nosso aniversário o sujeito cultuado é o aniversariante, e no Natal de Cristo, festejamos um impostor?

REGIONALISMO Por Dorotéo FagundesContado (51) 3499.2473 gerencia@tarca.com.br A TERCEIRA PERNA DO TRADICIONALISMOO Movim...
22/12/2020

REGIONALISMO
Por Dorotéo Fagundes
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A TERCEIRA PERNA DO TRADICIONALISMO

O Movimento Tradicionalista Gaúcho da forma que o conhecemos, teve seu início em 1947 pela liderança de Paixão Cortes, que logo conheceu Barbosa Lessa e se amaram, que logo conheceram Glaucus Saraiva e se completaram, tanto que em 1948 os três fundaram o primeiro Centro de Tradições Gaúchas do mundo, o famoso 35CTG e claro com uma plêiade de outros valorosos jovens com o mesmo ideal.

Mas quem foi e de onde veio, a terceira parte do triângulo que forma a santíssima trindade do MTG?

Glaucus Saraiva da Fonseca era natural de São Jerônimo, como dizem aqui no Rio Grande, veio a furo em 24 de dezembro de 1921, quase aniversaria com Jesus Cristo, era o mais velho dos três pioneiros e foi o primeiro patrão de CTG da história, também quem sugeriu empregar a nomenclatura de uma estância para os CTGs ou seja, essa sociedade civil sem fins lucrativos, não tem Presidente e sim um Patrão, nem Vice-Presidente mas um Capataz, o Secretário é o Sota-capataz, e, o Conselho Deliberativo ou Fiscal é chamado de Conselho de Vaqueanos.

Em 1948 Glaucus ou Glauco Saraiva, como Patrão do 35CTG, tinha 27 anos e uma estrada luminosa para passar em sua curta existência, (pois viveu menos 11 anos que Lessa, que viveu 73 anos e 30 anos mesmo que Paixão, que viveu 91). Glauco viveu 61 anos, nasceu músico e poeta regionalista gaúcho; folclorista, historiador, professor e escritor, quando guri foi escoteiro, ainda jovem atuou de vocalista nos conjuntos musicais Os Gaudérios e Quitandinha e Serenaders, fez composições com Luiz Telles (grande parceiros de João Gilberto), e foi ator de cinema no filme Abas Largas. Adulto lecionou nos cursos de extensão da PUC-RS, no curso de Pós-Graduação da Faculdade de Música Palestrina de Porto Alegre e nos curso de culinária do SENAC, foi conferencista internacional da ciência do folclore. Escreveu a carta de princípios do MTG, fundou o IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, e, criou o Galpão Crioulo do Palácio Piratini, que hoje leva o seu nome, bem como é patrono de piquetes e centros de tradições. Idealizou e montou o museu folclórico infantil itinerante entre os CTGs, que conheci em estado de abandono na década de 90, no CTG Sinuelo de Pago em Uruguaiana.

A primeira vez que vi o Glaucos Saraiva de perto, foi em 1983 quando fundei a Pulperia em Porto Alegre, boêmio, bom de papo, de copo e pito, não saia do nosso bolicho crioulo, a quem dedicou profundo carinho e nós à ele, que não sabia nome de ninguém e chamava todo mundo de meu galo, mas para o azar do Rio Grande do Sul e Brasil, em 17 de julho daquele ano, nosso galo se foi cantar nas madrugas celestiais, se plasmando como mais uma estrela da abóboda pampiana.

Lembro bem que ele tinha o Nico Fagundes como irmão e foram íntimos amigos, tiveram anos de convívio no estudo da ciência do folclore em aulas e a campo, aonde de certo agora estão na Estância Celestial.

Para pensar: Ninguém é amigo aqui por acaso e muito menos irmão!

Endereço

Rua Eliane Sousa Rosa N. 160
Eldorado Do Sul, RS
92990-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
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