19/06/2016
Colônia Marcelino
Localizada a 30 km da sede, é o 2º maior produtor de camomila do Paraná e 3º dos país, se destacando na paisagem e deixando uma suave fragrância no ar. A religiosidade é expressa na arquitetura, por meio dos ricos detalhes, tanto da Capela São Pedro e São Paulo como a Igreja Ucraniana Santíssima Trindade. Existe na Colônia o Grupo Folclórico Ucraniano Soloveiko.
Descrição e histórico:
A área da colônia é de 2.642.600 m2, e faz divisa com as localidades de Campestre, Faxina, Espigão, Rio Abaixo, Queimadas, Retiro e Colônia Matos, e com os municípios de Mandirituba e Fazenda rio Grande.
As primeiras famílias, vindas da Castelhanos, estabeleceram-se na Marcelino por volta de 1897, ato este representado por um Cruzeiro edificado em 1899, que foi substituído por outro de concreto e uma placa de mármore.
O nome da colônia homenageou o antigo proprietário de toda a extensão de terras da Colônia Marcelino, o coronel Marcelino José Nogueira, que foi um dos primeiros comerciantes na região de Campo Largo da Roseira, às margens do Miringuava. Vendia mantimentos “fiado” e os pequenos colonos, não tendo como saldar seus débitos, pagavam-no com terras e, por volta de 1890, o coronel Marcelino facilitou a venda das glebas aos imigrantes e descendentes de ucranianos e poloneses. Seus restos mortais encontram-se em um mausoléu.
Habitada por descendentes ucranianos que buscam no meio agrícola o desenvolvimento da região, tornando-a grande produtora de cheiro verde, batata salsa, pimentão, trigo, camomila, e diversas toneladas de outros produtos. Produziu em 1994, 60 toneladas de camomila, fazendo de São José dos Pinhais o 2º maior produtor nacional. Criam peixes para a comercialização nas feiras municipais de abastecimento.
Destaca-se na paisagem a estocagem de feno de papoã, também denominada de configuração meda – comum na Europa e países de clima frio. O capim é cortado e desidratado, podendo durar todo o inverno, garantindo a alimentação animal.
Existem duas igrejas católicas: uma de rito católico-latino e outra de ucraniano, porém as duas unem-se nas procissões de Corpus Christi ou em outras celebrações importantes como Páscoa e Natal. Dois cemitérios, um para os descendentes de ucranianos e outro para as demais descendências (portugueses, brasileiros, poloneses).
Um dos primeiros poloneses a fixar residência na Colônia Marcelino foi o Sr. Albert Inkot, cuja família mantinha, no início do século, o maior moinho de trigo e centeio da região de Marcelino. O Bar e Mercearia Buiar é o mais antigo da Colônia; no início do século ali funcionava a marcenaria do Sr. João Buiar, que fabricava violinos e outros móveis e instrumentos. A fábrica funcionou até 1948, depois transformada pelos filhos em bar, que até hoje funciona sob a direção de seu neto.
- A Festa do Trigo, tradicional, é em agradecimento à boa colheita. Realizada por descendentes de ucranianos durante o verão (janeiro), buscando preservar um costume tradicional da época, que no país de origem é marcado pelo frio. Os participantes da festa têm oportunidade de saborear alguns pratos típicos como kutiá (um preparado de grãos de trigo), perohê (pastel cozido) e holuptsi (charuto), e pastel assado, pão caseiro, panetone, risoto, saladas, galinha caipira recheada, costela, churrasco e bebidas. Procurando valorizar as tradições e a cultura, durante a festa são comercializadas peças do artesanato típico ucraniano, como pêssanka, louças e bordados. É abrilhantada por várias apresentações de grupos folclóricos como o Soloveiko (da própria Colônia) e o Wawel (Colônia Murici).